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Operações cambiais e PMEs: desafios a serem vencidos

14/12/2016 em BRAZILIAN BUSINESS
Por Ricardo Barboza, superintendente corporate do Banco Confidence*
Ricardo Barboza, superintendente corporate do Banco Confidence
Nos últimos anos, o mercado financeiro tem sido particularmente desafiador para as empresas sediadas no Brasil. Diversas mudanças em leis e impostos, além de cenários econômicos nebulosos, têm dificultado qualquer previsão de futuro. Consequentemente, há maior aversão a riscos. Nesse contexto, o mercado financeiro tende a dificultar o dia a dia das empresas, exigindo mais contrapartidas e examinando detalhadamente balanços, estudos de mercado e previsões de crescimento.


Isso afeta, principalmente, as pequenas e médias empresas, que, em geral, não têm os números verificados por grandes auditorias nem escala para grandes bancos justificarem análises mais detalhadas. O esforço para aprovar uma média empresa é, praticamente, o mesmo de uma grande empresa, mas o potencial de volume de operações e o retorno financeiro fazem com que as menores fiquem na fila, esperando avaliações e aprovações.


Outra preocupação para as PMEs é com o futuro e a volatilidade dos mercados. Já houve grandes mudanças em 2016 – a eleição de Donald Trump é a maior – mas outras ainda podem ocorrer nos mercados interno e externo. Isso abre espaço para oscilações de preços e pode resultar em grandes ganhos ou perdas na hora de honrar obrigações no exterior. Assim, é importante pensar em operações de proteção cambial, que, por vezes, são vistas erroneamente como custo ou investimento, quando deveriam ser entendidas como proteção dos ganhos no core business. Em 2017, esse tipo de operação deverá ter destaque em empresas que queiram passar tranquilamente pelas oscilações que virão.


Nem tudo é má notícia, contudo. Os bancos especializados, com estrutura mais enxuta, têm grande interesse em atender a esse mercado. Muitas vezes, são menos conhecidos, mas possuem os mesmos produtos e serviços que os grandes bancos. Por atuar com nichos, são mais ágeis e adequados às necessidades das empresas.


Os bancos de câmbio são um exemplo. Embora não concedam crédito, podem apoiar as empresas na estruturação das operações, desde a emissão de ROF e RDEs, passando pela consultoria sobre a forma mais eficiente de realizar a operação, até o fechamento do câmbio. Por ter menor porte, essas instituições permitem contato mais próximo com toda a estrutura, do atendimento comercial à diretoria, agilizando tomadas de decisão. Há alguns anos, os bancos de câmbio têm sido procurados por empresas que buscam parceiros para negócios internacionais e não encontram, nos bancos comerciais tradicionais, o atendimento diferenciado de que necessitam.


Tendo em vista esse panorama tão competitivo, em que informação correta vale ouro e errada é custo, tanto empresas estrangeiras como brasileiras não podem prescindir de suporte especializado, especialmente nesse mercado bastante regulado e detalhado como é o de câmbio. Esse é o caminho capaz de garantir a competitividade das empresas para os negócios prosperarem.


* Os artigos assinados são de total responsabilidade de seus autores, não representando necessariamente a opinião dos editores e da Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro.
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