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Estados Unidos: uma análise após o resultado das eleições

01/12/0016 em Notícias
AmCham Rio, consulado americano, FGV, Firjan e ex-embaixador brasileiro comentam os impactos do governo Trump para o país
Thaiza Pauluze
thaizapauluze@amchamrio.com


O republicano Donald Trump contrariou pesquisas e previsões e derrotou a democrata Hillary Clinton na disputa presidencial estadunidense. Polêmico durante toda a campanha, o novo presidente usou um tom equilibrado em seu primeiro discurso após o resultado. Disse que pretende unir o país e que vai governar para todos cidadãos dos Estados Unidos. Por isso, é muito cedo para saber qual será a versão de Trump que vai assumir a Casa Branca em janeiro de 2017, segundo especialistas.


O resultado da eleição também não deve afetar as parcerias comerciais e institucionais do país norte-americano com o Brasil, de acordo com James Story, cônsul-geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro. Ele acredita que as relações já avançaram a tal ponto que não devem sofrer retrocesso no governo Donald Trump. Como exemplo, Story citou a Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (AmCham Rio), que há 100 anos fomenta as relações bilaterais entre os dois países, durante o seminário Estados Unidos: uma análise após o resultado das eleições da FGV/EPGE, dia 16 de novembro, com apoio da Câmara.


O cônsul também evitou fazer previsões sobre o novo governo, mas destacou que "uma coisa é fazer campanha, outra é governar". Rafael Motta, presidente da AmCham Rio, faz coro. “Governar é uma etapa completamente diferente da campanha eleitoral, o que nos deixa otimistas quanto à continuidade do diálogo em prol de um ambiente de negócio que contemple a bilateralidade entre os países”, disse. Tal agenda bilateral inclui programas como o Global Entry, para facilitar a entrada de brasileiros nos EUA, o Patent Prosecution Highway (PPH), que acelera a obtenção de patentes nos países, e o Tax Treaty, acordo para eliminação da bitributação, prontos para sair do papel.


Na opinião do diretor da FGV/EPGE, Rubens Penha Cysne, é preciso esperar para ver se as promessas de campanha vão se materializar ou se tomarão outra direção, talvez até contrária. Para ele, a eleição de Trump já teve reflexos, como o aumento da incerteza na economia mundial. "Os ativos estão oscilando mais. A perspectiva é de que se houver queda de impostos nos EUA, isso vai elevar a taxa de juros lá fora. O resto, vamos saber aos poucos".


Já Roberto Abdenur, ex-embaixador do Brasil nos EUA (2004-2006), acredita que as propostas do magnata – principalmente as de política externa, defesa e segurança – são contraproducentes para os próprios interesses estadunidenses e isso acaba gerando imprevisibilidade quanto ao que o republicano vai realmente pôr em prática. O especialista faz previsão: “Teremos um Trump relativamente ‘light’”.


Para ele, o novo presidente rejeitar o Tratado Transpacífico (TPP) é uma boa notícia para o Brasil. “Esse acordo privilegiaria os participantes em detrimento do acesso do Brasil a seus mercados. E os EUA ganhariam vantagem significativa de acesso de seus produtos agropecuários e minerais nos demais países”, disse. Além disso, na visão do ex-embaixador, o tratado estabeleceria novos padrões e normas regulatórias, como condições trabalhistas, ambientais e de propriedade intelectual, que se tornariam “paradigma” para futuros acordos comerciais, dificultando o desenvolvimento do comércio exterior brasileiro.


Além do país ser um dos maiores investidores e receptores de investimentos do Brasil, o estado do Rio tem os Estados Unidos como principal parceiro em comércio exterior, representando cerca de 20% dos bens e serviços fluminenses, além de quase 1.500 empresas do estado manterem relações comerciais com o país norte-americano. Mas mesmo com a eleição de Trump, para a Firjan, os interesses de ambos serão preservados e fortalecidos. “O relacionamento do empresariado fluminense com os Estados Unidos é profundo. No Diagnóstico do Comércio Exterior do Rio, grande parte dos empresários indicou que deseja abrir novos mercados nos EUA. O que evidencia a relevância desse país para inserção do estado do Rio no comércio internacional”, disse a entidade, em nota.
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