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Prêmio Brasil Ambiental celebra 12ª edição

22/11/2016 em Notícias
Dow Brasil, ENGIE, Engie Brasil Energia e inpEV levaram os troféus das cinco categorias
Vencedores da 12ª edição posam com os troféus do Prêmio Brasil Ambiental.
Tradicional no Rio, a cerimônia de premiação do Prêmio Brasil Ambiental, da Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (AmCham Rio), reconheceu mais uma vez as ações de sustentabilidade do setor empresarial no País, nesta segunda (21/11), no Palácio Guanabara. O evento teve como convidados especiais Lars Grael e o presidente do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico, Sergio Besserman, além de abertura do presidente do Instituto Estadual do Ambiente ¬(INEA), Marcus de Almeida Lima. E celebrou projetos em cinco categorias: Ecossistemas, Emissões Atmosféricas, Inovação, Resíduos Sólidos e Responsabilidade Socioambiental.


A 12ª edição do Prêmio contou com 30 projetos inscritos de 19 empresas. Rafael Sampaio da Motta, presidente da AmCham Rio, agradeceu a participação de todas as iniciativas participantes: “ficamos muito felizes que as empresas acreditem na Câmara para inscrever seus projetos. Todos vocês são vencedores, pois impactam positivamente no mundo”, disse. Kárim Ozon, presidente do Comitê de Meio Ambiente da AmCham Rio e sócia do Chediak Advogados, elogiou o entusiasmo dos participantes com o tema e enfatizou a mudança de visão sobre a sustentabilidade. “Hoje não se trata mais só de resíduos, água ou emissões, e sim de pensar no impacto que isso causa no seu entorno, na sociedade, nas pessoas”, disse.


Sustentabilidade e legado são palavras que, para Lars Grael, têm sido muito faladas no Brasil devido aos grandes eventos, como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. O velejador enfatizou que todos têm responsabilidade sobre essa herança para as próximas gerações: “Nós estamos aqui hoje celebrando os exemplos de boas práticas e é fundamental a contribuição de cada um, seja pessoa física ou jurídica. Não basta apenas reclamar que a Baía de Guanabara está suja, por exemplo, temos que pensar como podemos contribuir, como cidadãos, fazendo a nossa parte”.


E na visão de Besserman, os CEOs têm papel de destaque quando se fala em contribuir com o meio ambiente. “Não dá para separar o desenvolvimento econômico da sustentabilidade. No futuro, os preços de produtos e serviços estarão mais altos, pois terão que incluir os custos das mudanças climáticas”. O especialista alertou que a velocidade da degradação ambiental é maior que a capacidade da natureza de se recompor. “A conta já está em cima da mesa, mas nossa compreensão da importância da sustentabilidade está evoluindo. O Prêmio Brasil Ambiental tem o mérito de já valorizar esse tema há 12 anos”, disse.


O presidente do INEA também vê uma evolução no entendimento do conceito de sustentabilidade. “Há 40 anos atrás o empreendedor era abordado pelo órgão ambiental para ser castigado por errar, hoje nós premiamos as boas práticas.” A nova gestão do Instituto, segundo Lima, é do empresário como parceiro e de analistas que pensam soluções e inovações. “O órgão tinha 18.000 processos pendentes de análise. Contratamos mais analistas, mudamos os procedimentos e estabelecemos metas e já conseguimos reduzir esse número para 9.000, com uma média de 240 dias de análise”. Lima disse, ainda, que o objetivo é encerrar 2018 com passivo zero e 180 dias de análise e, para isso, enfatizou a importância do setor privado. “O licenciamento não deve ser visto como um vilão, nós estamos à disposição das empresas para trabalhar em conjunto pelo bem do meio ambiente.”


A maior premiada da noite foi a Engie Brasil Energia, levando em duas categorias: Inovação e Responsabilidade Socioambiental. O primeiro projeto vencedor foi a Usina solar fotovoltaica
Cidade Azul, localizada em Tubarão (SC), com capacidade instalada de 3 MWp. A usina, implantada em agosto de 2014, teve investimento de R$ 35,6 milhões da empresa e já gerou 6.750 MWh de energia. O projeto visa avaliar o desempenho das principais tecnologias fotovoltaicas, sua viabilidade técnica e econômica, além de contribuir para a pesquisa científica relacionada a fontes de energia de baixo impacto socioambiental.


Já o segundo foram os Centros de Cultura e Sustentabilidade, cuja construção demandou cerca de R$ 12,9 milhões, em investimentos diretos e via incentivo fiscal. Os cinco centros em operação – em Rios do Sul (RS), Alto Bela Vista (SC), Capivari de Baixo (SC), Concórdia (SC) e Quedas do Iguaçu (PR) – oferecem à comunidade atividades recreativas e educativas, envolvendo música, dança, artes cênicas e plásticas e eventos culturais e já receberam um público de mais de 260 mil pessoas. “Os centros mostram que é possível impactar na vida das pessoas através de recursos reembolsáveis, como a Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet – 8.313/91), que não gera custos para a empresa”, disse Luiz Guilherme de Oliveira Miranda, analista de Meio Ambiente da Engie Brasil Energia.


O Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias – InpEV ganhou o prêmio na categoria Resíduos Sólidos com o projeto Sistema Campo Limpo, que há 15 anos tem como objetivo realizar a destinação ambientalmente correta das embalagens pós-consumo de defensivos agrícolas. Pioneiro, o sistema envolve distribuidores e cooperativas, órgãos do governo e cerca de 1,4 milhão de agricultores, segundo dados do IBGE, além da indústria fabricante de defensivos agrícolas, representada pelo InpEV. E de 2002 a setembro de 2016, já foram retiradas do meio ambiente mais de 400 mil toneladas de embalagens vazias de agrotóxicos. “O Brasil é líder mundial na destinação de embalagens plásticas primárias para defensivos agrícolas: 94% do total são destinadas para reciclagem ou incineração”, afirmou coordenadora de comunicação do Instituto, Gabriela Rocha.


A ENGIE foi a premiada na categoria Ecossistemas com o Programa Água Limpa, Crianças Saudáveis, que tem como objetivo melhorar a saúde de crianças de Carolina, no Maranhão, com maior acesso à água potável por meio da preservação e recuperação de nascentes de água locais e educação ambiental. Iniciado em 2015, o projeto já melhorou os índices de anemia e desnutrição na região. “Esse projeto envolve 9.000 pessoas, na recuperação de nascentes, e já conseguiu mudar realidades e trazer benefícios duradouros”, disse Maria Cristina Ribeiro, gerente de Desenvolvimento Sustentável da empresa.


Já a Dow Brasil ficou em primeiro na categoria Emissões Atmosféricas. O projeto Dow e Rio 2016 deixam um legado de carbono inédito para o Brasil, mitigou as emissões de gases de efeito estufa ligadas à organização e à entrega dos Jogos Olímpicos do Rio, através de tecnologias de alta eficiência energética e menor intensidade de carbono nas áreas de infraestrutura, indústria e agricultura. Como resultado, as reduções geradas pelo programa alcançaram 500 mil toneladas de CO2 equivalente – superando o total de emissões estimadas nas atividades diretas de organização e entrega do evento, de 470 mil toneladas. “Esse projeto é a maior prova de que é possível ter uma economia de baixo carbono com viabilidade econômica”, afirmou Julio Natalense, líder técnico e de sustentabilidade da Dow.


Veja as fotos do evento: http://bit.ly/fotosPBA
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