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“Sem ajuste fiscal, situação será calamitosa”

11/10/2016 em BRAZILIAN BUSINESS
Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, dá entrevista exclusiva para a Brazilian Business
Plataforma da Chevron. Foto: divulgação.
Luciana Calaza


Para o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), há três projetos fundamentais para fazer deslanchar a economia brasileira: a renegociação das dívidas dos Estados, a mudança nas regras do pré-sal e a definição de um teto de gastos para os Estados e municípios. Ele acredita que tais reformas são essenciais para que o país volte a crescer.


Brazilian Business: Quais as suas perspectivas em relação às votações?

Rodrigo Maia: Depois da renegociação das dívidas com os Estados, nas próximas semanas, teremos a votação do pré-sal, que é um ponto-chave para a retomada do crescimento do setor e atração de investimentos estrangeiros [Em julho, a Câmara dos Deputados aprovou, por 337 a favor votos e 105 contra, o regime de urgência para o Projeto de Lei 4567/16, que desobriga a Petrobras a participar com o mínimo de 30% nos leilões de blocos de exploração do pré-sal] Aos poucos, o Brasil volta à normalidade e se reencontra com o crescimento.


BB: O ministro da Fazenda está confiante de que o Congresso manterá a integridade do texto do projeto que renegocia a dívida dos Estados. Como o senhor percebe o clima para votação?

RM: Para conseguir apoio, houve um recuo do governo Temer, que retirou a regra que congelava por dois anos o reajuste dos salários dos servidores. Mas o mais importante está garantido. É claro que o ideal seria que nós tivéssemos feito um debate com participação maior dos governadores, porque todos precisavam dessa regra objetiva. Mais adiante, a PEC do teto de gastos terá que ampliar esse debate, a fim de conseguir o apoio dos governadores. Não poderemos prescindir do debate.


BB: E o ajuste fiscal?

RM: Se não conseguirmos votar ainda este ano o ajuste fiscal, correremos o risco de iniciar 2017 com uma situação calamitosa. Todos têm que participar do ajuste porque precisamos garantir que a relação dívida x PIB volte a cair o quanto antes. Se nada for feito neste segundo semestre e ao longo de 2017, perderemos o controle. Veja a situação da Previdência. No passado, para cada nove pessoas ativas, uma se aposentava. Daqui a alguns anos, serão dois para um. É óbvio que a conta não vai fechar. E, mais uma vez, será o trabalhador quem vai pagar por isso.


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