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Pesquisa brasileira em parceria com os EUA espera responder todas as questões sobre o Zika

03/10/2016 em Notícias
Fiocruz e Richet debateram impactos do vírus no Brasil e quais são as expectativas da ciência
Maria Elizabeth Moreira Lopes; Gilberto Ururahy; Paulo Buss; e Helio Magarinos Torres Filho.
A disseminação dos casos de zika tem motivado pesquisadores a buscar formas de acabar ou manter sob controle a doença. E uma das maiores esperanças dos especialistas é a criação de uma vacina. Para apresentar as mais recentes pesquisas conjuntas entre Brasil e EUA sobre vírus, o Comitê de Saúde da Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (AmCham Rio) realizou uma mesa redonda, nesta quinta-feira (29/09), com a presença de Paulo Buss, coordenador de Relações Internacionais em Saúde da Fiocruz; Maria Elizabeth Moreira Lopes, coordenadora da Unidade de Pesquisa Clínica do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz); Helio Magarinos Torres Filho, diretor médico do Richet Medicina & Diagnóstico; e moderação de Gilberto Ururahy, presidente do Comitê e diretor da Câmara.


A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mais destacada instituição de ciência e tecnologia em saúde da América Latina, conduz estudo, em parceria com os Institutos Nacionais da Saúde (NIH), agência governamental do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, para determinar o que ainda está sem resposta sobre o vírus da Zika. “O Brasil e os EUA mantém o maior número de estudos compartilhados”, afirmou Buss. A pesquisa pretende avaliar a magnitude dos riscos à saúde que infecções pelo vírus Zika colocam a mulheres grávidas e em seus fetos em desenvolvimento. Também vai comparar o risco de complicações na gravidez entre mulheres que tiveram sintomas e aquelas que foram infectadas, mas não tiveram sintomas. Além disso, avaliará como a infecção altera embriões e fetos e o papel que ambientes, determinantes sociais da saúde e outras infecções, como casos prévios de dengue, podem interferir.


Para o diretor do Richet, os laboratórios não estavam preparados para fazer as análises quando surgiram os primeiros casos do surto de Zika no País, em 2015. “O vírus pegou os laboratórios de surpresa. As amostras eram encaminhadas para a Alemanha para serem analisadas”, disse ele. Inicialmente, os testes no Brasil eram através de cultura de células, uma forma cara e trabalhosa. Hoje, é feito teste RNA PCR ou o número de anticorpos no sangue, que detectam mais facilmente a presença do vírus. “Na Flórida, já foram investidos mais de U$ 35 milhões de dólares em teste diagnósticos. E dez novos testes já foram aprovados em regime de urgência pela FDA (Food and Drug Administration)”, enfatizou o médico, que considera que a indústria só se movimentou em relação ao vírus quando foram notificados os primeiros casos nos EUA.


O primeiro caso de microcefalia decorrente do vírus da Zika foi em maio de 2015. De lá para cá, já são cerca de 1.800 casos. “Esse número enorme é apenas de microcefalia, mas entre crianças nascidas com perímetro encefálico normal (cujas mães foram infectadas com vírus da Zika), 42% tem algum tipo de lesão neurológica. É um enorme impacto social”, disse Maria Elisabeth. Para tratar dessas crianças, a Fiocruz está capacitando os pais para estimular o desenvolvimento neurológico das crianças usando uma metodologia americana: o Partners for Learning.


Paulo Buss alerta que o poder público precisa fazer imediatas e pertinentes ações de saneamento. “São nas maiores concentrações de lixo, em lugares pobres, que se concentram os mosquitos. Sem controlar o vetor, não conseguimos controlar a epidemia”, afirmou o professor, que prevê um novo aumento de casos de Zika e Chikungunya, esta já em “amplo crescimento”.


De acordo com um levantamento feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em abril, 60 laboratórios e agências nacionais de pesquisa trabalham em fórmulas de vacinas contra o Zika vírus. Entre os trabalhos, 18 fórmulas de proteção têm como foco mulheres em idade fértil.



Veja as fotos do evento: http://bit.ly/eventozikaamcham

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