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Desafios não impedem investimento no setor elétrico

30/09/2016 em Notícias
Evento da AmCham Rio reuniu Empresa de Pesquisa Energética, BNDES e State Grid para debater o setor
Evento debate desafios do setor elétrico.
O aperfeiçoamento do ambiente de negócios na indústria energética e o financiamento público e privado do setor foram tema do seminário realizado pelo Comitê de Energia da Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (AmCham Rio), nesta quinta-feira (29/09). A abertura foi feita por Helio Blak, diretor da Câmara e a moderação ficou a cargo de Franceli Jodas, sócia líder do setor elétrico da KPMG. Emílio Matsumura, assessor da Presidência da Empresa de Pesquisa Energética (EPE); Vinicius Nishioka, líder da área financeira da Xingu Rio Transmissora de Energia no Grupo State Grid; e Eduardo Barros das Chagas, gerente do departamento de Energia Elétrica do BNDES falaram sobre os desafios do segmento.


O cenário de incerteza e retração econômica afeta todos os setores e os desafios também permeiam o setor elétrico. Para o assessor da EPE, falta transparência e previsibilidade nos leilões e na alocação dos recursos, além de excesso de burocracia e pouco estímulo à inovação. “O setor e a matriz estão mudando muito rapidamente, é preciso aperfeiçoar o modelo setorial e aprovar os planos de expansão de energia”, disse Matsumura. Para a moderadora, “o mercado está na expectativa do novo plano decenal de energia da EPE”.


O especialista enfatizou o desafio de implementar as metas assumidas na Contribuição Nacionalmente Determinada Pretendida (INDC, na sigla em inglês), durante a 21ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21), como diminuir as emissões de gases de efeito estufa em 37% até 2025 e em 43% até 2030 e chegar a 23% de energia renovável na matriz energética, excluindo recursos hídricos. “A inserção das termoelétricas a gás natural e depois o gás do pré-sal são fundamentais para dar conforto ao operador, para que ele implemente o uso de renováveis para cumprir as metas da COP 21”, afirmou Matsumura.


Para o gerente do BNDES, as metas brasileiras são prioridade, e o banco, que tem papel fundamental no financiamento de várias formas de energia no País, está atualizando as diretrizes para se adaptar ao novo cenário. “Estamos discutindo a política operacional do banco para atuar mais fortemente em parceria com o setor privado. Nós queremos parceiros nos financiamentos de projetos”, disse Chagas.


O BNDES é o principal financiador de projetos de linha de transmissão. Mas é a implementação que Nishioka vê como maior desafio para a State Grid no Brasil. “O licenciamento ambiental, por exemplo, deveria ser resolvido antes do leilão”, pontuou. Além disso, ele acredita que é preciso cuidar da cadeia de valor, ou seja, dos fornecedores, que estão sendo afetados pela crise nacional. E investir em tecnologia de alta voltagem. “A tecnologia é estratégica porque evita a perda de energia no transporte. Em casos extremos, há uma perda de 20% em longas distâncias”, afirmou. Mas a empresa vê potencial no País. “O grupo vai continuar investindo. O Brasil é um foco de investimento e só não está recebendo mais por causa da instabilidade econômica e política”, disse Nishioka.


Veja as fotos do evento: http://bit.ly/eventosetoreletrico

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