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Diretor de Análise de Políticas Públicas da FGV comenta momento político

02/09/2016 em Notícias
Networking Coffee da AmCham Rio reuniu o especialista e mais 35 representantes de empresas
Marco Aurelio Ruediger, diretor de Análise de Políticas Públicas na Fundação Getulio Vargas (FGV), fala no Networking Coffee da AmCham Rio.
O tradicional Networking Coffee da Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (AmCham Rio), nesta quinta-feira (01/09), contou com a presença de Marco Aurelio Ruediger, diretor de Análise de Políticas Públicas na Fundação Getulio Vargas (FGV). O especialista falou sobre o momento político do País, a crise e os desdobramentos do impeachment da ex-presidente Dilma, decretado em votação quarta-feira (31/08), no Senado.


O pesquisador questionou a ideia de que com o processo de impedimento seria resolvida a crise no Brasil. “A crise é política, econômica, mas sobretudo de confiança”, disse. Para Ruediger, há uma descrença da população com todos os partidos e insatisfação generalizada com o sistema político. “Desde as manifestações de 2013, uma massa enorme de pessoas não se diz nem de esquerda, nem de direita, ou seja, falta representatividade”, afirmou.


Além de achar que o desfecho do impeachment não soluciona a crise de confiança, o especialista criticou também a proposta do teto para gastos públicos que vem sendo dada pela equipe econômica de Temer. “O que vai solucionar a crise são as decisões do governo a partir de agora. Com essa proposta, de fato, haverá uma redução nos gastos do Estado, mas um impacto enorme nos investimentos em saúde e educação”, disse.


De acordo com pesquisa da FGV, a despesa primária obrigatória verificada em 2015 excede em R$ 430,3 bilhões a despesa total que seria verificada se a proposta do governo tivesse sido aplicada em 2007. Somente em educação, a redução de investimentos seria de R$ 21,6 bilhões e na saúde seriam R$ 21,1 bilhões a menos.


Na opinião de Ruediger, a solução para legitimar o novo governo e resolver o impasse econômico seria mais transparência e diálogo. “A crise de confiança é profunda. A política na sociedade da informação é vinculada à compressão do tempo e à interlocução com a sociedade”, disse. O quanto o novo governo souber lidar com esses condicionantes determinará seu sucesso, de acordo com o especialista. “Será necessário reconstruir uma visão de futuro para a sociedade civil, com ajustes nas propostas publicizadas”.


O evento teve abertura de João César Lima, vice-presidente da Câmara e sócio da Case Benefícios de Seguros e contou com a presença de Noel De Simone, também diretor da AmCham Rio e sócio da Casa da Criação. E ainda ofereceu um encontro de networking qualificado e troca de experiências entre 35 participantes, representando as empresas Algar Telecom, Banco Confidence, Carbone e Vicenzi, Hilton, Case, Delta Airlines, FGV, Grant Thornton, Haganá, Irko, Mazars, MXM Sistemas, Nasajon Sistemas, Plan Idiomas, Rio Negócios, Sheraton Grand Rio, Simões Pellegrino & Castro, Vieira, Rezende, Barbosa, Guerreiro Advogados, Vita Check-Up, Westinghouse.


Veja as fotos do evento: http://bit.ly/fotosnetcoffee
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