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Crise como oportunidade: diversificação e mudança regulatória no setor de energia

14/07/2016 em Notícias
Empresariado e governo debatem mudanças
Giovanni Loss, Marco Capute, Cynthia Silveira e Tatiana Mey.
As expectativas para a recuperação de investimentos no setor de energia foram abordadas em evento da Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (AmCham Rio), nesta quinta-feira (14/07). Com abertura de Manuel Fernandes, presidente do Comitê de Energia e diretor da AmCham Rio, o debate contou com a presença de Tatiana Mey, gerente de novos negócios e parcerias da Parnaíba Gás Natural; Marco Capute, Secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Estado do Rio de Janeiro; Giovani Loss, sócio do Mattos Filho Advogados; e moderação de Cynthia Silveira, consultora da FGV Energia.


Embora o setor esteja sofrendo os impactos políticos e econômicos, em um panorama de instabilidade e insegurança, no debate, o otimismo deu o tom. De acordo com os especialistas, já há sinais de recuperação do setor, como mostrou o último índice de confiança da indústria – publicado pela FGV – que alcançou 83%. “O aumento das exportações e da confiança já dão um sinal positivo para os investidores”, afirmou a moderadora.


Empresas, como a Parnaíba Gás Natural, já estão na contramão da crise e continuam investindo no Brasil. A segunda maior operadora de gás no país não quer falar de crise energética, mas sim das oportunidades com a mudança na matriz de hidrotérmica para a termohídrica, aproveitando o momento de baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas. “As mudanças climáticas exigem uma matriz mais firme e menos dependente de fenômenos naturais”, disse Tatiana.


Com a queda do preço do barril de petróleo contribuindo para a busca por novos ativos, de janeiro de 2015 a julho de 2016, a produção da empresa cresceu 71%: de 4,9 para 8,4 milhões de m³ de gás por dia. “Há muito potencial para ampliar a exploração onshore em poços brasileiros. O país tem a oportunidade de se tornar suficiente com as próprias reservas”, enfatizou ela. Porém, na visão da especialista, para que o setor de gás natural avance é necessário investir em perfuração de poços, aprimorar o ambiente regulatório e desenvolver tecnologias para reduzir os custos – que já foram reduzidos de 25 para 4 milhões de dólares por poço.


Quem também não vê motivos para alarde e garante que o preço do petróleo vai voltar a subir em breve é o sócio do Mattos Filho Advogados. E explica que é recorrente para o setor ter uma variação de precificação do barril dentro de uma mesma década. “Se consideramos o histórico de preços nas últimas décadas, o que temos hoje é um valor alto por barril. Mas se considerarmos apenas os últimos 10 anos, os 28 dólares de fevereiro desse ano é o patamar mais baixo”, disse.


Para Loss, a preocupação ocorre, pois, a indústria já havia se acostumado com os altos preços nos últimos anos. Mas ele vê na crise uma oportunidade de diversificação do setor: “Há cinco anos eu não acreditaria na venda de alguns ativos da Petrobras que estão sendo vendidos hoje. É o momento para entrada de novos players”, avaliou. Quanto a perspectiva regulatória, o especialista alerta que é preciso votar o mais rápido possível o projeto que retira a obrigatoriedade da Petrobras em ser a operadora única de todos os blocos de exploração do pré-sal, pleito defendido pela AmCham Rio.


Já o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Estado do Rio de Janeiro acredita que outros pontos precisam ser discutidos para estimular investimentos no setor. Para ele, a regra do conteúdo local – de compra mínima de produtos e serviços no Brasil – precisa ser flexibilizada. “Essa obrigatoriedade penaliza as empresas. O investidor precisa ter segurança jurídica, contratos respeitados e compensações. O Rio tem capacidade, mas é preciso alinhar a indústria com o Estado”, disse Capute. Além disso, para ele, é necessário redefinir a distribuição do ICMS na cadeia. “A cidade é a oitava arrecadadora com o petróleo e recebeu ano passado apenas 3,8 bilhões, mesmo sendo a maior produtora. Enquanto São Paulo recebeu 28 bilhões”, afirmou.



Veja as fotos do evento: http://bit.ly/cenariodeenergia


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