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Recuperação ambiental e sustentabilidade: o projeto do hotel Grand Hyatt

05/07/2016 em Notícias
Reunião de Comitês de Meio Ambiente e Responsabilidade Social da AmCham Rio discute uso consciente de recursos e preservação do bioma natural
Marcelo Silva, Flavia Katny, Silvina Ramal e Kárim Ozon.
A reunião integrada dos comitês de Responsabilidade Social Empresarial e de Meio Ambiente da Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (AmCham Rio) debateu, nesta terça-feira (05/07), formas de recuperação ambiental e uso sustentável da água. Marcelo Silva, engenheiro ambiental e sócio da empresa Biovert e Flavia Katny, executiva de vendas do Grand Hyatt falaram do projeto de construção do hotel na Área de Proteção Ambiental da Reserva de Marapendi, na Barra da Tijuca.


Mesmo respeitando todas as licenças e limites ambientais, o empreendimento foi alvo de protestos, no início das obras, em 2012. Os 45 mil m² deram lugar ao hotel da rede norte-americana Hyatt, com 436 apartamentos e dois prédios residenciais. Silva continua a frente do projeto ambiental – que vai até 2018 – e atribui a polêmica ao desconhecimento popular dos diferentes tipos de vegetação. “Tínhamos certeza que quando a obra fosse entregue, a área estaria muito melhor e de fato está”, disse ele.


Segundo o engenheiro, o terreno foi dividido em três zonas: Zona de Ocupação Controlada (ZOC), Zona de Conservação da Vida Silvestre (ZCVS) e Zona de Proteção da Vida Silvestre (ZPVS). As edificações foram limitadas a ZOC, na ZCVS foram feitas pequenas intervenções além da recuperação da vegetação nativa, e na Zona de Proteção nada foi feito.


No local, 90% das espécies eram predadoras exóticas, ou seja, que não faziam parte da mata nativa e desequilibravam a biodiversidade, prejudicando a fauna e a flora. Por isso, foi feito um processo de supressão das espécies invasoras, triturando e produzindo compostagem a partir do material. No final, esse adubo foi devolvido para o solo criando uma nova biomassa, dessa vez com a vegetação adequada. “Transformamos o que seria um resíduo, em matéria-prima para o plantio de 11.275 mudas”, enfatizou o engenheiro. Com um tempo estimado de dois a oito anos de crescimento das plantas, espera-se que oito espécies animais voltem a esse habitat – entre eles, diferentes passáros, preás e lagartixas de praias.


“É difícil convencer as pessoas da necessidade de se retirar árvores por elas serem nocivas àquele ecosistema. Por isso, há um constante trabalho de conscientização sobre as espécies invasoras e quais os prejuízos da presença delas para os biomas naturais. O desconhecimento é o pior inimigo da natureza”, explicou Silva.


Flavia garante que as iniciativas sustentáveis do Hyatt não ficam só por conta da recuperação ambiental. Segundo ela, a rede investe em reaproveitamento de água pluvial, separação de materiais para reciclagem, redução da vazão de água dos chuveiros, aproveitamento da luz natural nos espaços de eventos, destribuição de flyers de concientização sobre a redução de lavagem de toalhas e possui uma horta.


“O hotel ainda investe em um programa para crescimento das comunidades locais, com apoio a organizações sem fins lucrativos, como a AlfaSol e a Roda Viva, com foco em capacitação profissional de jovens”, resumiu.


A abertura e a moderação da reunião foi feita por Silvina Ramal, presidente do Comitê de Responsabilidade Social e Kárim Ozon, presidente do Comitê de Meio Ambiente da AmCham Rio.


Veja as fotos da reunião: http://bit.ly/rsemeioambiente

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