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Pesquisa e desenvolvimento são saídas da Chevron para a crise

20/06/2016 em BRAZILIAN BUSINESS
Empresa já investiu R$ 49 milhões em projetos de P&D no País e aposta na capacitação de jovens universitários
Rafael Jaen Williamson, diretor de assuntos corporativos da Chevron Brasil.
Cláudio Motta e Thaiza Pauluze
claudiomotta@amchamrio.com / thaizapauluze@amchamrio.com



Explorar petróleo em alto-mar, perfurando campos em altas profundidades e a quilômetros de distância da costa, não é uma tarefa simples. Mais difícil é enfrentar as ondas da variação do preço do barril de petróleo tipo Brent, que era negociado a US$ 115, em junho de 2014, chegou a despencar para US$ 35, no início de 2016, e ainda está abaixo dos US$ 50. Em um cenário em que os investimentos em exploração e produção no País estão caindo desde 2014, a Chevron mantém visão de longo prazo e otimismo.


As projeções de mercado da companhia, que está instalada desde 1997 no País, já notam alguma recuperação no preço do barril, informa Rafael Jaen Williamson, diretor de assuntos corporativos, em entrevista exclusiva para a Brazilian Business.


Mais do que esperar bons ventos para o setor, a companhia aposta em aumento de eficiência e redução de custos. Por isso, renova a aposta em pesquisa e desenvolvimento (P&D) como parte dos esforços para viabilizar a produção. A empresa já investiu R$ 49 milhões em 15 projetos de capacitação de jovens por meio de bolsas de estudo e criação de laboratórios, em parceria com universidades. A iniciativa, além de proporcionar aos alunos acesso a equipamentos de alta tecnologia, tem como objetivo desenvolver softwares para conhecer melhor a formação geológica das bacias hidrográficas, principalmente a Bacia de Campos, no Rio, onde a Chevron tem participação em três projetos de exploração em águas profundas.


Brazilian Business: O preço do barril de petróleo, em patamar muito baixo, inviabiliza as operações em águas profundas? Haverá recuperação nesse valor?

Rafael Jaen Williamson: Já começamos a notar alguma recuperação no preço do barril do petróleo, mas a recuperação do valor a níveis maiores é algo difícil de ser previsto. As operações em águas profundas exigem investimentos em equipamentos de alta tecnologia, mas a indústria tem trabalhado de forma intensa para aumentar a eficiência e produtividade, tornando-se cada vez mais competitiva.


BB: Quais medidas a companhia defende para dinamizar o setor de óleo e gás?

RW: O Brasil é um importante player na nossa indústria, com recursos substanciais a serem desenvolvidos. Toda a indústria de óleo e gás está comprometida com o desenvolvimento industrial do País. Acredito que a adoção de um calendário regular e de longo prazo de rodadas de licitação que permita às empresas um planejamento na alocação de recursos é um ponto importante. Outro fator a ser considerado é a estabilidade jurídica e regulatória e a manutenção das condições econômicas dos projetos. São princípios fundamentais para que as operadoras possam investir no Brasil.


BB: A Chevron participa de três operações (Campo Frade, onde opera, Papa-Terra e 30% em Maromba) na Bacia de Campos e adquiriu o bloco CE-M 175, no Ceará, em 2013, em parceria com a Ecopetrol. Quais são os planos da empresa para o Brasil e para o Rio de Janeiro?

RW: Retomamos a operação em Frade em 2013 e, hoje, temos uma produção de cerca de 23 mil barris em dez poços produtores. Tivemos a aprovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP para nosso Plano de Desenvolvimento do Campo Frade. Continuamos trabalhando com a Petrobras como parceiros na exploração do Campo Papa-Terra. Em relação ao Ceará, estamos na fase de análise dos dados sísmicos. O Brasil possui recursos geológicos extraordinários, que são analisados com seriedade pelas operadoras, incluindo a Chevron.


BB: Há novos planos de investimentos em P&D no Estado do Rio?

RW: Desde 2010, a Chevron investiu R$ 49 milhões em 15 projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) no Brasil, em parceria com cursos de graduação, mestrado e doutorado em engenharia, geologia e meio ambiente de seis das maiores universidades do país. Esses estudos vão desde o mapeamento da fauna no litoral brasileiro até o desenvolvimento de softwares para conhecer melhor a formação geológica de diferentes bacias. Entre as pesquisas de destaque está o Projeto Talude, que tem como objetivo compreender os padrões de distribuição de várias espécies no litoral brasileiro, desde cetáceos, como os golfinhos e as baleias, até aves marinhas e o plâncton, conjunto dos organismos aquáticos microscópicos. O estudo desenvolve um banco de dados, alimentado com as informações coletadas durante expedições marinhas. O projeto é realizado em parceria com a BG Brasil, a Universidade Federal do Rio Grande – Furg, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul – IFRS, a Universidade Estadual de Santa Cruz – Uesc e a Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF, entre outras entidades.


BB: Meio ambiente, comunidades locais e iniciativas sociais são importantes para a empresa?

RW: Um dos principais valores da Chevron é a proteção às pessoas e ao meio ambiente. Também é objetivo relevante para a empresa estabelecer relações significativas e promover o diálogo com as comunidades onde operamos. A Chevron Brasil investe em projetos sociais que incentivam a geração de oportunidades econômicas para comunidades nos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, no Sudeste do Brasil. Os focos são jovens e mulheres, comprovadamente grandes multiplicadores de investimentos. Desde 2010, a Chevron Brasil investiu US$ 9 milhões em programas sociais que beneficiam, direta e indiretamente, 43 mil pessoas. A empresa concentra investimentos no desenvolvimento econômico – promovendo a capacitação para mulheres, para que possam abrir e gerenciar o próprio negócio – e na educação profissional de jovens, oferecendo educação técnica e treinamento vocacional.


BB: A Texaco, marca pertencente à Chevron Brasil Lubrificantes, está entre as empresas fundadoras da Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (AmCham Rio), que comemorou o centenário no dia 16 de abril de 2016. Hoje, a Chevron é uma das nossas mantenedoras, apostando na parceria de longo prazo. Como a empresa vê a atuação da câmara?

RW: A AmCham Rio tem papel fundamental na geração de oportunidades de negócios e na promoção de atividades comerciais entre Brasil e Estados Unidos. É uma honra para a Chevron fazer parte do grupo de empresas fundadoras dessa instituição, que também promove discussões relevantes a respeito da matriz energética brasileira, das inovações e dos desafios do mercado de exploração e produção de petróleo no Brasil.


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