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Relação bilateral Brasil-Argentina, Tratado Transpacífico e comércio eletrônico para driblar crise

31/05/2016 em Notícias
Primeiro secretário adjunto do Departamento de Estado dos EUA e coordenadora do Centro de Comércio Global e Investimento da FGV falam sobre a modernização dos tratados comerciais no BFA
Da esquerda para a direita: Kurt Tong, Vera Thorstensen e Rafael Benke.
Thaiza Pauluze
thaizapauluze@amchamrio.com


O primeiro painel da conferência internacional Business Future of the Americas (BFA) debateu a modernização dos tratados comerciais para impulsionar o desenvolvimento das Américas. Vera Thorstensen, coordenadora do Centro de Comércio Global e Investimento da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Kurt Tong, primeiro secretário adjunto do Departamento de Estado dos EUA, falaram sobre o tema, com a moderação de Rafael Benke, presidente do conselho do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri).


O BFA é o principal evento anual da Associação das Câmaras de Comércio Americanas da América Latina e Caribe (Aaccla), e foi realizado pela Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (AmCham Rio) nesta segunda-feira (23/05), no hotel Sheraton Grand Rio.


Durante o painel, os especialistas endossaram a visão de que o momento político e econômico é de otimismo e de mudanças, pelo menos para o comércio exterior. “Com novos governos, Brasil e Argentina agora têm uma luz no setor”, afirmou Benke. Já Tong ponderou dizendo que o diálogo entre o governo e o setor privado será fundamental para nortear o melhor caminho. “Eu realmente acredito que a América Latina esteja em uma encruzilhada e os próximos anos vão determinar se a região vai liderar uma parte importante da economia ou se ficará para trás no comércio internacional”, disse.


Para Vera, a América Latina está dividida em dois polos econômicos, sendo uma parte a do Pacífico, ligada ao Tratado Transpacífico e à China, e a parte do Atlântico, ligada ao Mercosul. “A dicotomia é interessante. Isso que acontece quando ideologia guia o comércio exterior”, disse Vera. Para ela, o Brasil está totalmente fora da cadeira internacional de investimentos e comércio, pois optou por se ligar ao Mercosul e não buscar mais parceiros comerciais. “O erro está em 1994, quando o Free Trade Area of the Americas (FTAA) não foi feito e ficamos no diálogo apenas Sul-Sul”, definiu ela.


Na visão de Tong, o Mercosul “não foi totalmente realizado”. Para o especialista, os países do bloco têm grande potencial econômico, mas precisam se integrar globalmente. “Isso os fortaleceria para trabalhar no âmbito de alianças com a União Europeia e com os EUA”, disse.


Já a pesquisadora da FGV foi enfática ao criticar a política externa brasileira: “Temos tarifas altas, e um serviço que não é competitivo, pois negocia bens e esquece que precisa negociar serviços.” Para ela, a América do Sul está longe dos grandes comércios, como EUA, Europa e, principalmente, Alemanha, Japão e China. “Nossas maiores barreiras são técnicas. O Mercosul tem que parar de debater tarifa e discutir coerência regulatória, que hoje são mais importantes que outras barreiras do comércio”, disse Vera.


Segundos os especialistas, para avançar nas negociações do TPP, são necessários esforços das principais nações da América Latina no sentido de não só de impulsionar a integração regional, mas também de se integrar ao mercado global. “Esperamos que as nações acelerem com o Tratado Transpacífico (TPP), que tem muito potencial, e negociem mais com a União Europeia, com os EUA e com o México”, disse Tong. Já Vera alerta que, no caso brasileiro, o que falta é vontade política. A especialista acredita que uma saída seja os acordos bilaterais. “Brasil e Argentina podem fazer acordos menores, uma agenda menos ambiciosa do que um tratado, mas que tenha poder de alavancar o setor privado de ambos os países”, afirmou.


Já o representante do Departamento de Estado dos EUA aposta no e-comércio como a oportunidade para o futuro. “A internet é um motor importante para o investimento. O e-comércio cresceu 23% mesmo com o mundo em resseção”, disse Tong. Mas para ele, é imprescindível pensar na proteção dos fluxos de informação e na integridade dos dados individuais. “As câmaras de comércio têm papel fundamental na criação de regras junto aos governos e no diálogo com as empresas americanas, possibilitando a participação do setor privado”, afirmou.


O Business Future of the Americas é uma realização da Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (AmCham Rio) com a Association of American Chambers of Commerce in Latin America & the Caribbean – Aaccla, patrocínio máster da Amil e da Med-Rio Check-Up e patrocínio da Chevron.


Veja as fotos do evento: http://bit.ly/fotosBFA
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