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Uma ponte para o futuro

29/03/2016 em BRAZILIAN BUSINESS
Aproximação com os Estados Unidos é potencializada em ano economicamente desafiador e também marcado pelos Jogos Olímpicos do Rio
Os fundadores e a atual diretoria da AmCham Rio: um século de relações bilaterais com os EUA
Por Renata Leite


Em 1916, o Brasil ainda dava os primeiros passos como República. Brasília não estava no mapa e o Rio de Janeiro vivia os tempos de capital do País. O mundo tampouco havia assistido à ascensão dos Estados Unidos como potência global, mas a aproximação entre os dois países antecedia tantas mudanças que estavam por vir e começava por meio da criação da primeira Câmara de Comércio Americana da América Latina, sediada em solo carioca. Um século depois, a Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (AmCham Rio) resgata toda essa bagagem de experiências e aprendizados para se lançar ao desafio de fortalecer o Brasil e o Estado do Rio e do Espírito Santo como ambientes favoráveis ao investimento externo e ampliar a presença global das empresas nacionais pelos próximos anos.


A atual situação econômica brasileira faz crescer ainda mais os desafios. A conjuntura não precisa ser encarada apenas pela face da escassez. O setor privado precisa adaptar velhas práticas e buscar novas soluções. Diante de um mercado interno desaquecido e da exaustão do ciclo das commodities no mercado mundial, é hora de buscar novas direções para os próximos passos. A AmCham Rio assume, então, importante papel na empreitada de realinhar a bússola dos negócios, ao lado dos associados e de sua afiliada, a Câmara de Comércio Americana do Espírito Santo (AmCham ES).


“O desafio é exercer, de maneira ainda mais forte e abrangente, a representação dos interesses empresariais do Estado do Rio de Janeiro, contribuindo com ideias e iniciativas que possam auxiliar na retomada do crescimento econômico. Nesse sentido, a nossa missão e capacidade de estreitar, estimular, fortalecer e desenvolver as relações bilaterais com os Estados Unidos, historicamente o principal parceiro comercial do Brasil, terá um papel fundamental”, avalia João César Lima, membro do comitê executivo (CE) e ex-presidente da entidade.


O momento é favorável à reaproximação entre os governos brasileiro e americano, após anos de distanciamento iniciado no fim do segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O governo brasileiro vem fazendo um esforço para atrair investimentos. Centralidade de comércio e investimentos se tornaram uma linha de força nas relações entre Brasil e EUA. Existem outras variáveis para julgar, mas as relações estão num patamar positivo. A estratégia agora vai ser cada vez mais melhorar as relações entre os dois países”, analisa Guilherme Casarões, professor do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil – CPDOC, da Fundação Getulio Vargas – FGV.


A celebração dos 100 anos da câmara, marco emblemático para qualquer entidade, torna-se mais uma oportunidade para estreitar o diálogo entre os dois países. As comemorações começam no dia 23 de maio, quando o Rio sediará, pela segunda vez na história, a conferência internacional Business Future of the Americas – BFA. O evento, que reúne empresários, autoridades e lideranças de todas as Câmaras de Comércio Americanas da América Latina e do Caribe, retorna à cidade após dez anos. O principal evento anual da Association of American Chambers of Commerce in Latin America and the Caribbean – Aaccla tem um dia aberto aos associados e não sócios e traz discussões prioritárias para a atual conjuntura.


Executivos e presidentes de grandes empresas debaterão como o crescimento no século 21I depende da modernização dos tratados comerciais estabelecidos no âmbito global. Eliminar barreiras, como a bitributação, e permitir o livre fluxo de pessoas e mercadorias são fatores fundamentais para garantir a competividade brasileira. “Brasil e EUA têm a maior relação bilateral do planeta que não goza de um benefício para evitar a bitributação. Estamos avançando em relação a essa situação. Em 2015, foi estabelecido um processo de troca de informações entre a Receita Federal do Brasil e o órgão análogo nos EUA”, diz Steven Bipes, diretor executivo da AmCham Rio.


A conferência internacional também enfocará a economia regional. “As commodities eram o maior impulsionador da América Latina, o que torna prioritário discutir sobre a diversidade de produtos e serviços que a região pode comercializar, entrando no mercado internacional de forma mais competitiva”, ressalta Nadia Stanzig, gerente de produtos e serviços da câmara.


O campo da energia e infraestrutura será tema de um painel por estar diretamente relacionado com a produtividade e a competitividade das companhias nos países. Ao fim do BFA, o centenário será celebrado com um jantar de gala, no qual será realizada a cerimônia de posse da nova diretoria da AmCham Rio. A oportunidade única para o networking internacional reunirá delegações de mais de 25 países.


Os representantes das câmaras de comércio ainda terão mais dois dias dedicados a reuniões internas fechadas para discussão de assuntos regulatórios, advocacy e relações governamentais entre as nações que fazem parte da Aacla. Os participantes farão visitas de benchmarking, quando conhecerão as instalações do Parque Olímpico e o Centro de Pesquisa e Tecnologia da GE, uma das empresas fundadoras da AmCham Rio. A companhia foi uma das primeiras multinacionais a se instalar no País, e o Brasil representa hoje, para a GE, o terceiro maior mercado no mundo e o primeiro na América Latina.


“A parceria que mantemos com a AmCham Rio faz com que os negócios que temos na região se desenvolvam cada dia mais. Entre as histórias de sucesso, podemos destacar a chegada do Centro de Pesquisas Global, inaugurado em 2014, com o objetivo de localizar a pesquisa e desenvolver novas tecnologias, focadas principalmente em atender aos desafios locais em infraestrutura e colaborar para suprir as necessidades do País. O Brasil foi escolhido pela companhia em razão do potencial de desenvolvimento e crescimento, da qualificação da mão de obra, das oportunidades de negócios em infraestrutura, da maturidade dos negócios da GE no País e do relacionamento com clientes”, diz Gilberto Peralta, presidente da GE para o Brasil.


As comemorações continuam em agosto, quando a câmara aproveitará a vinda de executivos e membros do governo americano para o Rio, em virtude dos Jogos Olímpicos, para promover um diálogo com os brasileiros. Há uma expectativa em relação à participação do presidente Barack Obama. Antecedendo a cerimônia de abertura, no dia 4, ocorrerá o Brazil-U.S. Pre-Olympic Leadership Summit and Celebration, um encontro com a apresentação de ideias, práticas e tendências importantes para o futuro das corporações, fugindo do formato tradicional de painel. No encerramento, shows de música brasileira e americana.


A maior inserção de empresas brasileiras nos mercados globais será um dos temas prioritários em 2016. “Os EUA são o segundo maior parceiro comercial do Brasil. Como a câmara está sempre próxima à Embaixada dos Estados Unidos, participando dos debates de forma a ter uma agenda positiva e a estreitar cada vez mais essa relação, será bem-sucedida nesse objetivo. Além disso, a incerteza econômica e política aumentou a busca dos executivos por networking, e a AmCham Rio pode participar de maneira assertiva com seus serviços de atualização e conhecimento e expansão de ambiente de negócios”, pontua Fabio Lins de Castro, 3º vice-presidente da AmCham Rio.


O calendário de eventos especiais no ano do centenário será encerrado com a continuidade de dois importantes encontros. Em outubro, ocorre a segunda edição do seminário “People connections”, no qual líderes de recursos humanos têm a oportunidade de conhecer cases inspiradores e compartilhar conhecimento. O evento é interativo, no formato de talk show e terá profissionais e especialistas mostrando como a área de RH pode exercer papel diferenciado na estrutura, no desenvolvimento e nos resultados das empresas.


No mês seguinte, novembro, será a vez do 12º Prêmio Brasil Ambiental, iniciativa da AmCham Rio que reconhece as melhores práticas socioambientais de empresas que atuam no País. Ao longo dos últimos 11 anos, cerca de 60 projetos foram laureados, compondo um banco de boas práticas disponível gratuitamente na internet. A iniciativa reforça a importância da sustentabilidade para o setor privado.


Assim, 2016 promete ficar marcado como o primeiro dos próximos anos da AmCham Rio em que a entidade se deparará com desafios novos, certamente, mas que não a distanciarão de sua essência: a de se manter sempre à frente nas discussões de temas empresariais relevantes aos associados. “No início, esse trabalho era voltado exclusivamente às empresas multinacionais americanas que estavam instaladas no Brasil. Depois evoluímos para atender uma gama maior de companhias, incluindo aquelas que tinham relações comercias com os EUA ou empresas americanas, e, mais adiante, para um número ainda maior de organizações, buscando tornar o Estado do Rio de Janeiro e o Brasil mais atraente para os negócios”, lembra João César Lima, ex-presidente e membro do CE.


Todo esse período foi marcado por ciclos de muita atividade entremeados por períodos de muitas dificuldades, superadas pelo empenho e a dedicação dos dirigentes da câmara. “Destacaria como algumas das principais contribuições o trabalho inicial de congregar as principais empresas americanas que se instalavam no Brasil no início do século 20 e o envolvimento na discussão permanente de temas de interesse para a ampliação do comércio bilateral entre EUA e Brasil; ressaltaria ainda mais especificamente o papel desempenhado na Assembleia Constituinte, com contribuições efetivas na elaboração da Constituição de 1988”, acrescenta Hélio Blak, membro do CE e ex-diretor-superintendente da AmCham Rio.


Um século de feitos consolidaram os pilares que sustentam a atuação da câmara hoje para que a entidade se posicione diante de um presente e um futuro ainda mais desafiadores. “Este será um ano importante e emblemático para a câmara. Contam-se nos dedos as instituição centenárias, e é uma honra participar desse momento”, conclui Robson Barreto, ex-presidente e integrante do CE.


Vejas depoimentos de autoridades sobre o centenário da AmCham Rio:

“Fortalecer o relacionamento entre o Brasil e os Estados Unidos”

“Em parceria, contribuímos para o desenvolvimento local”

“Solidificação das relações””

“A AmCham Rio permanecerá numa posição de vanguarda”

“Nos orgulhamos da nossa parceria duradoura”
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