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Emissão de CO2 permanece estável pelo segundo ano, mesmo com crescimento econômico mundial

17/03/2016 em Notícias
Dados da Agência Internacional da Energia mostram a importância da energia renovável
As emissões de dióxido de carbono (CO2) relacionadas com a energia global – a maior fonte de gases do efeito estufa provocada pelo homem – permaneceram estáveis pelo segundo ano consecutivo, de acordo com dados da Agência Internacional de Energia (IEA), disponibilizados nesta quarta-feira (18/03).


“Os dados referentes ao ano passado confirmam uma notícia surpreendente, mas bem-vinda: dois anos seguidos de emissões de gases do efeito estufa dissociados do crescimento econômico”, disse Fatih Birol, diretor executivo da IEA. “Apenas alguns meses depois do acordo da COP21 em Paris, este é mais um impulso para a luta global contra as mudanças climáticas”.


A emissão global de dióxido de carbono foi de 32,1 bilhões de toneladas em 2015, tendo permanecido estável desde 2013. O estudo da IEA mostra que a eletricidade gerada por fontes renováveis foi fundamental, sendo responsável por cerca de 90% da nova produção de eletricidade em 2015. Apenas o vento gerou mais da metade. Paralelamente, a economia mundial continuou a crescer cerca de 3%.


Em mais de 40 anos de registros da IEA, houve apenas quatro períodos em que as emissões se mantiveram estáveis ou caíram comparadas ao ano anterior. Três deles – começo dos anos 80, 1992 e 2009 – foram associados ao enfraquecimento da economia global. Mas a estabilização recente das emissões ocorre em meio a expansão econômica: de acordo com o Fundo Monetário Internacional, o PIB global cresceu cerca de 3,4% em 2014 e 3,1% em 2015.


Os dois maiores emissores, China e Estados Unidos, registaram uma redução das emissões de CO2 relacionadas à energia em 2015. Na China, as emissões caíram aproximadamente 1,5%, assim como o uso de carvão, que diminuiu pelo segundo ano consecutivo. Nos EUA, a queda foi de 2% com a grande mudança do uso do carvão para o do gás natural na geração de eletricidade.
Por outro lado, houve aumento das emissões na maioria das outras economias asiáticas em desenvolvimento e no Oriente Médio, além da Europa.


Para a ONG Greenpeace, é preciso uma redução mais rápida das emissões, incrementando a energia renovável e reduzindo o consumo. “Os dados são um sinal de que as políticas de energia renovável estão funcionando. Líderes mundiais agora precisam dobrar essa queda para garantir que o aumento da temperatura global permaneça dentro dos limites estabelecidos no Acordo de Paris ano passado [de 1,5 graus Celsius]”, disse Li Shuo, consultor sênior do Greenpeace para o clima no leste asiático.


Mais dados e análises serão incluídos no ‘World Energy Outlook’, relatório especial de energia e qualidade do ar, que sairá no final de junho. Esse estudo mostrará como a poluição do ar causa 7 milhões de mortes prematuras por ano, quais são os impactos na saúde e quais as estratégias que os agentes políticos devem usar para diminuir a poluição do ar relacionada a energia no curto e longo prazo.


Lei o relatório completo: http://www.iea.org/media/news/2016/pressrelease/EnergyRelatedCO2_TimeSeriesData.xlsx
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