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Incidentes cibernéticos em empresas brasileiras aumentam 274%

09/03/2016 em Notícias
Pesquisa da PwC mostra os investimentos das empresas contra os ataques cibernéticos e quais as estratégias digitais de 10 mil executivos
Newton Pinto da Cunha, Armando Neto, Fernanda Vaqueiro, Paulo Cesar Abreu, Rodrigo Milo, Edgar D’Andrea.
A 18º edição da Pesquisa Global de Segurança da Informação de 2016 foi lançada pela PwC nesta quarta-feira (09/03), em evento realizado na Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro. O estudo mostrou que o aumento de incidentes cibernéticos das empresas no Brasil foi de 274%, percentual muito maior do que o observado na média global, 38%.


No País, 90% das corporações já utilizam alguma forma de segurança de informação. De acordo com Edgar D’Andrea, sócio de cyber security da PwC, a alta porcentagem de incidentes se deve ao fato de o Brasil ter aumentado sua visibilidade por causa de grandes eventos, como a Olimpíada. Ele também acredita que, com os recentes investimentos na área, os incidentes são identificados e reportados com mais frequência.


De acordo com a pesquisa, são gastos, em média, seis milhões de dólares em segurança cibernética e um terço desse investimento é perdido com ataques. O principal alvo são os dados de funcionários e clientes. Porém, o tipo de ataque que mais cresceu foi o roubo de propriedade intelectual, ou seja, planos estratégicos, documentos financeiros e fórmulas das empresas, que depois são vendidos para concorrentes.


Dos consultados na pesquisa, 41% responderam que a principal fonte de incidentes são colaboradores ativos, como funcionários, ex-funcionários e empresas fornecedoras. As pequenas organizações são as mais afetadas e, por isso, dobraram os orçamentos com segurança da informação, no último ano.


“A questão da segurança não é mais puramente operacional. Cada vez se reporta mais aos CEO’s (36%), ou seja, a área estratégica das empresas, já que os ataques geram perda de dinheiro e de informações importantes”, afirma Rodrigo Milo, diretor de cyber security da PwC. A pesquisa – de 2015 – foi respondida por 10 mil executivos de segurança da informação e corporações, em 127 países, sendo 600 brasileiros.


O evento também contou com a presença de executivos, que se disseram otimistas com o aumento do investimento das empresas com segurança cibernética. “Não dá para proteger tudo que acontece na rede, mas podemos entender e prever as ameaças internas e externas. Data Analytics é o futuro”, disse Fernanda Vaqueiro, gerente de segurança de inteligência da Rede e MSS da Oi.
Já para Armando Neto, gerente de risco e compliance e segurança da informação da Invepar, não adianta investir em tecnologia se as senhas dos funcionários continuam sendo o ponto fraco: “É preciso ter um trabalho de conscientização. Os bancos já estão investindo em biometria, por exemplo”.


Newton Pinto da Cunha, gerente de segurança da informação de TI da PREVI, falou sobre a internet das coisas – objetos que possuem sistema de envio de dados. “Estamos num frisson em relação a sua funcionalidade e a segurança não está acompanhando. Os compradores precisam cobrar soluções para que as indústrias criem padrões e aumentem a segurança desse compartilhamento de informações”.


Paulo Cesar Abreu, gerente de segurança da informação da TV Globo, foi mais enfático: “A gente não sabe até onde a internet das coisas vai chegar e a segurança precisa ser pensada no início dos projetos.” Já para Fernanda, “o negócio percebeu a importância da segurança e ambos andarão cada vez mais juntos”.


Veja as fotos do evento: http://bit.ly/segurancainformacao
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