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Brasil vive uma de suas maiores recessões desde 1947, afirma BNDES

26/02/2016 em Notícias
Em evento na AmCham Rio, economistas debateram os impactos da falta de confiança do investidor em uma possível saída para a recessão atual
Da esquerda para a direita: Marcelo Kfoury Muinhos, do Citi-Brasil; Robson Barreto, da AmCham Rio; Francisco Eduardo Pires de Souza, do BNDES; Ricardo Sennes, da USP
Rio de Janeiro, 26 de fevereiro de 2016 – A economia brasileira está mergulhada em uma das maiores recessões de sua história e a recuperação não virá no curto prazo, de acordo com a visão de especialistas que debateram as perspectivas de investimento no país nos próximos anos, em evento na Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (AmCham Rio). O desaquecimento do consumo, aliado à incapacidade do governo de promover as reformas fiscais necessárias e à desconfiança do investidor são os principais pilares que mantém o cenário de grave retração.
“A economia brasileira está mergulhada em uma das três maiores recessões desde que se iniciou a contabilidade das contas nacionais, em 1947. Talvez fique na historia como a maior, a depender de seus desdobramentos”, afirmou Francisco Eduardo Pires de Souza, assessor da diretoria do BNDES.


De acordo com Souza, o Brasil vive atualmente um momento de “colapso no investimento”, cujas taxas vêm caindo vertiginosamente desde o segundo semestre de 2013. Esse cenário, explicou, é resultado da diminuição do retorno sobre o investimento e do aumento do custo médio do capital no país. “É o investimento que cria a capacidade econômica. Sem ele, qualquer retomada será só espuma. Não vai durar muito tempo. O investidor espera um retorno à frente, mas essa aposta depende da confiança no futuro da economia. E esses índices de confiança despencaram”, disse.


As medidas utilizadas pelo governo para driblar as crises de 2008 e 2011 vêm se mostrando incipientes para promover uma saída do quadro atual, conforme destacou Marcelo Kfoury, economista-chefe do Citi. À época, para impulsionar a demanda, o governo apostou no aumento do gasto público, na isenção de impostos para automóveis e eletrodomésticos, no corte de juros e no aumento de gastos sociais.


“Esse impulso não gerou crescimento. Pode até ter evitado uma recessão, mas trouxe o desequilíbrio de uma demanda superaquecida em relação à oferta. Hoje, o governo não tem mais as ferramentas necessárias para impulsionar o consumo”, explicou.


Com a ampliação da percepção de risco no mercado, o desafio reside na capacidade de implantar reformas, o que depende especialmente da esfera política. A crescente instabilidade em Brasília, porém, vem deixando engessada a tomada de ações essenciais como o corte de gastos públicos e redução de impostos, conforme destacado pelos especialistas presentes no debate.


Para Ricardo Sennes, coordenador-geral do Grupo de Análise de Conjuntura Internacional de Relações Internacionais da USP, não há crise institucional. “A crise atual é fruto do amadurecimento das instituições do país, que estão passando por um rearranjo”, afirmou. O pesquisador destacou que governo brasileiro tem ampla capacidade de compreender os dados econômicos e, com isso, promoveu melhorias substanciais tanto no ambiente econômico como social nos últimos 12 anos, contando com o apoio da iniciativa privada.


Para o diretor da AmCham Rio e moderador do debate, Robson Barreto, em vez de apontar culpados, é necessário unir esforços para que o cenário de crise se reverta o quanto antes. “O governo, o Congresso Nacional, o setor privado e a população precisam trabalhar em conjunto em prol da recuperação, o que significa não apenas iniciar mudanças de gestão, como também aceitá-las. Todos são agentes importantes para a recuperação do país”, finalizou.


Confira as fotos do evento: http://bit.ly/1TIPWbW
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