Fale conosco - Downloads - Notícias
Home
Notícia
<< Voltar

Ampliação sustentável da indústria eólica

18/02/2016 em Notícias
Élbia Silva Gannoum, presidente da Abeeólica
Élbia Silva Gannoum, presidente da Abeeólica, fala sobre a importância da energia eólica
O mundo experimenta uma nova crise do petróleo, assim como o minério e o aço, motivada pela variação nos preços destes insumos. Tal instabilidade coloca o Brasil em uma posição crítica no cenário macroeconômico internacional, uma vez que nosso País é conhecido como um dos principais exportadores destas commodities. A despeito disso, a indústria eólica se mantém em um caminho sustentável de investimentos, considerando principalmente os aportes já previstos em função das contratações realizadas em leilões até 2019.


Principalmente após a COP 21 – conferência realizada pela ONU no fim do ano passado em Paris para traçar um acordo global com o objetivo de diminuir as emissões de dióxido de carbono –, podemos observar uma migração gradual de empresas anteriormente relacionadas ao segmento de Petróleo e Gás para o das energias renováveis. Especialmente no Brasil, ambos os setores (O&G e Renováveis) seguem em direções opostas. Por um lado, há queda do valor do barril de petróleo, redução de investimentos e a depreciação da maior empresa pública, a Petrobras. Por outro, o País verifica a expansão exponencial da fonte eólica nos leilões regulados de energia, que tiveram a primeira participação da fonte solar.


Diante de tal antagonismo de desenvolvimento, o que se espera é que haja, também aqui pelo Brasil, um fluxo de prestação de serviços da área de petróleo para as renováveis. Transversalmente a este cenário, foi publicado recentemente pela Bloomberg New Energy Finance um relatório que classifica o grau de atratividade entre os países para receber investimentos na área de energias renováveis. O Brasil ficou em segundo lugar, perdendo apenas para a China, e conquistou a primeira colocação na América Latina. O ranking reforça a possibilidade de se observar um rearranjo entre as empresas que atuam no setor energético.


A atratividade brasileira na área de renováveis é liderada pela fonte eólica, que, em 2015, seguiu conquistando recordes de geração e de instalação de parques eólicos. Em relação a 2014, houve um aumento de 46% em relação a capacidade instalada. Quanto à geração, o Brasil apresenta um dos melhores potenciais eólicos do mundo e elevados fatores de capacidade. Recordes sucessivos são registrados no setor. Em novembro, batemos uma marca importante: a fonte eólica foi responsável pelo atendimento em 10% de toda a demanda elétrica nacional durante um dia.


Apesar de tantos avanços, a produção eólica em janeiro teve uma redução de 39%. Porém, esse número está relacionado às recentes alterações no clima em diversas regiões do Brasil, que se caracterizam pelo excesso de chuvas na região Nordeste e Sudeste e a estiagem no Sul. Devido ao reduzido período histórico de medição do recurso eólico, se comparado ao hidrelétrico, pode sugerir um possível equívoco analítico que tenda a uma conclusão precipitada sobre a não garantia de abastecimento elétrico por meio da fonte eólica.


O que se observa é um efeito climático temporário e adverso que reduziu, em um único mês, a geração eólica em alguns estados, e aumentou a mesma geração em outros estados brasileiros, como é o caso do Rio Grande do Sul. Contudo, o que se pode afirmar é que, mesmo considerando a intermitência na geração de algumas fontes, pode haver um aproveitamento ótimo se consideramos a complementariedade entre as fontes eólica e hidrelétrica.


O modelo brasileiro de contratação de potência prioriza a competitividade entre os projetos habilitados nos leilões para que seja garantido o menor valor em R$/MWh. Sabendo que os melhores recursos eólicos estão localizados nas regiões Nordeste e Sul do Brasil, é possível considerar que um projeto localizado em um estado do Sudeste seria menos competitivo e, por conseguinte, menos atrativo em um certame, caso compita com projetos localizados naquelas regiões. Porém, o fato de o recurso eólico no Sudeste não ser o mais adequado para a geração de energia elétrica não impede que, no futuro, quando os potenciais exploráveis das demais regiões se extinguirem, usinas de geração eólica não possam ser instaladas na região mais industrializada do País.


Assim, a indústria eólica segue aprimorando seus projetos, tornando-se cada vez mais competitiva e especializada tecnologicamente.


* Os artigos assinados são de total responsabilidade de seus autores, não representando necessariamente a opinião dos editores e da Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro.
Agenda

mantenedores

OURO

PRATA

  • Praça Pio X, 15 / 5º andar – Centro
    CEP: 20040-020 – Rio de Janeiro/RJ
  • + 55 (21) 3213-9200
    Fax: 55 (21) 3213-9201
  • amchamrio@amchamrio.com
Redes AmChamRio
  • COPYRIGHT © 2012.