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“Os melhores mercados para apostar são aqueles complementares à economia brasileira”

21/01/2016 em Notícias
Diego Bonomo, gerente-executivo de comércio exterior da CNI, ressalta importância da relação bilateral com os Estados Unidos
Diego Bonomo,.gerente-executivo de comércio exterior da CNI. (Foto: Reprodução Facebook CNI)
Aprofundar parcerias com os Estados Unidos é fundamental na estratégia de comércio exterior do Brasil, de acordo com Diego Bonomo, gerente-executivo de comércio exterior da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Ele também destacou a importância da internacionalização para as empresas e dos acordos de facilitação de comércio em conferência on-line com internautas no Facebook realizada pela CNI na última terça-feira (19/1).

Veja abaixo as principais perguntas feitas pelos internautas e as respostas de Diego Bonomo:

De que forma algumas negociações comerciais bilaterais retomadas pelo Brasil nesse último ano impactarão na priorização dos EUA na pauta externa do país? Nesse contexto qual será o foco da indústria em 2016?

DIEGO BONOMO: Em 2015, o governo brasileiro demonstrou que os Estados Unidos são uma prioridade e iniciou parcerias importantes com os americanos nas áreas de propriedade intelectual, convergência regulatória e facilitação de comércio. Para 2016, temos que aprofundar essas parcerias; implementar aquelas que ainda estão pendentes, como o Global Entry, que facilita a entrada de turistas e empresários brasileiros nos Estados Unidos; e ratificar o acordo de céus abertos, assinado em 2011, para ampliar as rotas e frequências aéreas entre os dois países. Além disso, a CNI acredita que é hora de partirmos para uma agenda mais ambiciosa com os americanos, incluindo a negociação de um acordo comercial.


Na experiência da CNI, quais são os principais obstáculos (regulatórios ou práticos) que as empresas brasileiras enfrentam na hora de exportar ao exterior?

DB: Pesquisa da CNI com 600 empresas exportadoras indica que a burocracia alfandegária e a burocracia tributária são os dois maiores obstáculos. O primeiro problema já está encaminhado no Plano Nacional de Exportações, mas o segundo ainda precisa ser enfrentado.


Há poucos dias, os Estados Unidos divulgaram considerar irregulares o Reintegra e a redução de IPI para máquinas e equipamento financiados pelo BNDES. A CNI considera que isso pode impactar negativamente nas transações comerciais da indústria brasileira?

DB: Houve recentemente uma investigação antissubsídio por parte do governo americano que incluiu empresas brasileiras. No entanto, essa investigação foi mais centrada em outros países e o Brasil acabou menos prejudicado. Esse tipo de investigação é rotina na relação entre as grandes economias e não acreditamos que impactará negativamente nossa relação com os Estados Unidos. No ano passado, Estados Unidos e China foram os dois únicos mercados onde as nossas exportações de produtos manufaturados cresceram. Temos que aprofundar nossas relações com os americanos e o melhor caminho para isso é preparar o terreno para a negociação de um acordo de livre comércio.


Como o Plano Nacional de Exportação deve contribuir para a internacionalização das micros e pequenas empresas exportadoras?

DB: O plano tem cinco pilares. Um dos mais importantes é o de facilitação de comércio, que envolve a redução da burocracia para exportar e importar. De acordo com a pesquisa da CNI, a burocracia é um dos problemas mais graves a impedir a internacionalização das MPEs. Nossa expectativa é que as medidas anunciadas no plano, principalmente no caso do Portal Único do Comércio Exterior, possam ajudar as empresas.


Não estamos no Acordo Transpacífico. Qual é a estratégia sugerida para as empresas brasileiras continuarem competitivas?

DB: A estratégia é redobrarmos nossos esforços para negociar acordos comerciais e de investimento com as principais economias. Em 2016, temos duas grandes oportunidades: concluir um acordo de livre comércio com o México, lançado no ano passado; e deslanchar a negociação com a União Europeia, que se arrasta há mais de 15 anos. Com novos acordos, nossas empresas poderão competir em condição de igualdade com seus concorrentes de outros países.


Você acredita na consolidação do Acordo Transpacífico?

DB: O Acordo Transpacífico é uma realidade e reflete uma tendência mundial de negociação de mega acordos comerciais. Os melhores mercados para se apostar são aqueles mais complementares à economia brasileira: Estados Unidos, União Europeia e os países da América Latina. Mas não podemos deixar de explorar oportunidades também em mercados menos tradicionais na África, Oriente Médio e Ásia.

Saiba mais:

Face to Face com Diego Bonomo, gerente-executivo de comércio exterior da CNI

https://www.facebook.com/cnibrasil/photos/a.179871852030189.50137.162862887064419/1251309184886445/?type=3&theater


Ferramenta antiburocracia

http://www.amchamrio.com.br/site-noticia?noticiaSite.id=722


O valor da reaproximação entre Brasil e EUA

http://www.amchamrio.com.br/site-noticia?noticiaSite.id=753
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