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Momento importante para as relações bilaterais

08/12/2015 em Brazilian Business
Em entrevista à Brazilian Business, novo cônsul-geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro, James Story, fala sobre cooperação energética e climática entre os dois países
Cônsul-geral conversa com o presidente do Comitê de Energia da AmCham Rio durante a BEP de 2015 (Cecília Acioli)
Junho foi um período importante para as relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos. Nesse mês, houve o encontro oficial entre os presidentes Dilma Rousseff e Barack Obama, em Washington. E, no Rio de Janeiro, James Story assumia o Consulado-Geral dos Estados Unidos, com grandes desafios pela frente. Não apenas a realização da Olimpíada, em 2016, como contribuir para que a extensa agenda dos maiores países das Américas continue avançando.

Em sua primeira entrevista publicada na Brazilian Business, o cônsul faz um balanço sobre os recentes acordos firmados entre Brasil e EUA e aponta a importância da cooperação em questões energéticas e ambientais visando a COP 21, que será realizada, em Paris, em dezembro deste ano.
Diplomata de carreira, Story já tinha passagem por terras brasileiras, tendo servido como diretor regional para Assuntos Ambientais da América do Sul na Embaixada em Brasília e cônsul-geral adjunto em São Paulo.

Brazilian Business: Como você avalia a visita da presidente Dilma a Washington, em junho deste ano?
James Story: O encontro entre a presidente Dilma e o presidente Obama em Washington foi extremamente positivo. Além de colocar as relações diplomáticas de volta na trajetória que merece, eles estabeleceram objetivos ambiciosos, como dobrar o comércio bilateral entre os dois países em dez anos. Este é um acordo que nós podemos alcançar, e o setor de energia terá um papel importante nisso.


BB: O que está sendo feito entre os dois países no setor de energia?
JS: Quando o presidente Obama veio ao Brasil em 2011, ele e a presidente Dilma lançaram o Diálogo Estratégico Sobre a Política Energética EUA-Brasil, que endossa a cooperação bilateral em quatro setores: renováveis, óleo e gás, nuclear e eficiência energética. No último encontro do diálogo, em março de 2013, os dois governos reconheceram os avanços alcançados pela cooperação bilateral e se comprometeram a continuar juntos os trabalhos. Desde então, o secretário do Departamento de Energia dos EUA, Ernest Moniz, fez visitas a Brasília e São Paulo; o Departamento de Energia e o Departamento de Estado americano realizaram workshops sobre shale gas (gás de xisto) especialmente para o interesse do governo brasileiro em examinar assuntos ambientais relacionados ao ar e à água, licenças e sustentabilidade social do desenvolvimento dos gases. O escritório de informação e regulamentação da Casa Branca está trabalhando com órgãos brasileiros para unir reguladores do setor de energia dos dois países e promover a troca de melhores práticas.


BB: A inovação terá um papel importante para o setor?
JS: Políticas energéticas e políticas de inovação andam juntas, lado a lado. Quando falamos em encorajar o uso de renováveis, estamos falando em melhorar as tecnologias de painéis solares e de estoque de energias, para transformá-las em fontes seguras e de custo efetivo. Em relação ao gás de xisto no Brasil, há uma geologia totalmente diferente aqui, abrindo campo para tecnologias inovadoras.


BB: Como o setor privado pode auxiliar nisso?
JS: O setor privado já está marcando presença, com diversas empresas americanas investindo em centros de pesquisas energéticas aqui no Rio. Eu tive a oportunidade de visitar duas delas na Ilha do Fundão e posso falar que eles estão muito animados com o futuro. Eles construíram laboratórios no Brasil graças aos recursos e talentos que encontraram e acreditam no potencial de longo prazo em trabalhar com o País para executar inovações no setor.

BB: O Brasil está passando por uma fase conturbada política e economicamente. Como você analisa este quadro?
JS: Este é um momento de desafios para o Brasil. Os Estados Unidos também passaram por uma fase difícil e, exatamente por isso, apoiamos o Brasil nesse trabalho de vencer as barreiras, seja no setor de energia ou em outros. Eu continuo otimista com o Brasil. O pessimismo que nós vemos hoje ignora os esforços fundamentais deste país, da economia e dos muitos atrativos que animaram tantas pessoas nos últimos cinco anos.

BB: Qual é a percepção dos investidores americanos com este cenário?
JS: Nós tivemos diversos encontros com empresários americanos que investem no Brasil e brasileiros que buscam parcerias. O que ouvimos é que empresas que investiram neste país a longo prazo estão dispostas a passar por cima desses obstáculos e continuar construindo redes de contatos e lidando bem com a atual situação.

BB: Qual será o papel do Brasil e dos EUA na COP 21?
JS: Para a COP 21, nós antecipamos uma ênfase particular em energias renováveis. Ambos os países estão comprometidos em confrontar as mudanças climáticas, o que já é um preparativo para a conferência em dezembro. Brasil e EUA estão liderando esse esforço para assegurar que um acordo bem-sucedido saia de Paris. As discussões serão focadas nas metas nacionais, a chamada Intended Nationally Determined Contribution – INDC. O INDC é o plano específico para cada país na redução de gases de efeito estufa. Esta é uma nova abordagem, mas é a que acreditamos que permitirá dar passos largos para o progresso.
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