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Criatividade para mudar

07/12/2015 em Brazilian Business
Por Luiz Fernando Pezão*, governador do Estado do Rio de Janeiro
O Estado do Rio de Janeiro foi movido, em 2015, por duas vertentes complementares: desafio e criatividade. Um ano marcado pela estagnação no setor de Petróleo e Gás e pela crise econômica nacional, que exigiu que nos reinventássemos. Nosso Estado foi o que mais perdeu receitas no ano, e a luz vermelha acendeu. A atividade do petróleo representa 33% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado do Rio. É muito difícil ver o preço do barril despencar.

Janeiro começou com um déficit de R$ 13,5 bilhões, o maior entre todos os Estados da federação. Conseguimos saldar grande parte desse montante, adotando medidas engenhosas, principalmente para avançar na arrecadação. Enxugar custos, buscar investimentos e firmar parcerias se tornaram medidas fundamentais para fugir da crise.

Para conseguir mais celeridade e regularizar as finanças, aprovamos na Assembleia Legislativa seis leis econômicas – ferramentas que nos auxiliaram no abatimento do déficit. Num entendimento de que a crise afetava não só nós, poder público, mas também as empresas fluminenses, aceitamos produtos para o pagamento de dívidas, a chamada "lei do escambo". Convocamos o contribuinte para renegociar com o Estado e também cortamos na carne, enxugando despesas. Promovemos um reequilíbrio financeiro que nos fez retornar ao custeio de 2012, economizando R$ 1,7 bilhão em seis meses.

Em 2015, avançamos na regularização das finanças e honramos salários – o maior ponto de atenção –, sem deixar de trazer investimentos para o Rio. A retração da economia poderia afastar empresas, reduzir oportunidades e gerar desemprego. Tínhamos que remar contra essa maré, já que, sem a renda do trabalhador, a economia não roda, os serviços são impactados. Entraríamos num círculo vicioso.

Nesse aspecto, o Arco Metropolitano funcionou como um grande polo de atração empresarial fluminense. Vinte e cinco empresas já se instalaram às margens da rodovia, gerando 3,3 mil empregos. Outros 41 empreendimentos estão em andamento, o que vai ampliar o número de postos de trabalho para 12 mil. Os investimentos somam cerca de R$ 5,4 bilhões. Temos a Câmara Metropolitana de Integração Governamental para gerir o Arco e, sobretudo, promover a integração de políticas urbanas desenvolvidas pelo Estado e pelos municípios da Região Metropolitana.

Na rota de fuga da crise, também tivemos um aliado de peso: os Jogos Olímpicos, que jogam luz sobre o Rio de Janeiro e garantem investimentos importantes. Estamos apostando fortemente em mobilidade, com a Linha-4 do Metrô, que vai transportar mais de 300 mil pessoas por dia, de Ipanema à Barra da Tijuca, retirando das ruas cerca de 2 mil veículos por hora nos momentos do rush. Os usuários também poderão se deslocar da Barra até a Pavuna pagando apenas uma tarifa. O ano de 2015 ficará marcado ainda por investimentos em novas barcas e trens.

De olho nos jogos – mas não somente para os jogos – garantimos também uma série de medidas para o tratamento ambiental da água da Baía de Guanabara, o início de um grande legado. Entre as nossas ações estão a construção e ampliação da capacidade de estações de tratamento de esgoto de Alcântara, em São Gonçalo; e Alegria, Sarapuí e Pavuna; a Unidade de Tratamento de Rio de Irajá; e a construção dos troncos do Rio Faria-Timbó e de Manguinhos. Também estamos construindo um cinturão de captação de esgoto na Marina da Glória, de onde sairão os barcos dos atletas, para garantir a qualidade da água.

Para acelerar as obras de ampliação das redes coletoras de esgoto nos municípios da Região Metropolitana – avançando no tratamento de esgoto de toda a Baixada, Itaboraí e São Gonçalo, onde moram 5 milhões de pessoas – estamos estudando uma Parceria Público-Privada (PPP), medida que considero fundamental e pretendo ampliar para as áreas da saúde, educação, segurança, mobilidade, infraestrutura e tecnologia. Estou otimista de que manteremos a economia aquecida e abriremos portas. Aprendemos e avançamos em 2015. Bons ventos nos aguardam em 2016, ano em que a AmCham Rio comemora 100 anos. Parabéns!


* Os artigos assinados são de total responsabilidade de seus autores, não representando necessariamente a opinião dos editores e da Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro.
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