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Crise de governabilidade política e econômica impede recuperação do País, afirmam especialistas

24/08/2015 em Notícias
Em debate na AmCham Rio, representantes da Agência Fitch, do Citi Brasil e da FGV, entre outros especialistas, apresentaram alternativas para retomar a confiança do país
Especialistas falam sobre sobre política e economia brasileira na AmCham Rio
A crise de governabilidade no âmbito federal e o forte desiquilíbrio macroeconômico instalado no país, somadas às denúncias de corrupção e à crescente pressão sobre um processo de impeachment, são os principais propulsores da crise de confiança política e econômica vivida pelo Brasil na atualidade, segundo especialistas que participaram hoje, na Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (AmCham Rio), do debate Cenário político-econômico brasileiro: o que esperar em curto e médio prazos?

Ante a dificuldade de realização das reformas fiscais e de gestão necessárias, que incluem o equilíbrio das contas públicas, a perspectiva de rebaixamento da nota brasileira já é uma realidade próxima, segundo Rafael Guedes, diretor-geral da agência de risco Fitch no Brasil. “O Brasil tem um problema muito mais estrutural do que cíclico. Há uma probabilidade maior que 50% de que seja rebaixado em um horizonte de dois anos”, afirmou. A revisão negativa do rating, segundo o economista, seria resultado de baixa performance na área fiscal.

Enquanto os gastos públicos crescem 12% ao ano, questões graves discutidas pelo setor privado há mais de três décadas, como a reforma previdenciária, permanecem fora da pauta. “Estamos caminhando para uma recessão longa, com quatro a cinco trimestres de queda. Esse ciclo deve durar até o primeiro trimestre de 2016”, afirmou Marcelo Kfoury Muinhos, economista-chefe do Citi Brasil. O especialista também apontou como negativa a retomada de ações populistas que não trazem soluções para o problema econômico, como a utilização de bancos públicos para socorrer setores industriais em dificuldades.

A questão econômica esbarra invariavelmente na esfera política. Segundo Samuel Pessôa, economista da Fundação Getúlio Vargas, o Brasil passa pelo maior caso de estelionato de toda sua história – trazida à tona pelas investigações da Operação Lava-Jato –, que foi seguida por uma campanha eleitoral de bases duvidosas e resultou na incapacidade de governança do Executivo. “A campanha eleitoral abriu uma crise de confiança em todos os políticos, que passaram a ter certeza que o partido no poder tem tendências autoritárias, hegemônicas e intolerantes, utilizando de tudo para se perpetuar no comando”, afirmou.

Para Pessôa, a retomada do diálogo entre os agentes políticos depende de um fato novo de grandes proporções – como, por exemplo, um impeachment – ou pelo reconhecimento da Presidência sobre as ações que conduziram o Brasil à situação atual. Por outro lado, o pesquisador da UERJ, Fernando Lattman-Weltman, defendeu que a melhor saída é a retomada das funções exercidas pelos três poderes, de modo a conservar as instituições. “Os poderes Executivo e Legislativo precisam assumir seus papéis. Hoje eles estão pautados pelo Judiciário. É necessária uma mudança de agenda e uma liderança política capaz de articular e negociar”, afirmou Weltman.

Também participaram do debate o subsecretário-geral da Secretaria de Estado de Fazenda do Rio de Janeiro, Francisco Caldas de Andrade Pinto, e Marcelo Cirne de Toledo, economista-chefe adjunto do Bradesco.
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