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Crise hídrica incentiva inovação na agricultura

23/07/2015 em Prêmio Brasil Ambiental
Agricultores americanos desenvolvem novas técnicas para contornar os efeitos da crise hídrica no estado. Brasil mapeia o uso da água na agricultura irrigada por pivôs centrais
Brasil usa poucos pivôs de irrigação em comparação a outros países (Divulgação/Embrapa/ Olímpio Filho)
O constante cenário de seca na Califórnia (EUA) está fazendo com que os agricultores locais tracem novas estratégias de produção em seus campos. Os produtores, que movimentam cerca de US$ 45 bilhões, estão cada vez mais buscando formas de economizar água. Isso fez com que houvesse uma explosão na demanda por ferramentas e processos como o “Pulverizador no alvo”, informa o Wall Street Journal (WSJ).

A máquina, que custa entre US$ 20 mil a US$ 50 mil, pulveriza pesticidas e nutrientes vegetais que grudam mais firmemente nas folhas, com uso de até 80% menos água que os pulverizadores convencionais. As vendas crescem 30% ao ano, mais que o triplo da taxa de quatro anos atrás. “Todo mundo está prestando atenção na água agora”, disse Willie Hartman, criador do equipamento em entrevista ao WSJ.

Novas tecnologias ganham força no mercado. Entre os exemplos, um gel atóxico produzido pela Moasis Inc. que, misturado ao solo, armazena e libera água lentamente perto das raízes. Além disso, há também empresas que usam satélites e imagens aéreas para ajudar os agricultores a planejar melhor a irrigação da lavoura com base no desempenho de diferentes partes dela.

No Brasil, a crise hídrica também movimenta o mercado. A Embrapa Milho e Sorgo (MG) e a Agência Nacional de Águas (ANA) realizaram um levantamento inédito sobre o uso da água na agricultura irrigada por pivôs centrais. De acordo com o trabalho, em 2013, o País possuía quase 18 mil pivôs centrais, perfazendo uma área de aproximadamente 1,2 milhão de hectares.

"Tais resultados estão alimentando, por exemplo, os Planos de Recursos Hídricos em elaboração, os Estudos de Bacias Críticas e de Demandas de Água e os Relatórios e também Informes e Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil", apontou o especialista em recursos hídricos da ANA, Thiago Henriques Fontenelle.

A agricultura irrigada consome cerca de 70% das águas derivadas dos recursos hídricos e muitas vezes é apontada como responsável pela crise de água. "Na realidade, as atividades humanas impactam diretamente a natureza e precisam ser redirecionadas de forma a permitir o desenvolvimento sustentável. No caso da agricultura irrigada, trata-se de uma atividade que permite ganhos expressivos em produtividade e a consequente redução da área antropizada", disse Daniel Guimarães, da Embrapa Milho e Sorgo.  A área antropizada é aquela onde ocorrem transformações no meio ambiente (solo, relevo, vegetação, regime hídrico) por consequência da atividade humana.

 

Confira a íntegra das reportagens:

:: Tecnologias para economizar água no campo brotam da seca da Califórnia (WSJ)

:: ANA e Embrapa fazem mapa da agricultura irrigada no Brasil (Embrapa)

 
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