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“É preciso buscar maior integração da nossa economia aos fluxos do comércio exterior”

18/06/2015 em BRAZILIAN BUSINESS
Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, costura acordo para facilitar comércio entre Brasil e Estados Unidos
Armando Monteiro: "exportador pode esperar por mudanças" Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Para aumentar o fluxo de exportações, o governo aposta em uma conjunção de fatores que vão desde o real menos valorizado até acordos e flexibilização de barreiras não tarifárias. A reaproximação com os Estados Unidos faz parte da estratégia traçada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Em entrevista exclusiva à revista Brazilian Business, o ministro Armando Monteiro afirmou que já há resultados concretos, entre os quais os preparativos para a assinatura de um novo acordo de facilitação de comércio entre brasileiros e americanos.

As expectativas para o futuro da economia, segundo Monteiro, são de resgate do otimismo por meio de iniciativas como o Plano Nacional de Exportações. "O exportador pode esperar por mudanças que vão simplificar e facilitar as operações, além do fortalecimento de instrumentos importantes para a política de comércio exterior do País, tais como a estrutura de financiamento, seguros de crédito e garantias às exportações”, disse Monteiro, em entrevista realizada no fim de maio, logo após a viagem para o México com a presidente Dilma Rousseff.


BRAZILIAN BUSINESS: O que o Plano Nacional de Exportações significa para o exportador?

ARMANDO MONTEIRO: O exportador pode esperar por mudanças que vão simplificar e facilitar as operações, além do fortalecimento de instrumentos importantes para a política de comércio exterior do País, tais como estrutura de financiamento, seguros de crédito e garantias às exportações. Também estamos trabalhando firmemente numa agenda de ampliação de acessos a novos mercados com parceiros comerciais estratégicos.


BB: Quais são as linhas gerais do plano?

AM: Como mencionei anteriormente, o plano está sendo construído em estreita parceria com o setor privado, que opinou, participou e validou as diretrizes e principais medidas. Os pilares são a construção de uma agenda proativa de acessos a mercados; a desburocratização e simplificação dos procedimentos para exportação e importação – como mecanismo de facilitação do comércio exterior; o fortalecimento dos instrumentos de financiamento e garantias às exportações; o aperfeiçoamento de mecanismos e regimes tributários para o apoio às exportações; e as ações de promoção e inteligência comercial.


BB: Qual o principal entrave, hoje, para a ampliação das exportações brasileiras? Com o ajuste fiscal, como é possível esperar novos investimentos no setor?

AM: É preciso buscar maior integração da nossa economia aos fluxos do comércio exterior. Existe um amplo espaço para o País construir as bases para ampliação das exportações – como medidas de facilitação de comércio e uma agenda proativa de incremento das relações bilaterais, que, em muitos casos, independe de acordos tarifários. Atualmente, as barreiras não tarifárias representam restrições muito mais relevantes para o comércio exterior. Também não podemos desprezar o efeito cambial. Hoje, com uma taxa de câmbio mais competitiva, as empresas já estão voltando o radar para o mercado externo. Já o ajuste fiscal é um fundamento importante para recuperar a confiança na economia e, com isso, oferecer um ambiente de mais estabilidade e previsibilidade macroeconômica. Nesse sentido, colabora com o esforço de retomada das exportações.


BB: As relações entre Brasil e Estados Unidos devem voltar à normalidade com a visita da presidente Dilma àquele país. Como o senhor vislumbra o futuro da relação entre ambos?

AM: Os Estados Unidos são um grande parceiro comercial do Brasil. Em 2014, nossas exportações de bens manufaturados para os EUA cresceram 4%. O país se tornou o principal destino para os bens desse setor da economia brasileira. Nos quatro primeiros meses deste ano, a expansão já alcançou 5,5%. Um bom exemplo do quão estratégica é essa parceria é que, assim que assumi o cargo de ministro do Desenvolvimento, realizei uma visita oficial aos EUA, e, em especial, ao Departamento de Comércio Exterior, que já está produzindo resultados concretos, com a assinatura de um acordo de facilitação de comércio e definição de uma agenda de convergência regulatória.


BB: Como o Plano Nacional de Exportações dialogará com os interesses americanos no País? Quais serão os setores mais beneficiados?

AM: O Plano Nacional de Exportações certamente vai fortalecer e ampliar a corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos. Há espaço para dinamização dos fluxos e para uma maior integração das cadeias produtivas. Vamos trabalhar com uma agenda proativa de convergência regulatória, harmonização de normas e ações de promoção e inteligência comercial que vão criar as bases para um crescimento vigoroso da pauta comercial entre Brasil e EUA.


BB: Previsto inicialmente para fevereiro, por que o lançamento do Plano Nacional de Exportações acabou sendo adiado para o fim de junho?

AM: O lançamento do Plano Nacional de Exportações não está atrelado aos movimentos cambiais de curto prazo. Como se pretende construir uma política estrutural para os próximos anos, estávamos acertando os detalhes em torno dos principais instrumentos do plano. A data exata de lançamento depende da agenda da presidente, que inclui outros anúncios importantes, como o plano de concessões de infraestrutura e o Plano Safra.


BB: Foi a instabilidade do dólar frente ao real que elevou a dificuldade de deslanchar o anúncio?

AM: A construção do plano envolveu diversos atores – públicos e privados – e tem um grau de complexidade grande, pelas características do setor exportador. A tendência de um câmbio mais competitivo – com real menos valorizado – servirá de estímulo para as exportações. De novo, não estamos olhando para os dados da balança comercial e do câmbio de um mês, ou de um ano, mas com perspectiva para os próximos quatro anos.

(Tai Nalon)


Saiba mais:
O valor da reaproximação entre Brasil e EUA
http://bit.ly/1BlwBpW

Leia a íntegra da BB 292 (PDF):
http://amchamrio.com/srcreleases/BB292.pdf

Revista Brazilian Business:
http://www.amchamrio.com.br/site-perfil
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