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“O Rio vem trabalhando para melhorar a atratividade de investimentos”

04/05/2015 em BRAZILIAN BUSINESS
Marcelo Haddad, presidente da Rio Negócios, revela, em entrevista exclusiva à revista Brazilian Business a estratégia para promover a cidade após 2016
Marcelo Haddad: o legado proporcionado pelos Jogos Rio 2016 é de uma cidade transformada para melhor
“A cidade certa. O caminho certo.” O slogan da Rio Negócios – a agência oficial da capital fluminense para atrair e facilitar novos investimentos – reflete o bom momento do Rio de Janeiro: sede de grandes eventos, como a Olimpíada, e das principais empresas de setores como Óleo e Gás. Além disso, as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) se apresentam como um antídoto para os problemas de segurança. Entretanto, o otimismo pode ter data de validade.

O fim da agenda de grandes eventos esportivos, a crise internacional do petróleo e as críticas às UPPs deixam especialistas preocupados: o tripé carioca (grandes eventos, petróleo e segurança) estaria ameaçado? A Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (AmCham Rio) entrevistou o presidente da Negócios, Marcelo Haddad, que analisou o cenário carioca pós-2016. Seu objetivo é expandir a presença da cidade no palco mundial de negócios.


AmCham Rio: O Rio de Janeiro está conseguindo aproveitar os grandes eventos, sendo que o último será os jogos de 2016? Qual deve ser o principal legado para a cidade?

MARCELO HADDAD: O legado proporcionado pelos Jogos Rio 2016 é de uma cidade transformada para melhor. Nenhuma cidade passou por tal processo, com investimentos em segurança, mobilidade e infraestrutura. Tudo beneficiando a cidade, mesmo após os eventos. Esse é o legado principal.

No setor de Transportes, além da expansão do Metrô para a Barra da Tijuca, temos o novo sistema de ônibus expressos (BRTs), que vai aumentar o uso de transportes de alta capacidade de menos de 20% (dados de 2012) para mais de 60% até 2016.

No desenvolvimento estrutural da cidade, o projeto do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, com equipamentos esportivos e novos empreendimentos formarão um novo bairro residencial que será referência para a cidade. Será um bairro com novos componentes de eficiência energética, sustentabilidade e acessibilidade, atendido por duas das novas linhas de BRT, a Transolímpica e a Transcarioca.

Nessa área, também destaco o Porto Maravillha, projeto de revitalização de 5 milhões de metros quadrados na zona portuária, que promove a reestruturação local, com foco em sustentabilidade ambiental e socioeconômica da área.

Os setores da Indústria Criativa e de Telecomunicações também foram fortemente alavancados. A cidade vem preparando sua infraestrutura lógica para atender as gigantescas demandas de conectividade dos Jogos Olímpicos de 2016, como a instalação de um backbone de mais de 10 mil km de fibra óptica de alta velocidade. Iniciativas como estas tem um grande efeito para o desenvolvimento e atratividade de negócios em tecnologia.

Além do legado tangível, o evento também está impulsionando o desenvolvimento de outras ações que renderão frutos permanentes, como a qualificação profissional. O Rio Criança Global, por exemplo, universalizou o ensino do inglês nas escolas municipais.


AmCham Rio: O petróleo (com Libra em destaque), a segurança e os grandes eventos colocam o Rio na vitrine e atraem investimentos. A crise do petróleo, as dúvidas em relação à política de segurança e o fim da Olimpíada podem interromper esse ciclo virtuoso, abalar a agenda positiva do Rio, afetar os negócios e afugentar empresas?

MH: Ao contrário, desde 2009, quando a cidade foi apontada para sediar os Jogos, o Rio vem trabalhando para melhorar a atratividade de investimentos, com a melhoria dos vetores que formam a base do desenvolvimento econômico da cidade, serviços essenciais como mobilidade, logística, energia, telecomunicações, segurança, formação de talentos e ambiente regulatório.
Na área de segurança, por exemplo, o governo fez investimentos em aparelhamento e qualificação. O Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), que começou a operar antes da Copa do Mundo, foi inspirado em modelos integrados de segurança adotados em Londres, Nova Iorque e Madri e abriga diversos órgãos do município, estado e governo federal nas áreas de segurança, saúde e engenharia de tráfego.

As empresas compreendem que os recursos e o potencial econômico do país continuam os mesmos. Na área de petróleo, as estratégias de longo prazo como o desenvolvimento de fontes de energia, como O&G, e novas tecnologias seguem atrativas. Os investimentos em infraestrutura também seguem fundamentais. O Brasil e o Rio são um grande mercado e se mantém interessantes para os investidores internacionais.


AmCham Rio: Qual é o caminho para o Rio continuar num ciclo virtuoso e evitar novo ciclo vicioso?

MH: A agência trabalha para aproveitar ao máximo a janela de oportunidade proporcionada por grandes eventos e expandir a presença da cidade no palco mundial de negócios. Podemos destacar nossa ação durante os Jogos Olímpicos de Londres e a Copa do Mundo de 2014. Os resultados obtidos com as Rio Conferences – série de palestras setoriais superaram as expectativas. Conseguimos uma audiência qualificada para “vender” o Rio de Janeiro. Foram mais de 1100 empresas e 1800 profissionais contatados. Agora, com o aniversário de 450 anos da cidade e os Jogos Olímpicos de 2016 vamos realizar o maior programa de negócios do país, a Casa Rio - Embaixada Brasileira de Negócios - um abrangente e extenso programa de ações para aproveitar a presença de investidores na cidade.

A maior parte da programação - seminários, conferências, tradeshows, painéis de discussão e sessões de matchmaking - acontecerá na Casa Rio, um espaço de mil metros quadrados localizado no coração da Zona Portuária. Lá, a Rio Negócios irá reunir investidores, empresários, executivos, financiadores reguladores, autoridades e pensadores.

Um dos destaques da programação será o encontro anual da associação de cidades de energia, o World Energy Cities Partnership (WECP). São 22 cidades que tem o petróleo como uma das bases da economia. Seus prefeitos e delegações estarão reunidos na cidade junto com a Offshore Technology Conferences (OTC), transformando o Rio na capital mundial do petróleo em outubro.

Leia a íntegra da revista Brazilian Business:
http://www.amchamrio.com.br/srcreleases/BB291.pdf
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