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Governos e empresas gerenciam efeitos da crise hídrica

29/04/2015 em Notícias
Em debate na AmCham Rio, especialistas apontam políticas de racionamento e reúso de água como alternativas para o quadro de escassez no Sudeste
Pedro Henrique Teixeira, André Luis Marques, André Corrêa, Edes Fernandes de Oliveira e Jorge Peron debatem a escassez hídrica
Governos e empresas estão administrando os efeitos do cenário de escassez hídrica, que atingiu fortemente a região Sudeste do Brasil em 2014, e precisam unir esforços em soluções efetivas de curto, médio e longo prazos. Entre elas, políticas de racionamento e reúso de água são apontadas como alternativas imediatas para minimizar o quadro de crise. Em síntese, essa foi a mensagem dos debatedores do evento “Escassez hídrica – expectativas e desafios”, realizado pela Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (AmCham Rio), na segunda-feira (27/04). O debate, moderado por Jorge Peron, especialista em meio ambiente do Sistema Firjan, reuniu cerca de 30 executivos e profissionais dos setores público e privado, no Rio de Janeiro.

O secretário de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro, André Corrêa, apontou a mudança de comportamento do consumidor como uma medida para reduzir o desperdício de água. “A região Sudeste tem a cultura do excesso. Precisamos mudar essa ideia de que a água é um bem que nunca vai acabar”, afirmou Corrêa, apontando o abastecimento de água à população como prioridade.

O secretário defendeu ainda iniciativas de reúso da água como boas alternativas para o atual contexto, especialmente para grandes empresas. Corrêa disse que o fluxo utilizado na limpeza de filtros da Cedae, por exemplo, pode ser reutilizado nos processos de produção das indústrias no estado, amenizando a crise de distribuição para estas empresas. “Dentro da nova política estadual de reúso, questões como estas serão estimuladas pelo governo”, destacou Corrêa.

O diretor-presidente da Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (AGEVAP), André Luís de Paula Marques, defendeu a proposta de uma melhor gestão do uso da água em períodos de estiagem. “Não adianta chover agora. O que realmente precisa ser feito é captar a água desta época, economizar e utiliza-la nos próximos momentos de estiagem, que devem ocorrer entre maio e junho deste ano”, disse Marques.

Para Edes Fernandes de Oliveira, diretor de produção e grande operação da Cedae, os estudos feitos durante as crises hídricas de 2013 e 2014 estão servindo como base nos planejamentos de cenários futuros no Brasil. “São nestes momentos de crise que aprendemos e discutimos mais do que nos momentos favoráveis. As nossas reuniões fizeram com que começássemos a entender os problemas dos outros estados e fazer uma gestão benéfica para toda a população”, afirmou Oliveira.

Uma das medidas para encarar esse quadro de escassez hídrica foi o acordo de partilha do Rio Paraíba do Sul, assinado em março deste ano entre os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, em conjunto com a Agencia Nacional de Águas (ANA). Na proposta – que ainda precisa de aprovação pelo Supremo Tribunal Federal - ficou estabelecido que o Rio receberá uma vazão de 190 m³/s, fluxo necessário para assegurar o abastecimento do estado.

Pedro Teixeira, diretor jurídico da Thyssenkrupp CSA, destacou a boa relação entre as autoridades do Estado do Rio de Janeiro e as empresas localizadas no Distrito Industrial de Santa Cruz, enfatizando o comprometimento de todos no sentido de buscar alternativas de curto e longo prazo para a solução dos desafios que a escassez hídrica trouxe. Em especial, citou a firmeza e agilidade do Inea no licenciamento ambiental da soleira submersa a ser instalada no canal do rio São Francisco para conter a intrusão da cunha salina.


Veja outras imagens do debate:
https://www.flickr.com/photos/amchamrio/sets/72157652176098056
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