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O encontro de Michael Chertoff com executivos da Amcham no Rio

em Amcham
O ministro da Segurança Nacional americano reservou parte do seu tempo no Brasil para se encontrar com cerca de 60 executivos da Amcham. Ele falou sobre segurança, prevenção e parcerias

O ministro da Segurança Nacional dos Estados Unidos, Michael Chertoff, esteve no Rio de Janeiro esta manhã. Depois de se encontrar com o governador Sérgio Cabral, teve seu único encontro com a comunidade empresarial em sua curta visita ao Brasil. Em café da manhã realizado pela Câmara de Comércio Americana o homem-forte do governo americano falou sobre segurança, prevenção e parcerias para cerca de 60 executivos. Também estiveram presentes ao evento o embaixador americano, Clifford Sobel, o Cônsul-geral em exercício, Erik Holm-Olsen e a Cônsul Comercial dos Estados Unidos, Camille Richardson.



Em sua primeira visita ao país, Michael Chertoff destacou a importância do incremento da parceria entre Brasil e Estados Unidos e contou como funciona seu ministério, que tem mais de 400 mil funcionários. “Trabalhamos sobre três plataformas: gerenciamento de riscos, parcerias e equilíbrio”, disse. Chertoff explicou que inspeção e segurança total é impossível, portanto é necessário gerenciar os riscos, tanto em transportes de carga como de passageiros. “O trabalho de inteligência permite automatizar uma parte expressiva do processo, fazendo uma triagem preventiva eficiente, minimizando riscos e custos. É preciso promover a segurança sem, contudo, paralisar o comércio mundial”, avaliou.



Chertoff disse que o uso da informação rápida e eficiente é fundamental para garantir essa fluidez do comércio internacional, com segurança. “Isso faz com que incomodemos menos pessoas e empresas, por isso acreditamos que o melhor é promover parcerias que permitam a inspeção de cargas no embarque. “Nem sempre isso é possível, seja por limitações físicas ou políticas, já que há países que não querem aderir a esses procedimentos em suas portas de saída, e é preciso respeitar a soberania de cada país”, argumentou. O ministro destacou que verificar containers antes do embarque evita que todo um navio seja afetado, em caso de bomba ou contrabando, por exemplo. “Santos foi o primeiro porto brasileiro a aderir a este esquema e esperamos ampliar esta parceria”, lembrou.



Além da interação entre nações, o ministro da Segurança Nacional americano disse que as parcerias com a iniciativa privada são, também, a melhor forma de aumentar a eficiência e baixar custos, já que empresas e pessoas têm todo o interesse em proteger seu patrimônio e produção. “O envolvimento do empresariado na formulação de políticas públicas de segurança é muito importante, para orientar demandas e ajudar a apontar soluções. Afinal, todos saem ganhando com a segurança do comércio internacional”, opinou. Chertoff destacou a relevância desta relação com as companhias aéreas, que permite gerar preciosas informações. “Os grupos terroristas conseguem arregimentar pessoas insuspeitas. Se pudermos rastrear os destinos via companhias aéreas, podemos encontrar vínculos e localizar redes de grande valor estratégico”. Para ele, a segurança é um fator fundamental de credibilidade para essas empresas, que dependem de confiança para gerir seus negócios.



Finalmente, Chertoff disse que o equilíbrio é fundamental para garantir a compensação entre os desconfortos gerados pelas restrições necessárias à segurança. “As pessoas reclamam muito de invasão de privacidade, mas é necessário incomodar uns poucos para garantir a liberdade da maioria de viajar e fazer comércio internacional”, defendeu. Depois de sua exposição, Michael Chertoff respondeu às perguntas dos executivos. Sobre segurança nuclear, o ministro disse que a ênfase deve estar ser sempre na prevenção, tanto no risco de vazamentos como no tratamento, depósito e transporte de materiais radioativos. “No caso de uma explosão, no entanto, a principal ação seria controlar o pânico da população e convencê-la a não se retirar do local, que é uma atitude humana de sobrevivência, e ir para um lugar sem contato com o ar contaminado”, informou.



Perguntado se o crescente desenvolvimento do Brasil coloca o país em risco de se tornar alvo de terroristas, Chertoff explicou que sempre há riscos onde existe oportunidade. “Esses grupos fazem alianças impensáveis, com ou sem motivação ideológica ou comercial. Mas geralmente se instalam em locais em que o governo não está realmente no controle do país. As Farc, por exemplo, têm se alinhado a narcotraficantes, que geram recursos para suas ações. O Talibã tem alianças com os produtores de heroína. Portanto, o monitoramento deste tipo de atividade é importante pois pode gerar a oportunidade que eles precisam”, respondeu.



Chertoff destacou, mais uma vez, a boa parceria entre Brasil e Estados Unidos, e colocou seu ministério à disposição para colaborar com a segurança em grandes eventos como Copa do Mundo e Olimpíadas.

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