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Olimpíada trará oportunidades e desafios para o Brasil

07/10/2013 em RELAÇÕES BILATERAIS
Ex-diretor de operações do Atlanta Committee for the Olympic Games (ACOG), A.D. Frazier, esteve na AmCham Rio para falar sobre os desafios e as expectativas em relação à Olimpíada no Rio de Janeiro
O ex-diretor de operações do Atlanta Committee for the Olympic Games (ACOG), A.D. Frazier, e o diretor-superintendente da AmCham Rio, Rafael Lourenço
A Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro recebeu nesta segunda-feira (07) o ex-diretor de operações do Atlanta Committee for the Olympic Games (ACOG), A.D. Frazier, que atualmente ocupa o cargo de presidente da Georgia Oak Partners, empresa de investimentos em private equity, com sede em Atlanta.

No evento, de iniciativa do Consulado-Geral dos EUA no Rio de Janeiro, ele falou sobre os possíveis impactos e as expectativas em relação à Olimpíada no Brasil e no Rio de Janeiro. Em entrevista, Frazier afirmou que os brasileiros devem se empenhar em realizar o evento de forma a deixar uma boa imagem para o País. “Os grandes embaixadores dos jogos Olímpicos serão os cidadãos, e vocês poderão demonstrar toda a hospitalidade do povo brasileiro. Vocês terão a oportunidade de mostrar o melhor do Brasil fora dos estádios”, disse.

Acompanhe a seguir os principais trechos da entrevista de Frazier ao site da Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro.

Quais são as vantagens e desvantagens em sediar os Jogos Olímpicos?
O mundo vai focar as atenções no Brasil, e isso será uma vantagem e uma desvantagem. A vantagem é que o País atrairá investidores, empresas e turistas que provavelmente vão querer voltar ao Rio. Por outro lado, a Olimpíada mostra o lado mais obscuro de um país, como foi o caso dos jogos de Pequim, na China.

Quais serão os principais desafios do Brasil?
Quem vier ao Brasil terá uma excelente experiência na maioria dos estádios, o problema está fora dessas instalações. Questões como trânsito, transporte, segurança e relacionadas a hospedagem podem impactar os visitantes e esses problemas não estão ao alcance do comitê olímpico. Também é preciso estar atentos à segurança e à sinalização da cidade, que deve ser bem explicativa para os turistas. O aeroporto será praticamente o local mais importante da cidade e precisa estar funcionando muito bem. Por ser o lugar onde as pessoas vão desembarcar, é crucial para a imagem do País. Minha sugestão é que coloquem muitos voluntários no aeroporto, bem treinados e preparados para ajudarem os turistas.

Estamos vendo que os preços praticados nos restaurantes e hotéis no Rio estão cada vez mais altos, e a tendência é que aumentem ainda mais com a proximidade dos jogos. Como lidar com isso?
Nós também tivemos que trabalhar esse aspecto em Atlanta. Nos reunimos com os donos de hotéis e a maioria deles assinou um acordo para manter um preço limite considerado justo. Com a alimentação não temos tanto controle, mas cabe ao consumidor escolher se vai pagar mais caro ou não. O que recomendamos é que denunciem os preços abusivos, porque isso será prejudicial à cidade.

Há bastante questionamento por parte dos brasileiros em relação aos gastos com a construção de estádios e outras estruturas, já que muitos deles não serão utilizados após os jogos. Qual a sua opinião sobre isso?
Antes dos eventos, haverá um frenesi de gastos, e a melhor coisa é tentar contê-los. Mas posso garantir que pelo menos metade das coisas que serão construídas ficarão sem uso depois dos jogos. No entanto, não é um fenômeno incomum que alguns dos estádios fiquem inativos após os jogos, isso na verdade é um padrão. O que os brasileiros têm que se preocupar é em garantir que os jogos funcionem bem, que os brasileiros possam se orgulhar e se sintam honrados por realiza-los. A lembrança da Olimpíada precisa ser boa, e não que dê a sensação de que alguém enriqueceu as suas custas.

O modelo adotado por Barcelona na realização dos Jogos Olímpicos é visto como um exemplo de sucesso a ser seguido. Como o Rio pode se espelhar nessa experiência?
A Espanha investiu muito com o pretexto dos Jogos Olímpicos e melhoraram muito o país. Mas o que falam sobre o sucesso do turismo em Barcelona após os jogos é um pouco exagerado. É uma ilusão dizer que lá foi tudo perfeito, pois eles tiveram muitos problemas. Na época, os catalães achavam que a cidade estava sendo desenvolvida, e a população estava ficando de fora e houveram muitos protestos, como é possível que aconteça no Brasil. Comparar o Rio a Barcelona não é o ideal. O Rio deve encontrar seu próprio caminho. A cidade tem a oportunidade de mostrar sua cultura e eu não compararia a nenhum outro lugar. Sejam vocês próprios, sejam brasileiros.
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