Fale conosco - Downloads - Notícias
Home
Notícia
<< Voltar

Prêmio Brasil Ambiental tem vencedores

20/09/2013 em Sustentabilidade
Com o objetivo de prestigiar as melhores práticas empresariais na área de sustentabilidade em curso no País, AmCham Rio anuncia vencedores da nona edição do Prêmio Brasil Ambiental
Recuperar a fauna marinha na Baía de Sepetiba e mobilizar mais de 240 mil jovens em programas de educação para a sustentabilidade são dois exemplos dos bons resultados obtidos quando a capacidade de gerenciamento e inovação das empresas é colocada a serviço do meio ambiente. Ambas as iniciativas figuram entre os sete vencedores da nona edição do Prêmio Brasil Ambiental, realizado anualmente pela Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (AmCham Rio), por meio de seu Comitê de Meio Ambiente.

A premiação é uma forma de reconhecer e prestigiar, entre as empresas que atuam no Brasil, as melhores práticas ambientais. Ao todo, 40 projetos de empresas de diversos setores foram inscritos nas sete categorias do prêmio: Responsabilidade Socioambiental; Gestão de Resíduos Sólidos; Inovação Ambiental; Emissões Atmosféricas; Uso Racional de Recursos Hídricos; Preservação e Manejo de Ecossistemas; Patrimônio Cultural Brasileiro. A festa de entrega dos prêmios reuniu cerca de 200 pessoas, entre empresários e autoridades, que foram, no dia 19 de setembro, à cerimônia no Parque das Ruínas, em Santa Teresa, Centro do Rio.

Conforme manda a tradição, a cada ano um tema de preocupação nacional ganha destaque. Em 2013, os projetos de preservação do patrimônio cultural brasileiro concorreram numa categoria especial, que ressalta a importância da preservação da identidade, da memória e da própria história do País, explica a presidente do Comitê de Meio Ambiente da AmCham Rio, Kárim Ozon.

Para o diretor-geral do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), Paulo Eduardo Vidal Leite Ribeiro, convidado de honra da cerimônia, iniciativas como a do Prêmio Brasil Ambiental reforçam a importância de valorizar o patrimônio cultural não só como um resgate da história das cidades e das comunidades, mas como uma ação que pode ser transformada em geração de renda. Ele deu como exemplos o jongo e a cachaça, que estão sendo resgatados e utilizados como motor de melhoria da qualidade de vida das comunidades. “O patrimônio não olha o passado com um olhar saudosista e, sim, mira o futuro para que possamos guardar aquilo que há de melhor como herança e como forma de melhorar a qualidade de vida das pessoas”, afirmou.

O superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Rio de Janeiro, Ivo Matos Barreto Júnior, também convidado de honra, comparou a preservação do patrimônio cultural aos investimentos em saúde e educação: “São referências da população dentro de seu próprio território. É essencial não só preservar a diversidade ambiental como também a cultural, que une nossa cultura com o que recebemos da natureza. O que vem sendo descoberto no Rio de Janeiro, principalmente nos projetos na Zona Portuária, revela um pouco do conhecimento que nós não tínhamos”.

“O Prêmio Brasil Ambiental é uma contribuição da AmCham Rio para a conservação, preservação e recuperação das partes ambiental, social e cultural do País. É um reconhecimento público de ações e projetos inovadores que podem fazer diferença no futuro. Com a divulgação de bons exemplos, esperamos que cada vez mais empresas adotem práticas que tenham como meta a valorização do Brasil em todas as suas esferas”, ressaltou Roberto Ramos, presidente da entidade.

A premiação teve patrocínio apresenta da BP, patrocínio da Chevron e da Coca-Cola Brasil, copatrocínio da Odebrecht Óleo e Gás e apoio da prefeitura do Rio de Janeiro. Confira a seguir os projetos vencedores da nona edição do Prêmio Brasil Ambiental.

O vencedor da categoria especial foi o Programa de Gestão do Patrimônio Arqueológico, Histórico e Cultural da Usina Hidrelétrica (UHE) Jirau – A Gestão do Conhecimento Através das Mídias Sociais, da empresa GDF SUEZ Energy Brasil. Iniciadas em abril de 2009, suas atividades incluem medidas compensatórias para proteção e preservação do patrimônio histórico e cultural.

De acordo com Isac Teixeira, diretor de Operações da Energia Sustentável do Brasil S.A. (ESBR), concessionária da UHE Jirau, parte do material resgatado foi levado para o Centro Cultural de Nova Mutum Paraná, localidade construída pela ESBR nas proximidades do empreendimento. “O local é aberto diariamente para visitantes, com guias e atendimento ao público”, disse Isac.

Com a assinatura de um termo de cooperação técnica entre a ESBR, a Santo Antônio Energia S.A. (concessionária da UHE Santo Antônio), a Fundação Universidade Federal de Rondônia, o Iphan e a Advocacia-Geral da União será possível estudar a viabilidade de construir um local na universidade para a guarda e curadoria do material arqueológico resgatado nas áreas. “O programa também abrange a realização de eventos com a comunidade, além da publicação do livro Memórias de Rondônia e a produção da Cartilha Patrimonial, que será distribuída em escolas da área de influência direta do empreendimento e no município de Porto Velho”, explicou o diretor.

Outra iniciativa da UHE Jirau, desta vez voltada para a mitigação de gases de efeito estufa adicionais, permanentes e mensuráveis no longo prazo, levou o troféu da categoria Emissões Atmosféricas. Este é o maior projeto de energia renovável registrado como Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), da Organização das Nações Unidas (ONU). De acordo com o vice-presidente de mercado de carbono da GDF SUEZ Latin America, Philipp Hauser, além de atender aos objetivos essenciais do MDL, de prover mitigação de gases de efeito estufa, a construção da hidrelétrica Jirau evitou a instalação no Brasil de novas centrais termelétricas queimando combustível fóssil.

“Hoje já podemos demonstrar que o objetivo de contribuir com o desenvolvimento sustentável da região foi alcançado. O relatório da auditoria independente segundo o Protocolo de Avaliação da Sustentabilidade de Hidrelétricas permite analisar de forma transparente o perfil de sustentabilidade em 20 critérios de natureza econômica, técnica, ambiental e social. O projeto Jirau obteve nota máxima em 11 de 20 critérios avaliados. Isso é uma prova de que estamos no caminho certo”, comemorou Hauser.

A água também é parte fundamental do programa ganhador da categoria Preservação e Manejo de Ecossistemas. O projeto Fazenda Marinha da Vale foi criado com o objetivo de estimular o aumento da fauna aquática na Baía de Sepetiba. O projeto, que existe desde 1996, funciona no Terminal da Ilha Grande, em Mangaratiba, no Rio de Janeiro, e é voltado para a educação ambiental e capacitação de moradores que dependem da pesca.

Entre as ações realizadas estão a soltura de camarões da espécie F. brasiliensis, o popular camarão-rosa. Ao longo dos anos, mais de 15 milhões de camarões já foram lançados na baía. A Fazenda Marinha também oferece à comunidade cursos de maricultura. Desde 2005, mais de 480 pessoas já foram treinadas, dando origem a diversas associações que hoje se dedicam à cultura de ostras, mexilhões e conquilhas como fonte de renda. O projeto tem um laboratório técnico em que é possível acompanhar todos os estágios de desenvolvimento da maricultura, podendo identificar oportunidades de melhoria das matrizes e possíveis alterações do ecossistema local.

“Esses moluscos têm um alto valor comercial, e a venda pode representar um significativo aumento da renda para essas famílias que dependem, quase que exclusivamente, da pesca. Conhecer detalhadamente o processo nos ajuda na orientação técnica aos maricultores visando minimizar ao máximo as perdas de produção. Além disso, o cultivo representa um ganho para o meio ambiente porque durante a fase de crescimento as espécies realizam desovas a cada 45 dias, colaborando com o repovoamento da fauna marinha na região”, destaca Bruno Guillon, gerente de Meio Ambiente da Vale.

Já o Projeto Heróis do Futuro, do Sistema Firjan/Sesi, foi o vencedor na categoria Ações de Responsabilidade Socioambiental. O objetivo do projeto foi sensibilizar os jovens sobre diversos temas ambientais debatidos durante a Rio+20, em 2012.

Para atrair os jovens para a discussão no âmbito do desenvolvimento sustentável e da economia verde, entre outros temas, foi criado um filme/game em 3D. O roteiro envolve quatro personagens: Duda, Sofia, Dedé e Bia. Essa turma de amigos se une para mudar a rotina de uma vila de moradores do Rio, incentivando a vizinhança a tomar atitudes sustentáveis, como economizar água e reciclar o lixo.

Com versão em inglês, o jogo virtual, que ainda está disponível na internet, teve as categorias Livre, aberta a pessoas de qualquer país do mundo, de 10 anos ou mais, e Escolar, voltada para alunos jovens e adultos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental das redes municipal, federal e particular do Rio, além de estudantes da rede Sesi e Senai. Dividida em duas etapas e jogada por equipes de dois a cinco participantes, incluindo um líder, a atividade promove o debate de temas como resíduos, saneamento, transporte e poluição.

“O Heróis do Futuro foi um grande projeto de educação e comunicação ambiental ao qual nos dedicamos durante um ano. Temos muito orgulho do resultado deste projeto, que obtivemos a cada dia, em cada apresentação dentro das salas de aula por onde passamos. Receber um prêmio de uma instituição séria e de renome como a AmCham Rio é muito importante porque impulsiona a divulgação da metodologia e dos resultados de nosso projeto, estimulando outras instituições a se dedicar a trabalhos semelhantes. Além disso, o reconhecimento nos incentiva a buscar novos desafios futuros”, afirma Luís Augusto Azevedo, gerente de Meio Ambiente do Sistema Firjan.

No Projeto Ecoácido (Processo Ecológico de Reciclagem de Solução Eletrolítica de Baterias Usadas Tipo Chumbo-Ácido) do grupo Antares Reciclagem, vencedor na categoria Inovação Ambiental, o objetivo é prevenir impactos ambientais e danos potenciais à natureza e à saúde humana. Com esses cuidados, não apenas o meio ambiente é beneficiado com uma forma mais limpa e segura de produção como também as empresas recicladoras de baterias conseguem obter sensíveis reduções de gastos com reagentes e deposição de lodos. De acordo com o diretor do grupo Antares Reciclagem, Almir dos Santos Trindade, especialista em Engenharia Sanitária e Ambiental, a empresa, que é pioneira na tecnologia, já implantou 11 Unidades de Reciclagem de Ácido (URAs) em recicladoras de baterias de chumbo-ácido do Brasil, em São Paulo, no Paraná e em Santa Catarina. Outras quatro URAs estão em fase de implantação, sendo duas em Goiás, uma no Rio Grande do Sul e outra em São Paulo. Esta é a primeira vez que a empresa participa do Prêmio Brasil Ambiental, e já começa sendo premiada.

“A implantação do Projeto Ecoácido pelas indústrias recicladoras de baterias vem ao encontro do desenvolvimento sustentável, à medida que transforma um resíduo tóxico em matéria-prima recuperada para outros processos industriais, contribuindo para a sociedade, gerando desenvolvimento social, preservando o meio ambiente e os recursos naturais para atuais e futuras gerações”, afirmou.

Dar a disposição mais adequada ao lixo também é a preocupação do projeto City Tower, vencedor da categoria Gestão de Resíduos Sólidos. Trata-se de uma política de coleta seletiva dos resíduos gerados pelo condomínio com o objetivo de proteger o meio ambiente e a saúde pública, além de conservar os recursos naturais e minimizar a deposição em aterro sanitário ou incineração. Com esses cuidados, a iniciativa permite a redução da contaminação do meio ambiente. O projeto abrange todos os funcionários, o proprietário e usuários fixos, que hoje somam em torno de 1.800 pessoas. Mas sua abrangência é mais ampla, e a ideia é que o projeto não fique restrito ao edifício, localizado no Centro do Rio.

A política inclui a compra sustentável de bens de consumo não duráveis no interior do edifício e fica sob o controle da gestão local. O empreendimento busca a redução dos resíduos, incentivando a redução do consumo de alguns itens de papelaria como papéis e cartuchos ou toners de impressora, envelopes, cartões e outros produtos. O uso de baterias recarregáveis também é incentivado no projeto, que está implantado há cerca de um ano. “Existem programas de educação e treinamento para toda a organização envolvida, com o objetivo de promover e manter os objetivos dessa política”, ressaltou Christiane Durante, gerente de Infraestrutura da Jones Lang LaSalle, responsável pela gestão do condomínio City Tower.

O condomínio City Tower foi cadastrado no Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e vem emitindo Manifestos de Resíduos on-line para todos os resíduos gerados. O prédio fica aberto à visitação pública para que a comunidade conheça de perto o trabalho realizado e multiplique o projeto. A visita precisa ser agendada com 72 horas de antecedência.

Da cidade para o campo. Desenvolvido em parceria com a Associação dos Produtores de Erva-Mate (Apromate) e a Embrapa, o Programa Tractebel Energia de Proteção de Nascentes, vencedor da categoria Uso Racional de Recursos Hídricos, tem como objetivo conscientizar a comunidade de Machadinho, no Rio Grande do Sul, quanto à importância de proteger as nascentes de água localizadas na região.

O projeto prevê a sensibilização de cerca de 90 famílias que cultivam erva-mate e a identificação de nascentes e matas ciliares existentes nas propriedades rurais. Inclui, ainda, a implantação de medidas de proteção, o reflorestamento das áreas de abastecimento dos lençóis freáticos e a distribuição à comunidade de uma cartilha sobre conservação da água.

Ao todo, 27 nascentes estão sendo protegidas, envolvendo cerca de cem pessoas de 25 propriedades localizadas na zona rural do município. Entre os principais destaques do programa, criado em 2011, estão as ações desenvolvidas na Usina Hidrelétrica Machadinho, no Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, e na Usina Hidrelétrica Salto Santiago.


“Para as equipes da Tractebel Energia, o mais importante é relatar, por meio de cases, tudo que a empresa faz no sentido de preservar e regenerar a natureza, a biodiversidade e o meio ambiente em que vivemos, buscando com isso a criação de sinergias e exemplos que devem se multiplicar para um ambiente sustentável com os recursos existentes da natureza”, afirmou o diretor de Produção de Energia, José Carlos Cauduro Minuzzo.
A premiação teve patrocínio da Chevron e da Coca-Cola Brasil, copatrocínio da Odebrecht Óleo e Gás e apoio da Prefeitura do Rio de Janeiro.

Confira a seguir os projetos vencedores da 9ª edição do Prêmio Brasil Ambiental:

CATEGORIA: PATRIMÔNIO CULTURAL BRASILEIRO
Projeto: Programa de Gestão do Patrimônio Arqueológico, Histórico e Cultural da UHE Jirau - A Gestão do Conhecimento através de Mídias Sociais
Empresa: GDF SUEZ Energy Brasil
Resumo: Programa voltado à pesquisa sistemática e intensiva das áreas atingidas pela obra da hidrelétrica, incluindo pesquisas arqueológicas preventivas para garantir a integridade do patrimônio presente antes da implantação do empreendimento. As mídias sociais foram utilizadas para o envolvimento da comunidade local e divulgação de resultados.

CATEGORIA: RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL
Projeto: Heróis do Futuro
Empresa: Sistema Firjan / SESI
Resumo: Projeto voltado à educação para a sustentabilidade que sensibilizou mais 240 mil jovens, entre 11 e 15 anos de idade, da rede pública de ensino, tendo como base os temas debatidos na Rio+20.

CATEGORIA: PRESERVAÇÃO E MANEJO DE ECOSSISTEMAS
Projeto: Fazenda Marinha
Empresa: Vale S.A.
Resumo: Projeto destinado ao monitoramento e o repovoamento da fauna marinha da Baía de Sepetiba, no Rio de Janeiro, com a promoção de educação ambiental e a melhoria de vida nas comunidades.

CATEGORIA: GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS
Projeto: City Tower
Empresa: Jones Lang Lasalle
Resumo: Política de coleta seletiva dos resíduos gerados pelo condomínio, com vistas à redução da quantidade, segregação na origem, controle e redução de riscos ao meio ambiente, assegurando o correto manuseio e disposição final.

CATEGORIA: INOVAÇÃO AMBIENTAL
Projeto: ECOÁCIDO (Processo Ecológico de Reciclagem de Solução Eletrolítica de Baterias Usadas Tipo Chumbo-Ácido)
Empresa: Antares Reciclagem LTDA
Resumo: Programa de desenvolvimento de tecnologia para viabilizar o ciclo completo de reutilização da bateria chumbo ácido, com a inclusão da reciclagem da solução eletrolítica, cujo descarte inadequado tem grande impacto ambiental e configura um desafio às indústrias recicladoras de baterias.

CATEGORIA: USO RACIONAL DE RECURSOS HÍDRICOS
Projeto: Programa Tractebel Energia de Proteção de Nascentes
Empresa: Tractebel Energia
Resumo: Programa de preservação de recursos hídricos a partir da minimização dos impactos ambientais das atividades da empresa, com vistas à melhoria do desempenho na prevenção e controle da poluição.

CATEGORIA: EMISSÕES ATMOSFÉRICAS
Projeto: Projeto Contribuição da Usina Hidrelétrica (UHE) Jirau para a mitigação de Gases de Efeito Estufa e para o Desenvolvimento Sustentável Brasileiro
Empresa: GDF SUEZ Energy Brasil
Resumo: Projeto da UHE Jirau para a mitigação de gases de efeito estufa adicionais, permanentes e mensuráveis no longo prazo. Figura como o maior projeto de energia renovável registrado como Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) da ONU.
Agenda

mantenedores

OURO

PRATA

  • Praça Pio X, 15 / 5º andar – Centro
    CEP: 20040-020 – Rio de Janeiro/RJ
  • + 55 (21) 3213-9200
    Fax: 55 (21) 3213-9201
  • amchamrio@amchamrio.com
Redes AmChamRio
  • COPYRIGHT © 2012.