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Brasil precisa diversificar fontes de energia de base

26/08/2013 em Energia

Para o secretário de Desenvolvimento e Planejamento Energético do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura Filho, Brasil desperdiça potencial hidrelétrico


O potencial de expansão da hidroeletricidade
brasileira acabará entre 2035 entre 2040, em função do cenário e de questões
ambientais, afirmou nesta segunda-feira (26) o secretário de Desenvolvimento e
Planejamento Energético do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura Filho.
O executivo, que participa da Brazil Energy and Power (BEP), realizada pela
Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (AmCham Rio), disse que o País
precisará analisar outras fontes de geração de base.



Segundo ele, o Brasil deixa de utilizar 100 mil
megawatts de potencial elétrico devido aos impedimentos ambientais para a
instalação de novas usinas.  Altino
destacou que o País está inovando, mas de forma negativa. "Nenhum país do
mundo faria isso com um recurso tão nobre como é o hidrelétrico", disse.



Ele afirmou que as fontes de energia renováveis
têm papel complementar na matriz energética brasileira, mas não se sustentam
como geração primária. “Biomassa, eólica e solar são fontes marginais. Serão
importantes para compor a matriz e manter a característica de baixo uso de
fontes fósseis”. 



O executivo destacou ainda que o gás natural pode
ganhar destaque na matriz energética brasileira após a 12ª rodada de leilões da
Agência Nacional de Petróleo, que será realizado em novembro. Ventura afirmou
que após o leilão será lançada uma nova licitação para a construção de usinas
térmicas na boca dos poços. Desta forma, a energia gerada vai diretamente para
a linha de transmissão, sendo escoada para o restante do País sem a necessidade
de gasodutos.



O secretário destacou que as usinas na boca do
poço tornarão o gás mais competitivo e podem fortalecer sua participação na matriz
energética. "Estamos confiantes e acreditamos que haverá grande oferta de
gás em terra. Esse gás vai entrar na rede de forma mais permanente e não
significa que o consumidor vai pagar mais caro por essa energia”.



Sobre a participação das fontes renováveis na
matriz brasileira, o presidente da Cluster Bioenergia, João Carlos de Souza
Meirelles, afirmou que o setor sucroalcooleiro deve ser melhor explorado para a
produção de energia elétrica e biodiesel. “Precisamos investir em tecnologia e
desenvolver melhorias genéticas na cana-de-açúcar. A política de bioenergia no
Brasil precisa contemplar esse potencial gigantesco que o País tem”, disse.



O diretor-geral do Centro de Estratégias em
Recursos Naturais e Energia (Cerne), Jean-Paul Prates, destacou a energia solar
como uma importante fonte complementar na matriz energética brasileira. “É
preciso acabar com o mito de que a energia solar ainda não é viável. Ela já é
realidade no Brasil, não para leilões, mas para micro geração, que será o nicho
no País”, disse.



O painel Fontes Renováveis de Energia na Matriz
Energética Brasileira foi moderado pela presidente do comitê de Meio Ambiente
da AmCham Rio, Kárim Ozon.




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