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Roberto Azevêdo prevê avanços nas discussões multilaterais

06/08/2013 em Relações bilaterais

Novo diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo, participou nesta terça-feira (06), de almoço organizado pela AmCham Rio e pelo Sistema Firjan e se mostrou otimista com as rodadas de Doha e Bali

O novo diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo, fala para empresários durante almoço no Rio

O novo diretor-geral da Organização Mundial do
Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, afirmou nesta terça-feira (06) que a próxima
conferência de Bali, na Indonésia, prevista para dezembro, definirá os
parâmetros de discussões multilaterais sobre facilitação do comércio, agricultura,
segurança alimentar e administração de cotas tarifárias.



Segundo ele, a reunião deverá preparar terreno
para a retomada das negociações da Rodada de Doha, estagnadas desde 2008, e criar
um clima para a conversa de Doha. “A reunião de Bali não resolverá todos os
problemas, mas dará uma sinalização sobre a retomada das conversas.
Há 20 anos não há um acordo
negociado multilateralmente
”, disse o
embaixador, em almoço organizado pela Câmara de Comércio Americana do Rio de
Janeiro (AmCham Rio) em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do
Rio de Janeiro (Firjan), no Rio de Janeiro.



Azevêdo também falou sobre a questão cambial, que
é vista por ele como um problema sério e difícil de ser resolvido no curto
prazo. Segundo o embaixador, a questão não será solucionada no âmbito da OMC,
nem das demais organizações internacionais. “Podemos oferecer uma situação
confortável aos países preocupados com o tema. Os ajustes cambiais podem ser debatidos
entre os chefes de estado na OMC, mas a solução não cabe à organização”.



Sobre a Rodada de Doha, o embaixador disse que é possível
haver avanço nas negociações, mas será difícil e demandará criatividade,
diálogo e horizontalização. "O impasse que há está no núcleo das
negociações. A negociação deve ser feita de maneira mais estratégica”. Ele
afirmou ainda que desde 2008 não há discussões sobre a retomada das negociações
de Doha. “É preciso promover o diálogo”.



Segundo ele, um dos impasses surgiu após o crescimento dos países emergentes na
economia global após 2008, o que aumentou a competitividade e a disputa por
mercados globais. “Cerca de 50% do crescimento mundial desde 2008 foi dos
países emergentes, que desde então não são mais vistos como aqueles que precisam
de ajuda. Isso acabou”.



De acordo com o embaixador, houve aumento moderado
do protecionismo após a crise econômica de 2008, porém, as medidas adotadas não
são muito abrangentes. Segundo ele, 80% das medidas restritivas tomadas após a
crise continuam em vigor.



Azevêdo assumirá o cargo de diretor-geral da OMC em
setembro para um mandato de quatro anos. O evento contou apresentações dos
presidentes da AmCham Rio, Roberto Ramos, e do Sistema Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa
Vieira.










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