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Roberto Azevêdo: um humanista na OMC

24/07/2013 em RELAÇÕES INTERNACIONAIS

Novo diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo, participará de evento realizado pela Amcham Rio e Sistema Firjan no dia 6 de agosto, onde falará sobre os principais objetivos e desafios de sua gestão

O diplomata Roberto Azevêdo é representante do Brasil na OMC desde 2008, onde é considerado o diplomata brasileiro mais experiente em negociações comerciais

Por Sol Mendonça



Em setembro deste ano, o diplomata brasileiro
Roberto Azevêdo tomará posse como novo diretor-geral da Organização Mundial do
Comércio (OMC). Trata-se de feito inédito para o Brasil. Ele é o primeiro
brasileiro e latino-americano a comandar o órgão. Nascido na Bahia, em 1957,
Azevêdo foi indicado ao cargo pela presidente Dilma Rousseff, no fim do ano
passado, e venceu a disputa contra outros oito candidatos para assumir a vaga,
antes ocupada pelo francês Pascal Lamy. Azevêdo cumprirá mandato de quatro
anos.

Representante do Brasil na OMC desde 2008, ele é
considerado o diplomata brasileiro mais experiente em negociações comerciais,
bem preparado e com bom trânsito dentro da OMC. Azevêdo venceu a disputa com o
mexicano Herminio Blanco, conquistando 93 dos 159 votos. O brasileiro teve o
apoio do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), além dos
países de língua portuguesa e de várias nações da América Latina, Ásia e
África.


Azevêdo tem um currículo vultoso, em uma
trajetória de 16 anos: nos anos 1990, foi o primeiro secretário na Missão do
Brasil, em Genebra. Além disso, foi subsecretário para Assuntos Econômicos e
Comerciais; coordenador do G20 e negociador chefe do Brasil na Rodada Doha. Em
seu discurso, ainda como candidato, ele afirmou que chegou a Genebra dois anos
após a criação da OMC e nunca se afastou de lá definitivamente. Segundo ele,
mesmo quando era residente em Brasília, passava boa parte do tempo na cidade
suíça participando das negociações.

Ainda em seu discurso como candidato no processo
de eleição, Azevêdo defendeu o comércio como um elemento integrante e
indispensável para o crescimento e o desenvolvimento de toda e qualquer
economia; afirmou que a capacidade de competir nos mercados é um indicador
confiável de sustentabilidade de qualquer modelo econômico. No entanto, alertou
que o comércio não pode ser tomado como um objetivo em si, mas deve estar
sempre a serviço da melhoria das condições de vida das pessoas e das famílias e
a garantia do pleno emprego. “O que fazemos na OMC tem um impacto direto sobre
a qualidade de milhões de vidas em todo o mundo. Mas lembrem-se: o que não
fazemos também as afeta”, alertou ele, que também enfatizou a necessidade de se
encontrar maneiras de fazer com que o sistema saia da estagnação no que se
refere às rodadas para as negociações multilaterais. Sem isso, será incapaz de
lidar com as demandas atuais do mundo.

O novo diretor-geral da OMC é, sobretudo, um defensor
do sistema multilateral de comércio como a principal ferramenta para a
liberalização do comércio. Sobre o Brasil, em entrevista posterior à escolha de
seu nome para o maior cargo da OMC, ele considerou a vocação do País para o
comércio globalizado e lembrou que o Brasil tem tido boa atuação nos mecanismos
de solução de controvérsia de maneira bem positiva.

Para debater os principais objetivos e desafios de
sua gestão na OMC, Azevêdo participará de evento realizado pela Amcham Rio e
pela Firjan no dia 6 de agosto. Interessados devem entrar em contato com Ana
Paula Macieira no telefone (21)3213-9200 ou no e-mail:
anamacieira@amchamrio.com







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