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“O Brasil não pode mais alegar ser um país em desenvolvimento”, afirmou o vice de Obama

29/05/2013 em Relações bilaterais
Em pronunciamento no Rio de Janeiro na última quarta-feira (29), o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou oficialmente a visita da presidente Dilma aos EUA em 23 de outubro.
O vice-presidente dos EUA, Joe Biden, em pronunciamento no Rio, e o presidente da Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro, Roberto Ramos, na última quarta-feira, 29. (Foto: Ivo Gonzalez/ Agência O Globo)
“Tenho uma má notícia para vocês: o Brasil não é mais um País em desenvolvimento”, afirmou o
vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, nesta quarta-feira (29), em visita ao Rio de Janeiro. Em pronunciamento para convidados e imprensa no Píer Mauá, na zona portuária da cidade, Biden ressaltou a proeminência conquistada pelo Brasil ao longo das últimas duas décadas e a responsabilidade que esta relevância no cenário econômico mundial exige. "Vocês já se desenvolveram e esta é uma má notícia, porque a cobrança é muito maior. É preciso assumir os ônus desse desenvolvimento, se posicionar e desempenhar seu papel de liderança no hemisfério sul de forma positiva", afirmou.

Biden destacou o potencial brasileiro em áreas como energia, segurança alimentar e social. "O Brasil é a sétima maior economia do mundo e se tornou notável nos últimos 20 anos. Os programas sociais brasileiros, que tiraram 40 milhões de pessoas da miséria, são estudados e copiados em todo o mundo”, frisou. O programa Ciência sem Fronteiras foi objeto de elogios do vice-presidente ao exemplificar como mecanismos de incentivos à educação beneficiam o desenvolvimento dos países e estreitam as relações com outros países.

O vice de Barack Obama afirmou que os EUA estão de portas abertas e que um dos interesses do país é atrair investimentos brasileiros que fortaleçam a relação bilateral. “Temos as duas economias mais inovadoras do mundo e podemos gerar renda e empregos”, completou. Ele citou ainda as oportunidades de negócios entre empresas no setor de aviação, como é o caso da americana Boeing e a Empresa Brasileira de Aviação (Embraer).

Para ele, o ano de 2013 será marcado como uma “nova era” entre o Brasil e os EUA. “Hoje o comércio entre os dois países movimenta US$ 100 bilhões por ano. Podemos chegar a US$ 500 bilhões por ano”. Segundo ele, uma das prioridades do governo americano é estabelecer mecanismos de cooperação na área de energia. “O Brasil é líder global no setor de biocombustíveis e energias renováveis. Imaginem o que essas duas nações podem fazer juntas”, reforçou.

O vice-presidente americano evidenciou como mais uma conquista do Brasil na projeção internacional a eleição do embaixador Roberto Azevêdo como diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) e afirmou que o País pode, com este destaque, exercer maior liderança no processo de ampliação das relações comerciais em todo o mundo. Ele reforçou ainda que os EUA estão trabalhando para facilitar a emissão de vistos para brasileiros.

O presidente da Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro, Roberto Ramos, fez as apresentações do vice-presidente no evento e falou sobre a importância das ações de cooperação entre Brasil e Estados Unidos. Ramos ressaltou também a necessidade de fortalecer esses laços de modo a impulsionar o desenvolvimento econômico e social. “A Amcham Rio trabalhará ativamente na multiplicação de parcerias e ações bilaterais relacionadas especialmente aos segmentos de energia, entretenimento, logística e infraestrutura, seguros e resseguros, sustentabilidade e turismo”, disse.

Entre as autoridades presentes na cerimônia estavam o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral; o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes; o vice-governador do Governo do Estado, Luiz Fernando Pezão; o embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon; o cônsul-geral dos EUA no Rio, John Creamer.

Durante a tarde, Joe Biden visitaria o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), unidade da Petrobras na UFRJ, de onde seguiria para uma reunião no Parque Tecnológico da universidade, com Jorge Gerdau, presidente do conselho administrativo do grupo Gerdau; Eunice de Carvalho, gerente da Chevron no Brasil; Donna Hrinak, presidente da Boeing Brasil; Roberto Ramos, CEO da Odebretch Óleo & Gás e presidente da Amcham Rio; Carlos Levi, reitor da UFRJ.

Assista ao pronunciamento completo em www.whitehouse.gov/photos-and-video/video/2013/05/30/remarks-vice-president-us-brazil-relations
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