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Indústria Audiovisual brasileira é tema de seminário na Amcham Rio

28/05/2013 em Entretenimento
O seminário teve como objetivo apontar as ferramentas necessárias para a lei de incentivo fiscal na produção, distribuição e exibição das obras audiovisuais.
A Câmara Americana de Comércio do Rio de Janeiro promoveu nesta terça-feira (28/05) o debate “Indústria Audiovisual – Como investir? Leis de incentivos, Projetos e Conteúdo Local”. O seminário, que aconteceu na sede da Amcham Rio, teve como objetivo apontar as ferramentas necessárias para a lei de incentivo fiscal na produção, distribuição e exibição das obras audiovisuais. O encontro teve como debatedores os principais atores do setor, bem como advogados especializados em entretenimento.

O presidente do Comitê de Entretenimento, Esportes e Cultura da Amcham Rio, Steve Solot, abriu o primeiro painel destacando as virtudes do Brasil neste ramo. “O Estado é um polo de entretenimento, vide os grandes eventos que já aconteceram e irão acontecer por aqui. Diante desse cenário, o audiovisual é um setor de oportunidade de negócios, inclusive para estrangeiros. No entanto, para eles ainda é difícil entender determinados processos do mercado brasileiro”, destacou Solot.

Dirceu Pereira de Santa Rosa, advogado especialista em entretenimento, ressaltou o pioneirismo e o protagonismo do Rio no setor de entretenimento. “É uma área em franca expansão por aqui, cujos dados mostram que crescerá cerca de 10% até 2016. É uma das poucas indústrias que não migrou para São Paulo. Entretanto, justamente por causa do aquecimento econômico do Estado fluminense, precisamos cada vez mais de profissionais sérios e capacitados”, frisou. O crescimento do mercado cinematográfico foi tema da palestra do também advogado Fabio Cesnik. O Brasil, segundo ele, é o décimo país em venda de entrada de cinema no mundo. “As estimativas são muito boas. Hoje o País vende 800 milhões de reais em bilhetes todos os anos e estudos apontam que no futuro 30% da receita no mundo dessa indústria virá dos chamados BRIC´s, ou seja, Brasil, Rússia, Índia e China”, ponderou o especialista do Cesnik, Quintino e Salinas Advogados.

A diretora-executiva do Festival do Rio, Walkíria Barbosa, citou exemplos práticos das vantagens de se investir em cinema. “Faço parte de uma empresa que tem em seu portfólio obras como “Se eu fosse você”, onde foram utilizados investimentos privados sem renúncia fiscal. Mesmo assim, as empresas patrocinadoras tiveram significativos retornos com mídia espontânea, por exemplo. Entretanto, um desafio ainda é o mercado exibidor, pois existem poucas salas”. Outro participante do evento promovido pela Amcham Rio, Rodrigo Camargo, da Ancine, ressaltou que o Brasil tem hoje uma sala para cada 18 mil habitantes. Em 2015, o País deve contar com mais 3.000 espaços de exibição de conteúdo cinematográfico. Rodrigo coordena o Núcleo do Fundo Setorial do Audiovisual da Ancine, que financia projetos e promove o fomento da área. “Selecionamos mais de 80 projetos por ano, tanto para cinema, quanto para televisão, boa parte de diretores estreantes. A chamada nova lei da TV a cabo, que obriga as operadoras a veicular conteúdo independente nacional em sua grade de programação, vai potencializar o mercado. Só o Fundo Setorial tem orçamento para 2013 de cerca de R$ 830 milhões de reais.”

O gerente comercial da RioFilme, Rodrigo Guimarães, destacou a importância da entidade ligada à prefeitura carioca. “De 2009 a 2012 o montante investido pela RioFilme gerou mais de 8 mil postos de trabalho. Apesar disso, com o aquecimento do mercado é preciso mais. Temos um gargalo de infraestrutura no setor, pois precisamos de trabalhadores capacitados, espaços e equipamentos de ponta. Tem um programa de capacitação que só neste ano terá mil vagas. Capacitação e a nova legislação (Lei 12.485) também foram abordados pelo Diretor-Executivo da Associação Brasileira de Produtores Independentes de Televisão, Mauro Garcia. O representante da ABPITV reassaltou que a norma visa contemplar uma nova classe socioeconômica que está tendo mais acesso a televisão paga, cinema e outras mídias. “Para esse aumento de demanda há necessidade do fortalecimento dessa indústria, como melhoria de gestão, para que se ganhe escala. Para facilitar o networking estamos promovendo encontros entre produtores e canais de TV e até com investidores que já enxergam no audiovisual um bom negócio”, finalizou Mauro Garcia.
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