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Eficiência Energética é tema de debate na Amcham Rio

19/04/2013 em Energia
Evento contou com a presença de especialistas, entre eles do secretário de Desenvolvimento e Planejamento Energético do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura Filho, e debateu políticas públicas para o setor e os investimentos destinados à área
O secretário de Desenvolvimento e Planejamento Energético do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura Filho, em palestra no seminário da Amcham Rio
O Comitê de Energia da Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (Amcham Rio) realizou nesta sexta-feira (19/04) o seminário “Eficiência Energética: projetos, determinações e investimentos”, que contou com a presença de autoridades, especialistas e empresários. Foram debatidas políticas públicas para o setor e os investimentos destinados à área. O encontro reuniu importantes nomes do setor como o secretário de Desenvolvimento e Planejamento Energético do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura Filho, o gerente do Departamento de Projetos de Eficiência Energética da Eletrobras, Fernando Pinto Dias Perrone, o diretor de Energia da Wärtsilä Brasil, Jorge Alcaide, e o presidente do Comitê Brasileiro do Conselho Mundial da Energia, Norberto de Franco Medeiros. O debate foi mediado pelo chairperson do comitê, Manuel Fernandes, e a vice-chairperson, Claudia Monte.

Segundo os especialistas, 44% da energia produzida hoje no Brasil é proveniente de fontes renováveis, sendo a hidrelétrica o carro-chefe. A vantagem do País em relação a outros países é relativamente recente, já que na década de 1970, metade das fontes era de origem fóssil, consequentemente, mais poluente. De acordo com Altino Ventura, o Brasil tem uma meta de economizar 10% do consumo de energia elétrica até 2030. “Em termos de capacidade instalada passaremos de 117 mil MW – atingida em 2007 - para 197 mil MW em 2021, com prioridade às seguintes fontes: hidro, eólica e biomassa. Adotamos essa estratégia porque essas fontes têm grande capacidade de geração e são sustentáveis, além de mais competitivas”, ressaltou o secretário de Desenvolvimento e Planejamento Energético do Ministério de Minas e Energia.

Ele afirmou que o Brasil ainda utiliza pouco o gás natural para a geração de energia elétrica, mas essa produção deverá crescer. A exploração de gás natural em terra, segundo ele, cuja concessão estará na 12ª rodada de licitações, marcada para outubro, deve se destinar principalmente à produção de energia elétrica. "A solução é natural, porque o sistema elétrico precisa ter geração térmica de base, cujo combustível tenha um baixo custo”. De acordo com o secretário, essas usinas são necessárias aos sistemas brasileiros e a geração a gás se destaca por ser mais limpa. “É uma geração que cria condições favoráveis do ponto de vista ambiental e, sendo competitiva, é uma solução natural", defendeu Altino.

Ele explicou que o gás será mais competitivo porque será produzido por usinas termoelétricas instaladas "na boca dos poços" de gás, o que dispensaria a construção de novos gasodutos. Segundo Altino, as térmicas a gás serão usadas de forma complementar à matriz energética e poderão substituir o carvão mineral, que é mais poluente. Ele prevê ainda que a geração térmica, inclusive a nuclear, passará a ocupar um espaço maior na matriz brasileira a partir de 2025, quando o potencial das hidrelétricas estiver mais perto do esgotamento.

O gerente do Departamento de Projetos de Eficiência Energética da Eletrobras, Fernando Perrone, falou sobre políticas públicas para a redução do consumo. De acordo com ele, em 2012 o Brasil consumiu 448 terawatt/hora de energia elétrica, sendo que os maiores consumidores foram a indústria e as edificações. Perrone mostrou entusiasmo principalmente em relação ao Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel). “No ano passado, a iniciativa atingiu mais de 9 bilhões de kilowatt/hora de economia de energia. O montante é equivalente ao consumo de quase 5 milhões de residências e equivalente a 2,03% da demanda total de energia do País”, avaliou o gerente da Eletrobras.

Na segunda parte do seminário, o diretor de Energia da Wärtsilä Brasil, Jorge Alcaide, destacou a diversidade da matriz energética brasileira. “O país tem espaço para todas as fontes. O uso de usinas térmicas a gás natural de forma complementar à geração a partir de fontes renováveis – como hidrelétricas e eólicas – contribui para manter a confiabilidade do sistema elétrico, o preço justo para a energia e o equilíbrio com os apelos ambientais”, frisou o executivo.

O último palestrante, o presidente do Comitê Brasileiro do Conselho Mundial da Energia, Norberto de Franco Medeiros, destacou que o tema eficiência energética é uma prioridade para muitos países. “Cerca de 70 nações aumentaram sua eficiência, o que é positivo. Apesar desse avanço, outros 30 diminuíram o índice. Diante desse quadro, temos que pensar que 2 bilhões de pessoas no mundo não têm acesso à forma comercial de energia.”, ressaltou Medeiros.
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