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Exportação e importação de executivos é tema de debate na Amcham Rio

10/04/2013 em Recursos Humanos
Os palestrantes indicaram que o País deixou de ser exportador de talentos individuais e passou a atrair executivos estrangeiros que apostam no bom momento da economia brasileira
A entrada de executivos estrangeiros no Brasil e a saída de talentos nacionais para o exterior foi tema do seminário “Importação e Exportação de Executivos: Novo panorama em Recursos Humanos e seus aspectos jurídicos”, promovido pelo Comitê de Recursos Humanos da Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (10/04). O evento reuniu administradores envolvidos com a área de exportação e importação de trabalhadores e especialistas em aspectos jurídicos dos trâmites da área.

A advogada Maria Luisa Souza da Silveira, sócia do Veirano Advogados, explicou aspectos legais da vinda de executivos de outros países. Segundo ela, existem dois tipos de vistos possíveis para importação de mão de obra: Visto Temporário de Trabalho e Visto Permanente de Trabalho. Este último, quando condicionado, vincula o trabalhador à empresa que o trouxe ao Brasil. “Com o advento de grandes eventos esportivos no País, o governo federal criou uma norma para desburocratizar os trâmites para a vinda de mão de obra envolvida nos eventos. Esse seria o objetivo dessa legislação. Entretanto, o processo que deveria ser priorizado não foi implementado ainda pelo Ministério do Trabalho”, ressaltou Maria Luisa.

A diretora da Mundivisas, Mariângela Martins Moreira, falou sobre as etapas do processo de transferência sob os aspectos migratórios e apontou o passo a passo legal para um trabalhador que pretende trabalhar no Brasil. “Hoje o governo brasileiro entende a necessidade de mão de obra estrangeira, mas exige que o processo de migração seja feito dentro das normas do País”, disse.

Segundo o especialista em mercado de trabalho da Fundação Getúlio Vargas, Fernando de Holanda Barbosa Filho, o Brasil passa atualmente por uma carência de mão de obra especializada e também de profissionais pouco qualificados. Ele explica, no entanto, que essa escassez é pontual, ocorrendo apenas em determinadas regiões e serviços que apresentaram crescimento nos últimos anos, como o setor de óleo e gás, indústria naval e a engenharia civil. “Deveríamos flexibilizar ao máximo a entrada de pessoas qualificadas no País. Assim daríamos o salto de qualidade profissional que precisamos”, afirmou o economista.

O sócio-diretor da Korn/Ferry International, Alexandre de Botton, relatou um fato novo de está ocorrendo nas empresas de recrutamento de executivos. “Nos últimos anos, recebemos cada vez mais currículos de altíssimo nível de pessoas que não possuem nenhum vínculo pessoal ou profissional com o Brasil. Isso não acontecia. A mudança demonstra o crescimento do país”, frisou.

Os palestrantes indicaram que o País deixou de ser exportador de talentos individuais e passou a atrair executivos estrangeiros que apostam no bom momento da economia brasileira. De acordo com os especialistas, o momento é propício para “capturar” capital humano estrangeiro, devido aos altos índices de emprego no Brasil e da crise mundial que afeta mais fortemente outros países.

O seminário teve o patrocínio do Grupo Case Benefícios e Seguros. Os painéis foram mediados pela chairperson do Comitê de Recursos Humanos da Amcham Rio, Claudia Danienne Marchi, e do vice-chairperson do Comitê de Recursos Humanos da Amcham Rio, Carlos Vitor Strougo.
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