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Brasil pode ser autossuficiente em óleo e gás

26/03/2013 em Energia
Exploração de gás não-convencional pode representar a autossuficiência energética para o Brasil, defende professor da UFRJ Edmar Almeida em evento na Amcham Rio
O Brasil pode apostar na autossuficiência na produção de óleo e gás. De acordo com o professor do Instituto de Economia e do Grupo de Economia de Energia da UFRJ Edmar Luiz Fagundes de Almeida, em palestra realizada durante reunião do Comitê de Energia da Amcham Rio, nesta terça-feira, 26 de março, é estrategicamente importante deixar de ser parte dos países que pagam mais caro pela energia e que dependem da importação de hidrocarbonetos. E, assim, estar entre as nações que podem atrair indústrias competitivas. O caminho para chegar a este objetivo pode ser a exploração do gás não-convencional, sendo que o mais conhecido é o gás de xisto.

O exemplo vem dos Estados Unidos. Hoje, o preço do combustível produzido pelos americanos é um dos mais baratos do mundo. A produção cresceu de 11 bilhões de metros cúbicos em 2000 para quase 140 bilhões de metros cúbicos em 2010. A expectativa é que, em 2014, as importações americanas de petróleo atinjam o menor nível em 25 anos. “Nos Estados Unidos há uma conjunção de fatores, que basicamente só existem lá, que são: o acesso fácil às áreas de produção, uma vez que o dono do solo é também proprietário do subsolo; a regulação leve; um mercado financeiro sofisticado; acesso fácil ao mercado; a aceitação social da atividade; e a estrutura da indústria de gás”, disse Almeida.

Neste país, há mais de dez mil produtores, ainda que as 30 maiores empresas produzam cerca de metade do gás comercializado. Além disso, os americanos contam com um processo de licenciamento simplificado, tanto que um poço pode ser perfurado num prazo de um a dez dias depois da empresa fornecer a documentação para os órgãos competentes.

O Brasil também tem potencial para a exploração de gás não-convencional. O combustível é o mesmo que o considerado convencional. A diferença é a jazida em que se encontra: retido em reservatórios de grande porosidade e permeabilidade. É necessário usar a técnica chamada de fraturamento para que um poço de gás de xisto entre em operação. Nela, os produtores injetam água e areia para a saída do combustível. “Essa revolução do gás de xisto é uma revolução para todo mundo, não só para o Brasil. A tecnologia existe, comprovada, não é ficção científica. Temos potencial no Brasil, com grandes áreas já identificadas em todo mundo com áreas de xisto ou areias compactas com gás e óleo”, explicou Almeida.
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