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Finep deve investir 14 bi de reais em P&D até 2014

em Telecomunicações e Tecnologia
O presidente da Finep, Glauco Arbix, falou, na manhã desta terça (13), em café da manhã organizado pelo Comitê de Tecnologia da Informação e Comunicação da Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro, para discutir as estratégias para fomento ao setor de TIC

A Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (Amcham RJ-ES), por meio do seu Comitê de Tecnologia da Informação e Comunicação, recebeu na manhã desta terça-feira, dia 13 de setembro, no Clube Comercial, no centro do Rio, o presidente da Finep, Glauco Arbix, para apresentar as estratégias de fomento para o setor de TIC. O chairman do Comitê de TIC da Câmara, Álvaro Cysneiros, deu as boas vindas à platéia e reforçou a intenção do grupo em liderar e fomentar debates que incentivem o empreendedorismo e que criem uma agenda única de inovação para o Estado e faça do Rio de Janeiro o principal pólo de inovação do País.

As empresas brasileiras são pouco inovadoras

Segundo Arbix, as empresas brasileiras investem muito pouco em inovação, mas começam a dar sinais de mudança. “As questões de tecnologia e inovação ocupam um lugar-chave para a evolução dos países. É necessário desenvolver a inovação. O Brasil investe hoje, US$ 24,2 bilhões em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), número não tão significativo se comparado ao valor cheio dos Estados Unidos, que investem US$ 398,2 bilhões (dados de 2008). Porém, em termos do PIB, o Brasil investe 1,19% das suas riquezas em P&D enquanto os EUA colocam 2,79%”, comparou. “Noto uma transformação flagrante e um dinamismo muito grande na economia e na sociedade brasileira, que dá ao País uma perspectiva bastante positiva. É uma curva de crescimento sólida e ascendente, sem sinais de redução”, afirmou.

Para o presidente da Finep, as razões para esse comportamento, ainda muito tímido do setor privado, tem várias explicações, mas ele diz ser fundamental haver um exemplo de liderança do setor público, muitas vezes replicado pelas próprias empresas, pois gera confiança e condições de um investimento de longo prazo em projetos que vão retornar em benefícios ao próprio país. “O investimento público é um sinal de apoio e confiança para as empresas. Já avançamos bastante, mas ainda precisamos crescer muito mais”, declarou.

Pré-sal é a menina dos olhos’

“A Finep dispunha, em 2003, de 300 milhões de reais para investir em inovação, o que, à época, alcançou 60 empresas. Em 2010, este montante chegou a R$ 4 bilhões de reais, com o atendimento a 2 mil empresas”, destaca Arbix. “A meta é chegar a 2014 com um aporte de 14 bilhões de reais para P&D”, disse. A tentativa é, segundo Arbix, transformar o DNA da Finep na intenção de multiplicar este volume e descentralizar as formas de distribuição. “Precisamos capacitar as empresas brasileiras para torná-las mais dinâmicas e eficientes”.

“O pré-sal deve consumir uma base significativa desses recursos. É a ‘menina dos olhos’ da Finep não pela dimensão do volume de negócios, mas pelas possibilidades tecnológicas que oferece, já que estamos buscando apoiar o desenvolvimento de nova tecnologia e na fronteira do conhecimento. Não deve faltar dinheiro para a área do pré-sal. Todo projeto desta área deve ser apoiado. É uma área absolutamente crítica do País”.

Inovação é investir nas pessoas

Para se tornarem cada vez mais inovadoras, as empresas precisam adotar duas medidas emergenciais, segundo Arbix: ter lideranças comprometidas com inovação, ou seja, a alta administração da empresa tem que ser estar disposta a inovar, investindo em pesquisa e novos produtos; e a capacitação de funcionários de maneira transformadora. “A ideia de que poderíamos produzir com funcionário mau preparado e mau remunerado é uma ideia absolutamente fora do tempo e do espaço. Funcionário mau preparado não suporta uma empresa inovadora. As empresas mais inovadoras têm o maior número de pessoas mais preparadas, mais inventivas, mais engenhosas, mais criativas, mais preparadas, que mais lêem, comprometidas e que custam mais caro. O Brasil não tem esse hábito, mas está mudando. Mas se a liderança não quiser não vai acontecer nada na empresa. Inovação é investir nas pessoas”, completou.

Sobre Glauco Arbix – é presidente da FINEP, Professor Livre-Docente do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo (USP) e membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT) e Tinker Visiting Professor na Universidade de Wisconsin-Madison (EUA). Foi Coordenador Geral do Observatório de Inovação e Competitividade do Instituto de Estudos Avançados da USP (2007-2010), Presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA, 2003 2006), Coordenador Geral do Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (NAE, 2003-2006), membro do Group of Advisers do United Nations Development Programme (PNUD-ONU, 2006-2009) e Fulbright New Century Scholar (2009-2010). Professor do Departamento de Ciência Política da UNICAMP (1996-1997) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP, 1995). Realizou estudos de pós-doutorado no Massachusetts Institute of Technology, MIT (EUA, 1999 e 2010), na Universidade de Columbia (EUA, 2007 e 2009), na Universidade da California - Berkeley (EUA, 2008), na London School of Economics (Reino Unido, 2002).

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