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Valor Econômico entrevista Michael Charlton em evento da AmchamRio

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Jornal Valor Econômico publica matéria sobre mega evento promovido pela Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro. Leia a íntegra do texto de Paola de Moura, com entrevista de Michael Charlton

Leia a íntegra do texto de Paola de Moura, com entrevista de Michael Charlton

Rio vai atrair mais investimentos que Londres, indica estudo
O Rio de Janeiro deve ganhar R$ 33,1 bilhões de investimentos e gerar 62,5 mil empregos só no setor em infraestrutura até 2016. Pesquisa feita pela PricewaterhouseCoopers (PwC), a pedido da Rio Negócios, agência de promoção de investimentos da cidade, mostra que os principais setores beneficiados com um investimento total de R$ 53,2 bilhões e geração de mais de 90 mil empregos, são também turismo, indústria inovativa (telecomunicações e tecnologia da informação), indústria criativa (publicidade) e serviços financeiros (seguro e resseguro).

Michael Charlton, diretor internacional da Rio Negócios, diz que o volume que chegará ao Rio será muito maior do que o investido em Londres, que realizará as Olimpíadas de 2012. A capital da Inglaterra receberá US$ 7 bilhões (cerca de R$ 11,2 bilhões), com duas mil novas empresas e a geração de 40 mil novos empregos. "Você não pode comparar uma cidade madura de um país desenvolvido com o Rio, que ainda precisa de muito investimento e está num país em desenvolvimento. Aqui, as necessidades são muito maiores", afirmou, ao participar do no seminário "Copa 2014 e Olimpíadas 2016: uma década de oportunidade para o Rio de Janeiro".

Charlton explica que a busca da Rio Negócios é por empresas que queiram investir na cidade para além dos eventos esportivos. "Os jogos são catalisadores, mas o investimento não pode se encerrar nele", explica. "Barcelona é um exemplo disso. A cidade não existia no mapa mundial antes dos jogos de 1992".

O diretor conta que as indústrias de óleo e gás são as maiores interessadas em investir no Rio. "Por um motivo óbvio", afirma. Também há grande interesse do setor hoteleiro. "Mas estamos tendo um trabalho para explicar que a cidade não se resume apenas aos bairros da Zona Sul e ao Centro da cidade. Que há opções na Barra da Tijuca [zona oeste da cidade], por exemplo". Charlton explica que a falta de terrenos é um entrave para o setor. "A demanda de hotéis é enorme, mas todos querem ficar onde não há espaço". Mesmo assim, o estudo da PwC aponta o setor de turismo como o segundo maior beneficiado com os investimentos, com R$ 13,6 bilhões e a criação de 11,9 mil vagas.

Outro setor onde há interesse é o de tecnologia. Charlton explica que as empresas estão investindo no desenvolvimento de seus processos e também na qualificação de seu profissional. "É uma atividade que nos países desenvolvidos já está implantada e no Rio, os centros estão chegando". Por isso, a indústria inovativa vem em terceiro lugar, com R$ 4,5 bilhões em investimentos e 8,7 mil empregos.

Em seguida estão os setores que são necessários e intrínsecos aos jogos e à construção de infraestrutura, com a indústria criativa (publicidade) trazendo R$ 1 bilhão e gerando 3,2 mil vagas e os serviços financeiros (seguros e resseguros) responsáveis por mais R$ 1 bilhão e outros 3 mil empregos. Segundo o diretor geral para a Copa do Mundo Fifa 2014 e Olimpíada 2016 da Coca-Cola Brasil, Michel Davidovich, para cada dólar gasto em patrocínio é necessário gastar entre um e dois dólares para ativar este mesmo patrocínio. "É necessário investir quase o dobro para transformar este patrocínio num ativo real para a empresa", explica.

Um dos exemplos apresentados no seminário foi o da Coca-Cola. A empresa aumentou seu investimento no Brasil, de R$ 3,5 bilhões entre 2005 e 2009, para R$ 6 bilhões, entre 2010 e 2014. Além disso, a equipe dedicada aos eventos esportivos que hoje tem três pessoas, será de trezentos em 2014 e de mil em 2016.

Hazem Galal, consultor governamental da PwC, concorda com a tese de Charlton. Ele diz que o Rio está fazendo o trabalho certo e os elogios feitos pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) à cidade na última visita, há duas semanas, mostram isso.

Maggie Sanchez, diretora comercial do Comitê Organizador Rio 2016 contou que a cidade foi a primeira na história das Olimpíadas a começar a ativar seus patrocínios com cinco anos de antecedência. Já são patrocinadores oficiais da Olimpíada do Rio, o Bradesco (para serviços financeiros) e a Embratel e a Claro, para telecomunicações. A próxima concorrência deve ser para material esportivo.

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