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Como consolidar a transição energética no Brasil?

05/02/2019 em Evento
Especialistas discutem iniciativas necessárias para alavancar o setor de energia e o mercado de carbono no 1º Fórum Brasileiro de Transição Energética
Foto: epbr
Sempre engajada com o ambiente de negócios e evolução das empresas e serviços, a Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (AmCham Rio) promoveu em parceria com a epbr, no dia 14 de dezembro o ‘1º Fórum Brasileiro de Transição Energética’. O evento contou com a participação de grandes players da indústria e foi palco de importantes debates com as temáticas: transição energética, mercado de carbono e os compromissos assumidos pelo país a partir do Acordo de Paris.

A rodada de palestras teve início com Luiz Barroso, presidente da PSR, que explanou as vantagens competitivas do Brasil rumo à transformação energética e as políticas públicas necessárias para o avanço do setor. “A diversidade da matriz energética brasileira faz com que a transição para fontes mais limpas no Brasil seja um caminho natural. As renováveis são o nosso diferencial competitivo, mas qualquer retorno nesta área dependerá de um marco regulatório eficiente, com políticas públicas desenvolvidas especialmente para essas indústrias”, defendeu o especialista.

Lavínia Hollanda, diretora executiva e sócia fundadora da Escopo Energia, falou ao público sobre investimentos e transição energética. Em seu discurso, a especialista destacou os principais desafios do gás e biocombustíveis, além do potencial brasileiro para a geração de energia, que tem atraído a atenção de petroleiras interessadas em diversificar investimentos para uma esperada transição energética global. “O Brasil tem um grande potencial em renováveis, gás natural e biocombustível, e há uma clara percepção de que a indústria de renováveis é um negócio cada vez mais estratégico para o país”, afirmou. Os especialistas Giovani Vitória Machado, superintendente de Gás Natural e Biocombustíveis da Empresa de Pesquisa Energética (EPE); e Alejandro Duran, country manager da BHGE e diretor da AmCham Rio, também participaram do painel.

Os investimentos das operadoras em renováveis foi tema discutido entre os convidados Haroldo Fialho Prates, chefe do departamento de Energia do BNDES; Renata Nascimento, gerente de Estudos de Mercados e Negócios da Petrobras; Veronica Coelho, vice-presidente da Equinor; e Felipe Maciel, editor-chefe da epbr. Renata Nascimento e Veronica Coelho debateram sobre desafios e alternativas para impulsionar o mercado. “Por ser um setor muito promissor, nós esperamos desenvolver cada vez mais nossa competitividade, mas é preciso rever o modo de trabalho dessa tecnologia. A Equinor tem uma meta global de em 2030 estar investindo 30% do capex no mundo em novas energias”, destacou a vice-presidente da Equinor. Por sua vez, Renata Nascimento defendeu em seu discurso a criação de um marco regulatório e framework. “Precisamos da criação de um marco regulatório nacional para leilões de eólicas offshore e também é preciso um framework que torne o mercado mais competitivo e sem incertezas na infraestrutura desses projetos”, colocou a gerente da Petrobras.


O BRASIL E A ECONOMIA DE BAIXO CARBONO

Perspectivas para a área com foco em um novo cenário econômico também foram assuntos centrais do evento. Para apresentar as oportunidades e desafios do mercado de créditos de carbono no Brasil, Marina Grossi, presidente do CEBDS, conduziu uma palestra especial ao público. A especialista defendeu que a precificação do carbono é fundamental para viabilizar a transição para uma nova economia, além de gerar resultados positivos para o desenvolvimento do país. “A precificação das emissões de carbono das empresas de energia também é uma demanda das companhias de óleo e gás. Para o país, é benéfica principalmente porque redireciona a economia para uma de baixo carbono”, pontuou Marina.

André Lopes Araújo, presidente da Shell Brasil; Gil Maranhão Neto, chief Strategy, Communications and Corporate Social Responsibility Officer da ENGIE Brasil; Marina Grossi, presidente do CEBDS; e Suzana Kahn, presidente do Comitê Científico do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC), discutiram como os players do setor estão olhando para o mercado de carbono no Brasil e no mundo. Em sua colocação, André Araújo afirmou que a taxação do carbono é uma medida fundamental e que tal iniciativa precisa ser conduzida pelo governo. “Estamos alinhados ao Acordo de Paris e acreditamos que os governos têm papel importante para liderar movimentos nesse sentido, assim como investimentos em tecnologia e inovação”, ponderou o líder da Engie Brasil. A presidente do Comitê Científico do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, Suzana Kahn, afirmou que o mercado de carbono pode aumentar a competitividade entre as empresas. “A empresa que tem menos emissões de carbono e se compromete a taxar, melhora a sua imagem e avança na competitividade do mercado. As organizações precisam entender que isso gera lucro e, assim, podem contribuir para redução de emissões”, defendeu.

O discurso de encerramento foi realizado pelo então secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Félix, um dos convidados especiais do evento. Em sua palavra, Félix defendeu a importância do país avançar na pauta de energia, destacando o potencial do setor. “O Brasil pode ser referência, buscando soluções adequadas a cada região, seja por meio da geração distribuída ou da comercialização de energia”. Ele também reconheceu que ações e diálogos construtivos são importantes para engajar a sociedade e o governo. “Iniciativas como esta da AmCham Rio e epbr são importantes para engajar pessoas e promover um diálogo entre especialistas, governo e sociedade", finalizou.

O 1º Fórum Brasileiro de Transição Energética foi realizado no auditório da Casa do Empresário com o patrocínio da Ecology Brasil e Equinor. A cobertura completa do evento estará disponível na edição 307 da Revista Brazilian Business cuja distribuição está prevista para início do mês de março.
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