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Quais são os rumos do mercado de energia no Brasil?

28/05/2018 em NOTÍCIAS
Realizado pela IHS Markit, com apoio e organização da AmCham Rio, Tailor-made trouxe debate sobre tendências do potencial brasileiro nos setores elétrico e de petróleo e gás.
Engajada em questões que envolvem o setor de energia, tanto relativas ao setor elétrico quanto ao de petróleo e gás, a AmCham Rio tem sido interlocutora de ações que buscam fomentar o potencial brasileiro na área. Com objetivo de debater tendências, futuro e rumos do mercado de energia brasileiro, o Tailor-made da IHS Markit, apoiado pela AmCham Rio, trouxe especialistas da empresa, além de João Vicente, do Ministério de Minas e Energia, para debater a questão na última terça, 22 de maio.

Como keynote speaker, contamos com a presença de João Vicente, secretário da Secretaria de Petróleo, Gás e Biocombustíveis do MME. Representando a IHS Markit, divididos em dois painéis, participaram Ricardo Bedregal, research and analysis Director; Roberto Cunha, research and analysis associate director; Emanuel Simon, principal research analyst e Felipe Perez, consulting director. Como moderadores, tivemos Ali El Hage Filho, do Veirano Advogados, e Nadia Stanzig, da AmCham Rio . O encerramento ficou por conta de Eduardo Mechereffe, diretor de vendas da IHS Markit.

Para João Vicente, "a demanda de energia per capita só vai crescer". O secretário citou alguns pontos para pensar o mercado de energia brasileiro, como o crescimento da economia de baixo carbono, o desenvolvimento tecnológico, além da volatilidade do preço de petróleo, em que há um estímulo à geração de políticas que acelerem a produção.

O Ministério de Minas e Energia trabalha para viabilizar o sincretismo energético que o país precisa. Segundo ele, a instituição se pauta em transparência, estabilidade e previsibilidade. "O que a gente pretende, para atender essa demanda, é continuar o trabalho", disse.

Atualmente, o Brasil possui um dos maiores recursos de petróleo do mundo. De acordo com Ricardo Bedregal, EUA, Canadá e Brasil são os principais países que vão colocar óleo novo no mundo até 2020. “Num cenário onde a questão de crescimento e de estabilidade regulatória sejam resolvidas, o Brasil tem um caminho interessante para crescer. A gente poderia chegar, até 2040, em torno de 6 bilhões de barris por dia”, afirmou.

O especialista citou que 90% da produção de gás no Brasil é associado. O gás natural pode ter duas classificações: associado e não associado. Na produção do associado, o gás encontra-se dissolvido no petróleo e a produção inicial do óleo é privilegiada. "Acho que hoje, no mundo, não existe volume e qualidade descobertos como no Brasil", ressaltou.

Roberto Cunha trouxe uma nova perspectiva para o gás natural brasileiro com a influência do programa Gás Para Crescer: “A gente vê o programa como um primeiro passo necessário”. Proposto com finalidade de criar condições para uma nova margem do sistema, as modificações com o programa irão “mudar o que a gente chama de franjas do sistema de gás daqui para frente, mas vão preservar a estrutura central do setor de gás, ao menos pelos próximos dez anos”, disse Roberto.

Segundo o especialista, “o Brasil tem uma estrutura única, marcada pela interação da variabilidade da demanda, que vem das usinas termelétricas, e da inflexibilidade da oferta, que vem do gás associado”. Por isso, surge como desafio a necessidade de coordenar essa interação entre uma oferta firme com uma demanda variável.

O setor de energia elétrica do Brasil se reequilibra com perspectivas de crescimento futuro da demanda de energia. Além disso, começam a surgir sinais de recuperação da economia. Nos últimos seis meses, os leilões de energia trouxeram 5.5 GW de nova capacidade ao país, cenário que, segundo Emanuel Simon, anteriormente estava em um estado de letargia, não havia investimento”.

No entanto, alguns fatores impactam a demanda futura das distribuidoras. Como primeiro fator, a migração de consumo para o mercado livre, em que empresas e grandes consumidores enxergam uma condição mais favorável de desenvolvimento e preços mais competitivos. Em segundo plano, com impacto mais a longo prazo, está a penetração da geração distribuída, no caso a solar.

Para Emanuel, existe um desafio: a dificuldade de equacionar a questão da flexibilidade requerida pelo setor elétrico, com a inflexibilidade da produção de gás. Através de iniciativas como o Gás Para Crescer, o especialista enxerga os primeiros sinais de que essa política energética tem migrado para fornecer condições necessárias no suprimento de gás natural. "O sistema elétrico não pode seguir a rota que temos visto de falta de confiabilidade, e a gente enxerga realmente o gás natural como uma questão-chave para equacionar a confiabilidade do setor a preços competitivos”, completou.

Felipe Perez considera que há uma margem positiva do refino porque a demanda global está forte. Por ser um dos principais da América Latina, o mercado brasileiro apresenta tendência de crescimento. O especialista considera necessário avaliar se os riscos trazidos com o refino local são vantajosos. “Com essa brecha entre a nossa capacidade de produção e a demanda de consumo, nós dependemos das importações. É preciso analisar se valerá a pena. Se eu posso ter acesso ao mercado brasileiro, e a um valor significativo, talvez seja interessante eu me associar à outras empresas, atrair esse investimento”, disse.

Confira as fotos: http://bit.ly/tailormadeIHS
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