Fale conosco - Downloads - Notícias
Home
Notícia
<< Voltar

COSO ERM Framework: Integração com estratégia e performance

15/12/2017 em NOTÍCIAS
Alinhamento com estratégia e cultura de riscos são pontos fortes na atualização do modelo
Em um cenário onde a complexidade de fazer negócios está submetendo as empresas a novos riscos, o COSO ERM figura como um dos sistemas de gerenciamento de riscos mais aplicados no mundo. As atualizações implementadas no framework deste ano avançam em relação à versão de 2004 e tornam o Gerenciamento de Riscos Corporativos (ERM) mais efetivo ao integra-lo com estratégia e performance. Esse foi o tema proposto pelo tailor-made da PwC, realizado na última terça (12), em parceria com a AmCham Rio. Jerri Ribeiro, sócio e líder de Consultoria em Riscos da PwC trouxe para o debate a evolução do modelo.

Dentre as mudanças trazidas no framework de 2017 estão: a sua nova estrutura de conteúdo, se dividindo em cinco componentes e vinte princípios alinhados ao ciclo de vida dos negócios: alinhamento com a definição estratégica e as atividades do dia a dia nas empresas; exploração do gerenciamento de riscos em todos os níveis da organização, da camada mais alta à mais baixa; maior ênfase na cultura; introdução do novo conceito de “curvas de risco”, forma de identificar e avaliar a relação entre o tamanho do risco e o nível de performance pretendido; discussões sobre temas desafiadores, como apetite a riscos e portfólio; reflexão do papel evolutivo da tecnologia e, por último, um caderno de exemplos que destaca a implementação dos princípios em várias indústrias e organizações.

O COSO ERM Framework de 2017 traz como grande desafio o link entre estratégias, objetivos e negócios, e o gerenciamento de riscos. Com o aumento da complexidade, a dependência tecnológica e a globalização dos ambientes comerciais, as discussões sobre os riscos ganham cada vez mais destaque nos conselhos de administração e comitês de auditoria, que demandam informações mais avançadas para apoiar suas decisões estratégicas. Durante a apresentação, Jerri fez referência a pesquisa Global da PwC, a qual indica que 58% dos conselhos ainda não recebem atualizações sobre o valor total dos riscos que a empresa está correndo, o que pode vir a prejudicar suas ações e performance no futuro, assim como o processo de tomada de decisão dos executivos e membros de conselhos.

Uma pesquisa da PwC, realizada em 2014, revelou que 63% das empresas globais consideram que o ERM deve ser amplamente considerado no processo de definição da estratégia. Para Jerri, é importante também pensar em questões externas: “Se a minha estratégia é crescer, e eu vou crescer do Brasil para o Paraguai, quais são as implicações geopolíticas? E as implicações de ambiente regulatório? ”, disse.

Para o executivo, é importante que a cultura de riscos seja colocada no centro da gestão das empresas e alcance um nível de entendimento homogêneo dentro da organização. “O mesmo aspecto que impacta o sucesso da organização determina o seu fracasso, a definição de uma cultura forte, vinculada diretamente a valores fundamentais, como missão e visão, afeta diretamente o gerenciamento de riscos corporativos”, afirmou.

Especialistas da área de gestão de riscos discutiram os desafios para implementação dos conceitos de ERM e o qual deve ser primeiro passo para superá-los no painel de debates, moderado por Dalvison Costa, sócio da PwC. Entre os convidados, estiveram: Gustavo Brantes, da Tim Brasil; Luís Mattos, da Estácio de Sá e Marcos Spiguel, da SulAmérica.

Segundo Luís Mattos, o processo de comunicação é um desafio a ser enfrentado. Para atingir êxito em eficiência de controle, a implementação da gestão de riscos deve abranger a organização como um todo, além de alinhar funções e responsabilidades.

Gustavo Brantes mencionou a corresponsabilidade como principal característica da cultura organizacional da Tim Brasil. Muitas vezes o conselheiro, que controla o gerenciamento dos riscos, precisa da ajuda do executivo de cada área para enxergar quais são as principais ameaças para a empresa. “A corresponsabilização parte do princípio de que se algum risco acontece e traz um prejuízo, ele deve ter sido apontado anteriormente pelo responsável daquele processo”, afirmou.

Já para Marcos Spiguel, entender a cultura organizacional é o primeiro passo para superação dos desafios. A estrutura organizacional e a cultura de riscos dentro de cada empresa é particular e tais componentes são determinantes na definição de como o processo de ERM deve ser estabelecido.

Confira as fotos do evento: http://bit.ly/cosoermpwc




Agenda

mantenedores

OURO

  • Praça Pio X, 15 / 5º andar – Centro
    CEP: 20040-020 – Rio de Janeiro/RJ
  • + 55 (21) 3213-9200
    Fax: 55 (21) 3213-9201
  • amchamrio@amchamrio.com
Redes AmChamRio
  • COPYRIGHT © 2012.