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O valor do acordo de céus abertos

06/12/2017 em ARTIGOS
* Artigo por James B. Story
O Rio é uma cidade internacional, uma cidade olímpica, a cidade maravilhosa. Uma cidade de paisagens incríveis onde o Morro Dois Irmãos e a Pedra da Gávea proporcionam o perfeito pano de fundo para um pôr do sol extraordinário das praias de Ipanema e Leblon. Onde o clássico Cristo Redentor domina a linha do horizonte promovendo uma vista icônica. Uma cidade cheia de pessoas criativas e calorosas que trouxeram ao mundo tudo da melhor celebração do Carnaval à mais rica Bossa Nova. Com tudo que o Rio tem a oferecer, eu tenho me perguntado com frequência por que esse lugar mágico não cumpre com seu potencial como um dos melhores destinos turísticos do mundo.

A realidade é que o Rio é um destino aéreo internacional caro, deixando a cidade fora dos itinerários de turistas internacionais. Na verdade, o Brasil, com 6.6 milhões de visitantes internacionais no ano das olimpíadas, recebeu menos visitantes que os 7 milhões da Torre Eiffel. É também verdade que, o Conselho de Viagens Mundiais e Turismo ranqueia o Brasil, globalmente, na 111ª posição, em termos de contribuição turística para a economia brasileira.

Uma questão chave é por que as tarifas aéreas para e dentro do Brasil são tão mais caras quanto em outros países do hemisfério? Não precisa ser assim. O custo de voar para e do Rio poderia ser muito menor. A verdade é que poderia haver muito mais turistas estrangeiros, e mais turistas americanos visitando o Rio e o Brasil.

Uma maneira de fazer isso é através de Céus Abertos, um acordo entre os Estados Unidos e o Brasil para facilitar as ligações comerciais de aviação que aumentariam, significantemente, opções áreas e beneficiariam turistas de ambos os lados. Nossos governos já negociaram, em 2011, um acordo de Céus Abertos justo e compreensivo, e estão agora aguardando o último passo – a homologação pelo Congresso Brasileiro. Os Estados Unidos têm esse acordo com 120 países, portanto há um histórico provado dos seus impactos.

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) estima que Céus Abertos vai aumentar o número de passageiros no mercado brasileiro em até 47% - incluindo aproximadamente mais 1.3 milhões de turistas. Isso significa mais empregos para brasileiros, na aviação, turismo, transporte, e outros setores.

A IATA projeta que Céus Abertos geraria para o Brasil: 29.300 empregos em aviação, 65.400 empregos em outros setores, 37.300 novos empregos em turismo. Céus Abertos tornará possível companhias aéreas brasileiras e norte-americanas expandirem novas rotas e melhorarem a qualidade do serviço, tudo isso enquanto ganham eficiência em operações. A IATA estima que as tarifas aéreas internacionais no Brasil poderiam cair em até 30%. Como um benefício extra, o frete aéreo também cairia, e o Brasil ficaria mais integrado em correntes de valores globais.

Nós temos visto estes resultados ao redor do mundo, assim como muitos vizinhos do Brasil, incluindo a Colômbia, Chile, Peru, Paraguai e Uruguai. Em países com Céus Abertos, nós temos visto o turismo crescer e a média de custo dos voos diminuir. Na Colômbia, desde que Céus Abertos começou a atuar em 2010, existem oito novas rotas entre cidades norte-americanas e colombianas, três novas companhias aéreas entraram no mercado internacional, e diariamente voos internacionais entre os Estados Unidos e a Colômbia têm mais que dobrado.

O aumento em viajantes ajudou a estimular a demanda e resultou em um ciclo virtuoso de crescimento no setor de aviação. Durante o Show Internacional Aéreo do Brasil em março, a indústria de aviação estava clara de que o número total de passageiros viajando dentro do Brasil é, talvez, metade do que deveria ser, e o número de serviços de aeroportos é menor que metade do que o Brasil precisa. Céus Abertos é uma ferramenta para ajudar o Brasil a perceber seu completo potencial na indústria de aviação.

Se você gosta da ideia de mais turistas, mais voos, e tarifas mais baratas para e dos Estados Unidos – e se você gosta da ideia de acrescentar milhões de empregos no Brasil – então a ratificação de Céus Abertos pode ajudar a tornar isso realidade.


*James B. Story - Consul Geral dos Estados Unidos.
**Os artigos assinados são de total responsabilidade de seus autores, não representando necessariamente a opinião dos editores e da Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro.
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