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Empresas brasileiras não estão preparadas para ataques virtuais

26/06/2017 em Notícias
Encontro do Comitê de Seguros contou com a participação de especialista da KPMG sobre segurança cibernética
O último encontro do Comitê de Seguros, Resseguros e Previdência da AmCham Rio, realizado no dia 22 de junho, teve como tema seguro contra riscos digitais. Para falar sobre o assunto, o Comitê recebeu Rodrigo Milo, diretor da Área de Segurança Cibernética da KPMG.

O especialista iniciou a apresentação com um vídeo sobre o ataque do ransomware WannaCry, um poderoso vírus que infectou diversos sistemas digitais e chegou a interromper o serviço de hospitais e diversos órgãos públicos ao redor do mundo, incluindo o Brasil, em maio deste ano.

Para exemplificar o quanto as questões digitais já impactam o valor de mercado das empresas, Milo apresentou o case da rede americana Target, que viu suas ações despencarem 11% após uma invasão digital que roubou dados dos cartões de milhares de seus clientes.

Segundo publicação da Revista Apolice Notícias, o Brasil foi considerado o principal alvo de ataques cibernéticos na América Latina em 2016. Para o diretor da KPMG, a falta de colaboração entre as empresas brasileiras deixa o país ainda mais vulnerável. ‘’Temos uma cultura muito reativa. A preocupação vem só depois do acontecimento’’, complementou o vice-presidente do Comitê de Tecnologia da Informação e Comunicação da AmCham Rio, Bruno Santos.

O grupo discutiu, também, os desafios, as preocupações e as expectativas do ambiente digital para 2017. As estratégias de phishing cada vez mais sofisticadas e o crescimento do uso de vírus tipo ransonware para infectar sistemas são questões preocupantes. Nesse contexto, a inteligência artificial tem se tornado uma grande aliada das equipes de segurança para a detecção e prevenção de ataques.

O especialista abordou a tendência de crescimento do cyber insurance, ou seguro contra riscos cibernéticos. A curva de valor do prêmio pago pelas seguradoras nesses casos vem aumentando exponencialmente. ”Atualmente, o mercado de seguros de riscos digitais movimenta cerca de 3 a 4 bilhões de dólares por ano, mas a projeção é que chegue a 20 bilhões até 2025".

Segundo Rodrigo, é essencial pensar a segurança de forma integrada e conscientizar não só os usuários e o público interno, mas também os parceiros, fornecedores, entre outros. O mais importante é definir as prioridades a serem protegidas, as chamadas ‘’joias da coroa’’. Algumas medidas sugeridas para mitigar os riscos são a adoção de padrões utilizados por reguladores do mercado, como o ISO, de inovações tecnológicas, e, ainda, a denúncia o mais rápido possível na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática diante de qualquer caso de invasão.

As tendências digitais para o mercado segurador estão entre as prioridades do Comitê de Seguros, Resseguros e Previdência para 2017. Periodicamente, autoridades e especialistas são convidados para enriquecer as discussões e potencializar o encontro como uma oportunidade para troca de experiências, benchmarking e networking.

Confira as fotos da reunião: http://bit.ly/2rUxbrH
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