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“Intensificar comércio bilateral com o Brasil é prioridade”

06/06/2017 em BRAZILIAN BUSINESS
Embaixador dos EUA cita segurança e controle de fronteiras como áreas em que os dois países devem intensificar esforços conjuntos
P. Michael McKinley, embaixador dos Estados Unidos no Brasil e Pedro Almeida, presidente AmCham Rio. (Foto: Antônio Scorza)
Carter Anderson
comunicação@amchamrio.com

O embaixador dos Estados Unidos no Brasil, P. Michael McKinley, assumiu o posto em janeiro deste ano com a confiança de que os dois países podem estreitar ainda mais as relações e intensificar o comércio bilateral, além de aumentar a colaboração em áreas sensíveis, como segurança, combatendo nas fronteiras o tráfico de drogas e de pessoas. “Nos próximos meses, com certeza teremos uma série de oportunidades para um diálogo de alto nível sobre a melhor forma de trabalhar para alcançar os objetivos conjuntos de geração de emprego e crescimento econômico”, diz McKinley, frisando que a orientação do governo Trump é “garantir a eliminação de barreiras ao comércio livre e justo”. Em relação ao momento vivido hoje no Brasil, o embaixador ressalta que os EUA apoiam a “consolidação das instituições democráticas brasileiras” e os “esforços para acabar com práticas corruptas”, assim como realça a disposição do governo Temer em aprovar reformas que garantam uma “recuperação econômica sustentável”. Para melhorar o atendimento aos brasileiros interessados em vistos de entrada nos EUA, McKinley disse que o consulado em Porto Alegre deve ser aberto em junho deste ano e o de Belo Horizonte, em 2019. Essas duas novas representações se somarão às já existentes no Rio, em São Paulo e no Recife, além da embaixada em Brasília.

Brazilian Business: Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, com um fluxo de comércio bilateral de US$ 46 bilhões, segundo dados mais recentes. Quais as perspectivas de os dois países avançarem em uma agenda de liberalização comercial e investimentos?

P. Michael McKinley: Somos as duas maiores economias do hemisfério ocidental. Quando adicionamos o comércio aos serviços, o valor real do nosso relacionamento comercial vale dezenas de bilhões de dólares a mais. Nossos fluxos de investimentos bilaterais também são significativos e ajudam a criar empregos e crescimento econômico tanto para os Estados Unidos como para o Brasil. Podemos fazer mais para expandir nossa relação comercial bilateral. Ao fazê-lo, é importante ter uma percepção atualizada de nossa realidade. O presidente Trump pediu que o Departamento de Comércio dos Estados Unidos fizesse uma análise abrangente da realidade econômica e dos detalhes dos padrões comerciais dos Estados Unidos para garantir a eliminação de barreiras ao comércio livre e justo. Nos próximos meses, com certeza teremos uma série de oportunidades para um diálogo de alto nível sobre a melhor forma de trabalhar para alcançar os objetivos conjuntos de geração de emprego e crescimento econômico para nosso povo.

BB: Em dezembro de 2016, a Confederação Nacional da Indústria, a Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (AmCham Rio) e a U.S. Chamber of Commerce entregaram ao ministro do Desenvolvimento, Marcos Pereira, propostas de eliminação das tarifas em todo o comércio entre os dois países em um período máximo de dez anos. Como o senhor avalia essa proposta?

MM: A relação comercial entre Estados Unidos e Brasil é profunda e ampla, e há medidas práticas e de curto prazo que podemos adotar para avançar no diálogo comercial, a fim de desenvolver essa parceria econômica. O estudo conjunto divulgado por U.S. Chamber, Confederação Nacional da Indústria e AmCham Rio reconhece a importância da nossa relação econômica para alcançar o crescimento. Devemos usar nossos diálogos bilaterais focados no comércio para abordar as barreiras que impedem nossas nações de atingir o potencial máximo de comércio, incluindo o diálogo comercial, um acordo bilateral em nível de subsecretariado entre o nosso Departamento de Comércio e o MDIC. Realizamos juntos 15 diálogos comerciais nos últimos dez anos, incluindo a reunião dos dias 8 a 10 de maio, em Brasília.

BB: Em que áreas há perspectiva de maior avanço no que se refere à parceria entre Brasil e Estados Unidos?

MM: O Brasil e os EUA têm sido parceiros fortes há muito tempo. As discussões nos mais altos níveis de nosso governo, incluindo o telefonema entre o presidente Trump e Temer, em 18 de março, ressaltam a importância que os Estados Unidos atribuem à rica e multifacetada relação que mantêm com o Brasil. Esperamos continuar a trabalhar em conjunto para fortalecer essa relação, inclusive sobre formas de estimular o crescimento econômico e gerar empregos em ambos os países, e sobre o compromisso compartilhado de promover a segurança, a democracia e os direitos humanos. Esperamos aprofundar nossa já excelente cooperação com o governo brasileiro em questões de segurança. Nós demonstramos um nível de cooperação sem precedentes no combate a possíveis ameaças à segurança na preparação e durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Nossos agentes têm trabalhado em conjunto desde então para ver como continuar a aprender uns com os outros para melhorar o controle nas fronteiras, estancar o fluxo ilegal de narcóticos e o tráfico de pessoas.

BB: Como o senhor avalia o papel do Brasil na América Latina, do ponto de vista econômico, social e político?

MM: Como a maior economia da América Latina e a segunda maior do hemisfério ocidental, o Brasil desempenha um papel central em quase todas as questões de importância na região. O País traz suas próprias perspectivas e liderança em uma ampla variedade de questões, incluindo os apelos pelo retorno ao regime democrático na Venezuela. Nos fóruns internacionais, desde o apoio aos princípios democráticos e aos direitos humanos, até a liderança ativa em missões de paz como a do Haiti, o Brasil tem grande peso na definição do diálogo sobre questões-chave na região e além. Valorizamos a perspectiva que o País tem a oferecer.

BB: Qual a avaliação que os Estados Unidos fazem do atual cenário político e econômico brasileiro?

MM: O Brasil é uma democracia vibrante. Apoiamos a consolidação contínua das instituições democráticas brasileiras e os esforços para acabar com as práticas corruptas. Do ponto de vista econômico, o País atravessou uma terrível recessão econômica que teve grande impacto sobre a população, mas agora há sinais encorajadores de recuperação.

BB: O Brasil é um dos países que mais enviam turistas aos Estados Unidos. Somente no ano passado, foram 840 mil. Há iniciativas para diminuir a exigência e facilitar a concessão de vistos?

MM: A missão dos Estados Unidos no Brasil, incluindo a embaixada e os consulados em São Paulo, no Rio e no Recife, trabalha arduamente para garantir uma experiência de solicitação de visto tranquila. A maioria dos brasileiros que solicita um visto em todo o mundo é aceita e o recebe em questão de alguns dias. A fim de atender ao crescente volume de requerentes de vistos, há planos em andamento para abrir um novo consulado dos EUA em Porto Alegre, em junho deste ano, e um consulado em Belo Horizonte, em 2019. Esperamos que o consulado do Recife possa se mudar para um espaço novo e maior no fim de 2018. Um grande número de brasileiros e americanos viaja entre os dois países, fortalecendo os laços de amizade e proporcionando importantes benefícios para as duas nações. Em 2016, pelo 13º ano consecutivo, o Brasil esteve entre os dez principais países que enviam viajantes para os EUA.
Estatísticas preliminares mostram que mais de 1,1 milhão de brasileiros viajaram para os EUA entre janeiro e agosto do ano passado.

BB: Qual a sua avaliação em relação ao papel da AmCham Rio na construção de parcerias e na melhoria do ambiente de negócios entre os dois países?

MM: A AmCham Rio desempenha um papel crítico, ao promover mudanças positivas no ambiente de negócios para empresas americanas e brasileiras que desejam negociar e investir em cada um dos países. A câmara teve papel ativo no apoio a grandes reformas por meio de fóruns públicos e seminários, artigos técnicos, estudos e análises abrangentes. Está apoiando todas as grandes reformas atuais no Brasil, incluindo as reformas tributária, trabalhista e previdenciária, para estimular o crescimento econômico sustentável, gerar empregos e melhorar a vida de cada cidadão. No ano passado, a AmCham Rio celebrou 100 anos de criação. Isso demonstra a força da organização como representante dos negócios e, talvez o mais importante, a crença de que temos interesses mútuos que beneficiam as nossas grandes nações. Dada a capacidade das câmaras de atuar como uma voz proativa para empresas e seu papel essencial no fomento de parcerias novas e fortes, a missão dos Estados Unidos no Brasil se orgulha de ter uma relação sólida e produtiva com a câmara.

Entrevista concedida à última edição revista Brazilian Business. Veja o conteúdo completo http://www.amchamrio.com.br/srcreleases/BB300.pdf
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