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Tempo de oportunidades

06/06/2017 em BRAZILIAN BUSINESS
Pedro Almeida, presidente da AmCham Rio, reafirma compromisso da instituição como agente promotor de negócios
Pedro Almeida, presidente AmCham Rio (Foto: Marcelo Piu)
Natanael Damasceno
comunicacao@amchamrio.com

Em um cenário de intensa mudança, os desafios que se impõem a uma instituição como a Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (AmCham Rio) são proporcionais às oportunidades que se apresentam. A afirmação é do novo presidente da instituição, Pedro Almeida, vice-presidente da IBM América Latina. Responsável pelo setor de vendas de projetos estratégicos, soluções de indústria e desenvolvimento de mercado, o executivo garante que a experiência corporativa ajudará na definição de prioridades da nova gestão. Graduado em engenharia eletrônica, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, e com MBA em negócios, pelo Ibmec, Pedro Almeida faz parte do Conselho Diretor do Clube de Regatas do Flamengo e está na diretoria da AmCham Rio desde 2009. Além dos setores de óleo e gás, turismo e segurança jurídica, ele cita a economia criativa como um dos temas prioritários nas ações da instituição.

Brazilian Business: O senhor assumiu em um momento de muitas mudanças, no Rio, no Brasil e no mundo. Quais os desafios de liderar a instituição nesse cenário?

Pedro Almeida: Estamos atentos às mudanças, mas é importante lembrar que a AmCham Rio é uma instituição centenária. Nesse período, passou por vários ciclos de gestão governamental e por tendências que pendiam ora para um lado, ora para outro. É fato que vivemos um momento de transformação, com novos cenários no mundo, no País e no Rio de Janeiro. Isso, porém, representa não só um grande desafio, como também uma grande oportunidade. A AmCham Rio sempre se posicionou como um agente facilitador capaz de estabelecer diálogos entre a iniciativa privada e os governos. Na atual conjuntura, essa vocação se evidencia, pois se torna necessária, mais do que nunca, a busca de consenso a partir de bases sólidas, estruturadas e objetivas. Em momentos mais estáveis, por incrível que pareça, teríamos menos oportunidades. Então, vejo tudo isso de forma muito positiva. Cresceu a procura pela entidade, e o número de sócios tem aumentado. A participação das empresas tem sido muito ativa, o que nos surpreendeu positivamente. E acredito que esse movimento está relacionado a um reconhecimento da instituição como agente facilitador do diálogo.

BB: Um dos objetivos da AmCham Rio é aprimorar as relações com os Estados Unidos. Diante do novo governo americano, quais as ações previstas para assegurar pautas prioritárias como a agenda de liberação do comércio e a facilitação do trânsito de pessoas?

PA: Já estamos atuando nesse sentido. No início de abril, recebemos John Andersen, subsecretário adjunto do Departamento de Comércio americano, em um debate com cerca de 20 executivos, incluindo presidentes de empresas. O objetivo principal foi estabelecer um diálogo, ouvir e transmitir a ele nosso posicionamento. A relação bilateral é um dos nossos pontos fortes e vamos investir nisso. Provavelmente, organizaremos missões aos Estados Unidos, pois faz algum tempo que não as conduzimos. Existe oportunidade tanto de um lado como do outro. Na área de turismo, também nos reunimos com agências como Riotur e TurisRio e entidades americanas. Outro projeto é estabelecer um intercâmbio de Ibama e Inea com a Agência de Proteção Ambiental – EPA americana. Há uma boa vontade dessas instituições e também uma ansiedade eventualmente não atendida das empresas. Temos que convergir na discussão ambiental, e contribuir para essa convergência é muito importante.

BB: Quais serão as prioridades da sua gestão?

PA: Temos mais de dez comitês que atuam em áreas importantes. Obviamente, alguns se destacam pelo momento econômico e contexto do Rio de Janeiro. O segmento de óleo e gás será uma das prioridades. O setor foi alavancado pelo recente anúncio de novas rodadas de licitações, principalmente na camada do pré-sal. A Petrobras está se recuperando e teve um upgrade na classificação de risco. Isso nos deixa bastante animados de que o setor voltará a ser uma forte bandeira em nossa atuação. Outro destaque é a vocação da cidade para turismo e entretenimento, áreas que ganharam relevância econômica nos últimos anos por causa de eventos como Copa do Mundo e Olimpíada.

BB: Mas não houve uma espécie de ressaca após os eventos?

PA: Sim, houve. Mas as estruturas instaladas no Rio estão aí. O investimento foi feito. A cidade ganhou um corredor de transporte excepcional, além de novos equipamentos como o Museu do Amanhã, o AquaRio e o Museu de Arte do Rio – MAR, só para citar alguns. Por isso, acreditamos que podemos ajudar os órgãos de turismo municipal, estadual e federal a buscar parcerias com empresas associadas à AmCham Rio que atuam nessa área. Temos companhias aéreas, hotéis, instituições de eventos esportivos. Acredito que essa será uma bandeira muito importante.

BB: O senhor destacaria outros setores prioritários?

PA: Há ainda dois pontos que receberão muita ênfase. Um está relacionado às grandes transformações do País, que exigirão, certamente, novos modelos de gestão privada e pública. E, nesse cenário, a segurança jurídica é essencial. Vamos atuar tanto ao lado das empresas – que demandam do governo regras claras, respeito aos acordos fechados com entidades privadas e defendem as reformas tributária e trabalhista – como incentivando essas organizações a se modernizar e adotar regras rígidas de controle, importantes para a credibilidade das companhias nacionais. Outro projeto, em fase embrionária, é o da economia criativa, uma vocação do Rio. Toda a área de tecnologia cabe nesse universo, mas há também a moda e demais atividades voltadas para a criação. Hoje, as ações do governo em tecnologia estão focadas na infraestrutura. São iniciativas necessárias, mas estamos falando da formação de polos de desenvolvimento de tecnologia para diversos assuntos e modalidades.

BB: Como sua experiência corporativa pode marcar a atuação na AmCham Rio?

PA: O fato de eu ser proveniente da área de tecnologia é um diferencial. É um setor que toca todas as indústrias. Então, ao longo de 30 anos de carreira na IBM, trabalhando com soluções em tecnologia, estive muito voltado para o mercado corporativo. Isso me fez acumular boa experiência no entendimento dos problemas estruturais das empresas. Quando analisamos uma companhia sob o ponto de vista da tecnologia, buscamos identificar os problemas e ver como podem ser solucionados. Sempre mantive uma relação de proximidade com os clientes, facilitando o entendimento de que diversas indústrias têm problemas estruturais comuns. O fato de eu ter trabalhado como executivo em uma área que tem o segmento de óleo e gás como carro-chefe também ajuda muito no entendimento das prioridades da AmCham Rio. Desde 2013, sou vice-presidente do Flamengo. Faço parte do Conselho Diretor do clube e sei o quanto o setor do entretenimento pode alavancar a cidade. O networking também contribui. Morei três anos em São Paulo, mas passei a vida toda no Rio. O fato de conhecer muita gente no mercado corporativo torna mais fácil criar conexões que ajudem tanto as empresas como a AmCham Rio nos seus propósitos.

Entrevista concedida à última edição da revista Brazilian Business. Veja o conteúdo completo http://www.amchamrio.com.br/srcreleases/BB300.pdf

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