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Especialistas discutem panorama político, econômico e comercial para 2017

31/03/2017 em Notícias
Evento promovido pela AmCham Rio abordou cenário atual e expectativas
Da esquerda para a direita: Maurício Felgueiras, Marcelo Kfoury, Robson Barreto, Ricardo Ismael e Livio Ribeiro.
O ano de 2016 foi difícil para a economia e os negócios. E 2017, como será? Procurando responder essas questões, a Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (AmCham Rio) reuniu nesta quinta-feira, 30 de março, especialistas das áreas da economia, das ciências sociais e da gestão comercial. O moderador do Talk Show, Robson Barreto, diretor da Câmara e sócio do escritório Veirano Advogados, abriu o evento ressaltando a relevância de traçar panoramas sobre o futuro: “Essa renovação dos cenários é sempre um momento bastante interessante e importante para nós todos, inclusive para acompanhar aquilo que nós dissemos ou ouvimos há dois anos”.


Livio Ribeiro, pesquisador da FGV/IBRE, falou sobre as projeções da Fundação para a economia do País. “Nós temos um problema de recuperação da postura fiscal que vai se arrastar por muito tempo, a despeito das reformas que têm sido feitas”, declarou. “O grau de incerteza que permeia a economia brasileira hoje ainda é muito grande. A diferença é que, há um ou dois anos, era uma incerteza em torno de uma trajetória central de piora. Agora, os índices já suportam cenários que são mais otimistas. A boa notícia é que há uma queda importante da inflação em curso, o que tem permitido o corte de juros.”


Na opinião de Marcelo Kfoury, superintendente do Departamento de Pesquisa Econômica da Tesouraria do Citi Brasil, a recuperação da economia virá, mas vamos senti-la mais fortemente em 2018. E caberá à política monetária a responsabilidade de ajudar o Brasil a sair da recessão. “O consumo e o investimento vão ser lentos, o canal do crédito está obstruído, a política fiscal não tem como ser expansionista. A única política que sobrou para o governo tentar aliviar a economia é a política monetária. Nossa projeção é de que os juros vão sofrer uma bela queda, o que vai permitir uma desalavancagem da economia. Mais à frente, talvez tenhamos um novo ciclo de crescimento através de consumo, crédito e investimento.”


Ricardo Ismael, por sua vez, trouxe outro ponto de vista para o debate. O cientista político do Departamento de Ciências Sociais da PUC-Rio levantou um questionamento sobre a crise de liderança que o País atravessa: “Se o Brasil precisa de reformas, como é possível realizá-las sem nenhuma liderança política com credibilidade e capacidade de mobilização?”. Ricardo também afirmou que há na sociedade um sentimento de “virar a página”, algo que teve chance de ocorrer no Brasil com o impeachment de Fernando Collor, em 1992, e não aconteceu. Ele falou, ainda, sobre as eleições de 2018: “O vencedor será quem convencer os brasileiros que vai liberar um novo ciclo de desenvolvimento, não de crescimento. É preciso entender que essa é a expectativa das pessoas”.


Por último, o presidente da MXM Sistemas, Maurício Felgueiras, expôs o ângulo do empresariado, criticando a política monetária atual. “O índice dos juros do mercado privado caiu 240 pontos, mais do que a Selic. Só que os juros do índice privado são 15% ao mês, ou seja, caíram para 14,3%. Não há empresa que sobreviva com essa taxa de juros. Acho que do ponto de vista dos estudos econômicos, estatísticos, políticos, é fundamental a proximidade do trabalho à economia efetiva.”


Confira as fotos do evento: http://bit.ly/2nnDbpC
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